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Flotato – a melhor forma de teres apps web no teu Mac

Flotato – a melhor forma de teres apps web no teu Mac 1240 700 Bruno Brito

Hoje em dia, muitas das aplicações mais requisitadas necessitam apenas de um browser para serem utilizadas. Refiro-me a apps como o Gmail, YouTube, Instagram, Facebook Messenger, Reddit ou Trello.

Algumas destas aplicações são tão essenciais que acabamos por ter várias tabs do nosso browser abertas todo o dia, para as consultarmos com frequência. Seria até conveniente que fossem tratadas como aplicações desktop.

Porquê? Eis algumas vantagens:

  • poderíamos tê-las presentes na doca do sistema operativo;
  • poderíamos lançá-las com uma aplicação como o Spotlight ou o Alfred;
  • poderíamos utilizar o atalho do teclado CMD + TAB para alternar entre as várias aplicações abertas.

Web apps no Flotato com cmd+tab

É aqui que o Flotato (disponível apenas para macOS) te poderá ajudar. Para além desses benefícios, ainda incorpora muitos outros.

O Flotato é a melhor solução que conheço para correr web apps como se fossem aplicações de desktop, mas não é a única – existem diversas alternativas, habitualmente para agregar vários programas de messaging num só lugar, como o Rambox, o Station ou o já mencionado por mim Franz.

Existe, no entanto, uma grande diferença, que me traz para a grande vantagem do Flotato face às restantes: a performance.

A principal vantagem do Flotato: Performance

A maior parte das outras aplicações tem um problema: são desenvolvidas em Electron, que traz a vantagem de tornar a aplicação compatível para Windows, macOS e Linux, mas com o tradeoff de performance, visto não serem “nativas” para nenhuma destas plataformas.

O Flotato utiliza o motor WebKit nativo do Mac, o que significa que, teoricamente, será menos exigente para o processador e para a RAM. No fundo, é o equivalente a ter uma tab aberta do Safari – um browser bem menos exigente em RAM ou bateria do que o Chrome.

Isto são boas notícias, porque até aqui tinha desistido de utilizar as alternativas precisamente por serem tão (ou mais) exigentes do que uma tab do browser.

Como se não bastasse, existem várias aplicações oficiais, disponíveis na App Store (como por exemplo o Trello), que são baseadas em Electron, chegando a pesar bem mais e a gastar muitos mais recursos que uma janela do Flotato com essa app.

A performance é a grande vantagem, mas não é a única.

Como adicionar uma app no Flotato

Depois de instalares o Flotato, verás este ecrã com várias apps bem populares para instalares – bastará clicares em GET.

Apps Flotato

Se a aplicação que pretenderes não estiver nesta lista, adicioná-la deverá ser muito simples – basta escreveres o endereço do site e está feito!

Uma vez instalada, a aplicação ficará de imediato disponível na pasta das aplicações do teu Mac.

5 funcionalidades interessantes do Flotato

Existem várias funcionalidades que o programador Morten Just acrescentou, para que cada app pareça que foi descarregada da App Store da Apple.

Aqui ficam algumas das minhas preferidas:

#1: Janela Flutuante

Se utilizares o Flotato para consumo de media, como por exemplo para ver Netflix ou YouTube, podes colocar essa janela a flutuar em cima de outras, para veres o vídeo enquanto trabalhas.

Para esta funcionalidade, deves clicar em Window > Pin to Top.

#2: Notificações e Capturas de Ecrã

Tal como uma aplicação nativa de macOS, poderás ter notificações no badge para as centenas de sites que as suportem, como o Gmail, Twitter ou Slack.

Assim, podes saber (por exemplo) quantas mensagens tens por ler, olhando simplesmente para a doca.

Também poderás receber notificações no Control Center – a primeira vez que uma aplicação te apresente uma notificação, o Flotato pergunta-te se queres receber avisos daqui em diante ou se os preferes manter desligados (poderás sempre mudar a tua decisão mais tarde, indo às definições).

Também relacionado com este tópico, podes definir uma pequena área do ecrã que queres manter sempre debaixo de olho, como por exemplo o número de visitantes que estão no teu site naquele momento, fazendo um pequeno desenho na parte que queres que seja refrescada diretamente na doca.

Esta última funcionalidade pode ser ativada se clicares em App > Start Dock Monitor.

#3: O Flotato permite-te utilizar a versão mobile das apps

Quando crias uma aplicação, podes definir se queres a versão desktop ou mobile da mesma. Também podes alterar mais tarde, clicando em App > Get Mobile Version ou App > Get Desktop Version, respetivamente.

Flotato Mobile Version

Assim, não só poderás poupar algum espaço no teu ecrã, livrando-te de píxeis desnecessários, como poderás ter uma aplicação mais leve e minimal.

O Twitter é um ótimo exemplo!

#4: Dark Mode para todas as apps que o suportem

Se definires que queres o modo nocturno numa aplicação Flotato, todas as outras partilharão de imediato essa configuração. Sempre se poupam uns cliques…

Podes alterar esta definição indo a Flotato > Preferences e na tab General, escolher Night Mode.

Flotato Night Mode

#5: Upload de imagens no Instagram a partir do desktop

Os criadores do Instagram sempre desenvolveram esta aplicação a pensar na experiência em telemóvel. Se visitares o Instagram pelo desktop não é possível publicar uma imagem… mas tal é possível com o Flotato 😏

Como abrir um link no Flotato

Uma pequena (mas valiosa dica): se precisares de abrir links a minha recomendação é que cliques nos mesmos com a tecla SHIFT pressionada.

Assim, vais poder seguir esse link com o teu browser pré-definido, em vez de o abrires dentro do Flotato, saindo da app em que te encontras.

Se te esqueceres, também não há problema – basta ires a Navigate > Go Back, mas fica a dica!

Flotato é grátis, mas oferece também um plano Pro

O Flotato é gratuito, permitindo-te instalar e usar várias aplicações sem qualquer restrição. A limitação só surge se precisares de várias destas web apps abertas em simultâneo.

Se for esse o teu caso, o melhor será depois considerares o upgrade para a versão Pro, que consiste num único pagamento de $19 USD.

Setapp

Setapp – as 10 melhores apps deste serviço para macOS

Setapp – as 10 melhores apps deste serviço para macOS 1240 700 Bruno Brito

O Setapp é uma enorme coleção de aplicações de produtividade para macOS, que podem ser utilizadas sem limtes a um preço muito convidativo.

Podes testar este serviço gratuitamente durante 7 dias, instalando e testando todas as aplicações que pretenderes.

Se gostares da experiência, podes continuar a aceder a toda a gama de aplicações do Setapp por $9.99 (USD) por mês (existem planos especiais para estudantes ou para quem tem vários Macs).

O Setapp funciona como uma espécie de “App Store” que te dá acesso a algumas das melhores aplicações de produtividade disponíveis para macOS, sempre atualizadas, praticando um modelo de assinatura mensal (ou anual) em vez de teres de adquirir cada aplicação individualmente.

À data deste artigo, o serviço conta com 192 aplicações disponíveis. Esse número tem vindo a crescer, com várias aplicações bastante populares a serem adicionadas todos os meses.

Estas são algumas das aplicações da lista.

As aplicações do Setapp

Com tantas apps, por onde começar?

Muitas das minhas aplicações preferidas para macOS fazem parte desta suite, pelo que te vou apresentar o meu top 10. Sugiro que comeces por aqui.

Se ficares fã, como existem tantas outras aplicações para funções mais específicas, o melhor será sempre explorares toda a oferta. Eu próprio uso muitas mais do que só estas 10.

Vamos a isto!

#1: Path Finder

O Path Finder é, para mim, o melhor explorador de ficheiros que existe. Quando adquiri o meu primeiro macOS, em 2009, esta foi a primeira aplicação que me vi obrigado a comprar, e será sempre uma das primeiras coisas a instalar num novo computador.

Estas são algumas das principais funções:
Tabs e Bookmarks;
– 2 janelas lado-a-lado;
– Sincronização de pastas;
– Editor de texto e imagem integrados;
– Eliminação segura de ficheiros do disco.

Path Finder para macOS

Depois de utilizares este programa, dificilmente quererás voltar a usar o Finder.

Se preferires um explorador de ficheiros menos artilhado, podes também dar uma olhadela no Forklift, que também faz parte da Setapp.

#2: Trickster

O Trickster é uma das minhas aplicações indispensáveis para macOS.

Esta aplicação fica na menubar e está sempre atenta aos últimos ficheiros que editaste. Assim, estarão sempre por perto quando precisares de voltar a pegar neles. Parece trivial, mas é uma tarefa que faço dezenas de vezes, todos os dias.

Podes até filtrar a lista de ficheiros pela aplicação que tens aberta no momento (por exemplo, ver apenas ficheiros com extensão docx se estiveres no Word).

#3: CleanMyMac X

O CleanMyMac X tem, para mim, um nome algo infeliz, mas a verdade é que já eliminou muitos GBs desnecessários do meu macOS. Foi uma agradável surpresa quando lhe dei uma hipótese.

Com o tempo, o teu computador ficará cheio de ficheiros inúteis (a maior parte deles utilizados como cache pelas aplicações), e não é raro recuperar 20 ou 30 GB cada vez que utilizo esta aplicação.

O programa permite a remoção de aplicações (sem deixar vestígios) e até te informa quais os ficheiros mais pesados do teu disco rígido, para o caso de já não fazerem falta.

#4: iStat Menus

Esta é, de longe, a aplicação mais popular para acompanhares o estado do sistema – seja os picos de utilização do CPU, a velocidade de download ou o ponto de situação da bateria.

O iStat Menus também te pode apresentar o estado do tempo e até oferece um widget para o Centro de Notificações do macOS, se o utilizares.

iStat Menus para macOS

Se optares por exibir muita informação, vais ficar com a menubar bastante cheia, mas é aí que a aplicação seguinte te pode ajudar! 😎

#5: Bartender

Se tens muitos programas abertos na menubar do teu macOS, é normal que fiques sem espaço nessa área do ecrã.

Com o Bartender podes recolher aqueles ícones que nem sempre precisas, para ficar com o ecrã bem mais limpo, ou até optar por um visual completamente minimal, em que até o relógio fica ocultado.

#6: Marked

Esta aplicação é algo específica, mas ainda assim sinto que merece fazer parte desta lista, visto que a uso praticamente todos os dias.

Se produzes artigos para a web com regularidade, o Marked é super útil – especialmente se escreveres em Markdown.

Estas são algumas das principais funcionalidades:

  • verificar se algum link está partido;
  • indicar o número de palavras do conteúdo;
  • converter de Markdown para HTML ou até para PDF.

#7: Sip

O Sip é o meu color picker preferido – sempre que preciso de saber qual é a cor de algo no meu ecrã recorro a esta aplicação, seja através de um atalho de teclado ou de um clique na menubar.

Esta é outra aplicação que considero indispensável para macOS.

Entre outras funcionalidades, posso criar paletas de cores, converter cores entre vários formatos, marcar cores como favoritas e comparar o contraste entre 2 cores.

#8: TripMode

Se utilizas o teu telefone frequentemente como hotspot para o teu Mac e queres ter controlo sobre o consumo dos dados móveis, vais apreciar esta aplicação, que também pode ser utilizada como uma espécie de firewall.

Já tive algumas surpresas nos consumos dos dados móveis, fruto de atualizações misteriosas que ocorreram no sistema sem saber, por exemplo. Com o TripMode, isso acabou.

TripMode para macOS

Concebida especificamente para quem passa muito tempo com internet móvel ou com uma ligação de acesso limitado, o TripMode permite que definas quais são as aplicações que podem aceder à Internet.

#9: Noizio

Apesar de passar bastante tempo a ouvir música enquanto estou no Mac, às vezes tudo o que quero é algum “som de fundo”. E é aqui que entra o Noizio.

O Noizio é um gerador de som ambiente – podes simular que estás num café, numa quinta, perto de uma lareia, ou até misturar vários destes sons.

Noizio para macOS

Uma app bem porreira para se ter, mesmo que seja só para ter algum som ambiente em casa.

#10: Boom 3D

À semelhança do CleanMyMac X, o Boom 3D não tem o melhor nome, mas superou as expetativas quando foi chamado ao serviço.

Boom 3D para macOS

O Boom 3D é um equalizador, mas também é um booster de volume, que é onde a aplicação brilha.

Se achas que o volume das colunas do teu Macbook Pro está sempre baixinho (mesmo quando o puseste no máximo), compara com o Boom ativado. Ganhos consideráveis, sem distorção!

Outra funcionalidade útil é o facto de te permitir controlar o volume individualmente por aplicação, para o caso de quereres o Spotify mais alto que o teu browser, por exemplo.

Menções Honrosas

Ficaste fã do Setapp e queres mais aplicações para explorar?

O Meeter e o Presentify foram aplicações que mencionei recentemente, visto serem muito úteis para ensino à distância, e também estão disponíveis nesta suite.

Aqui ficam ainda outras 3 sugestões:

  1. Paste;
  2. PixelSnap;
  3. BetterTouchTool.

E tu, que aplicações destacas desta enorme coleção? És fã deste serviço?

5 Apps úteis para Ensino à Distância

5 apps para Ensino à Distância

5 apps para Ensino à Distância 1240 700 Bruno Brito

O COVID-19 obrigou muitos profissionais a procurarem novas alternativas para realizarem as suas funções do dia-a-dia.

Na minha função de professor de Marketing Digital na ESCS, adoptei (como tantos outros) o Zoom para dar aulas, e criei também uma plataforma minha para Cursos.

Pelo caminho, encontrei outras aplicações bem interessantes (algumas até foram concebidas precisamente neste período!), que podem ser úteis não só para outros professores como para qualquer pessoa que trabalha remotamente.

Vamos à lista!

#1: Krisp

A grande missão do Krisp é atenuar o ruído durante as reuniões/aulas à distância.

Se te vês obrigado a clicar no mute com frequência por estares em ambientes barulhentos, esta aplicação será uma ótima ajuda.

Ao início estava algo cético quanto à sua capacidade de atenuar o som de fundo sem alterar drasticamente as frequências da voz, mas depois de alguns testes em casa, fiquei muito impressionado com os resultados.

Apesar de ter um bom microfone e bastante silêncio à minha volta, utilizei esta aplicação em todas as minhas aulas, e recomendei-a a todos os meus alunos.

Com o COVID-19, a aplicação criou um plano gratuito com algumas limitações e ofereceu a versão Pro durante 6 meses a alunos e professores. De qualquer modo, o plano Pro não é muito dispendioso.

Instalar a aplicação é bastante fácil, e como todo o som passa por lá, fica automaticamente compatível com todos os programas (como o Zoom, Skype ou Google Meet) e funciona com qualquer microfone ou headset.

O Krisp está disponível para macOS, Windows, iOS e até como extensão para o Google Chrome.

#2: Presentify

O Presentify é uma aplicação desenvolvida por um programador (Ram Patra) que só está disponível para macOS.

Criada especificamente para ajudar alguém a expressar-se durante screencasts, a aplicação permite fazer desenhos no ecrã ou destacar o cursor.

Utilizei esta aplicação em algumas aulas, quando queria dar destaque a algo de um slide ou para facilitar o acompanhamento do meu cursor pelo computador.

Ao início, não tive muito sucesso com o Keynote em fullscreen, mas essa questão foi entretanto resolvida pelo programador após o meu alerta. Têm surgido novas funcionalidades ao longo do tempo, tornando esta aplicação cada vez mais útil.

A aplicação está disponível na App Store e, à data deste artigo, em promoção.

#3: FlexiQuiz

Na altura de avaliar os alunos, optei por uma série de questões de escolha múltipla. Agora, precisava de uma plataforma.

Procurei algo versátil, que satisfizesse uma série de requisitos, tais como:

  • definir um tempo limite;
  • apresentar 1 questão por página;
  • impedir que se volte atrás no teste;
  • apresentar a nota final ao aluno após entrega do teste;
  • sortear a ordem das opções de escolha múltipla de cada questão;
  • sortear um conjunto de questões baseado num banco de questões maior;
  • consulta para o professor da nota e das respostas a todas as questões (corretas ou incorretas) de cada aluno.

O FlexiQuiz preencheu todos estes requisitos, disponibilizando ainda muitas outras opções de customização (por exemplo, de design) que tirei partido.

Estas são algumas das opções:

FlexiQuiz

Como outras plataformas do género, o FlexiQuiz gera um link para partilhares com quem vai preencher o formulário.

As estatísticas obtidas no final de cada teste eram muito completas e fiquei muito satisfeito com a solução encontrado para as avaliações deste semestre.

Existe um plano gratuito, mas é provável que tenhas de optar pelo plano Premium, como foi o meu caso.

#4: Scrcpy

O scrcpy não tem o nome mais fácil de decorar, mas se precisares de exibir e controlar o teu telefone Android no ecrã do computador, é a melhor opção que conheço.

A sua instalação não é simples se não estiveres confortável com o terminal, mas a documentação é simples e se precisares de mostrar o teu telefone com frequência, vale bem, a pena a “aventura”.

scrcpy

No caso de macOS, utilizei o Homebrew para instalar esta aplicação e tudo correu sem problemas. Também precisarás de ter o adb (Android Debug Bridge) instalado.

Uma vez instalada, basta ligar o telefone por USB ao computador, abrir o terminal para correr o comando scrcpy e está feito!

Estas são algumas das principais funcionalidades:

  • Definir se queres que o ecrã fique sempre ligado;
  • Gravar o ecrã (exportando depois um mp4 ou mkv);
  • Mostrar os toques que deste no ecrã (útil para screencasts);
  • Sincronizar o copy/paste entre o computador e o telemóvel.

A aplicação é gratuita, open source e funciona em Windows, macOS e Linux.

#5: Meeter

Uma aplicação útil não são para professores, mas também para freelancers ou qualquer pessoa que dedica uma boa parte do seu dia a reuniões.

Se vais com frequência ao calendário para ver qual é a aplicação a utilizar e os dados de acesso para cada uma, o Meeter poderá poupar-te uns minutos todos os dias.

Meeter

Esta app precisará, naturalmente, de aceder ao teu calendário, para encontrar as várias reuniões e respetivas plataformas.

A partir daí, tudo ficará disponível na menubar, bastando fazer “Join” para a reunião seguinte!

A aplicação é gratuita e funciona tanto para Windows como para macOS.


Estas foram as minhas principais armas secretas neste semestre atípico de e-learning. Tens alguma que queiras recomendar?

Como sincronizar 2 pastas em macOS com o Rsync

Como sincronizar 2 pastas em macOS com o Rsync

Como sincronizar 2 pastas em macOS com o Rsync 1240 700 Bruno Brito

Como tantos outros, tenho o hábito de manter algumas pastas do meu macOS sincronizadas com um disco externo, para efeitos de backup.

Depois de vários anos a fazer o habitual drag and drop, decidi ir à procura de uma alternativa melhor… e ainda bem que o fiz!

Procurava uma aplicação que preenchesse os seguintes requisitos:

  • verificar se existem ficheiros em falta na diretoria de destino (e transferi-los);
  • verificar se existiram alterações nos ficheiros da diretoria de origem (e, se sim, atualizar esses mesmos ficheiros na diretoria de destino);
  • apagar eventuais ficheiros que já não existissem na pasta de origem (requisito bónus, visto ser uma necessidade rara no meu caso).

A solução, curiosamente, já estava instalada no meu macOS desde que o comprei. Falo do Rsync.

O Rsync é uma ferramenta para o terminal que já deverá estar instalada no teu macOS. Podes ver a versão que tens instalada escrevendo rsync --version.

Rsync no iTerm

O mais provável é que a tua versão esteja desatualizada – a Apple deixou de incluir ferramentas com a licença GPLv3 ou similar, como é o caso desta. No entanto, atualizá-la é um processo simples.

Para o fazer, vais precisar do Homebrew, que menciono em maior detalhe neste artigo, visto ser uma solução fantástica para automatizar a instalação de aplicações.

Para atualizares o Rsync (eu ainda tinha a versão 2), bastará correres o comando brew install rsync.

Agora sim, está na hora de ficares a conhecer os comandos mais populares desta poderosa ferramenta de sincronização de pastas e ficheiros.

Explorando o Rsync

Imaginando um cenário em que tens a dir1 (que é a diretoria de origem) e a dir2 (a diretoria de destino), bastará correres o seguinte comando:

rsync dir1/ dir2

Aquela / é importante que utilizes. Se só escreveres rsync dir1 dir2, ficarás com uma estrutura do tipo dir2/dir1/ficheiro em vez de dir2/ficheiro. Na maior parte das situações, não é o que se pretende.

Se quiseres que as subdiretorias dentro de dir1 também sejam sincronizadas, podes acrescentar a flag -r, mas a opção mais popular é a flag -a, que também preserva as permissões, o grupo, data de modificação e outras informações. Opto praticamente sempre pela segunda.

Podes também acrescentar -v se quiseres um relatório do que foi transferido, e -P para que tenhas uma barra de progresso para as transferências e a possibilidade de continuar transferências interrompidas.

Juntando as peças, ficarias com este comando, que diria que é o mais popular:

rsync -avP dir1/ dir2

Para testares o comando sem transferir realmente os ficheiros (a chamada dry run), podes acrescentar -n.

Este comando é particularmente importante se quiseres acrescentar --delete, que é o comando que apaga ficheiros na diretoria de destino, se os mesmos já não existirem na diretoria de origem.

Se tiveres essa necessidade, aconselho-te a simular sempre primeiro o comando, visto que existem inúmeras histórias de terror de malta que perdeu dados importantes desta forma!

Corre algo deste género primeiro:

rsync -avn --delete dir1/ dir2

E se estiver tudo OK no relatório, retira o n e volta a corrê-lo.

Não te esqueças também que podes utilizar o Rsync entrando numa máquina remota via SSHrsync -a ~/dir1 [email protected]:diretorio – ou aceder a um disco externo.

No meu caso, visto que o meu disco se chama “Elements”, escreveria algo deste género:

rsync -av dir1/ /Volumes/Elements/dir2"

Estes são os comandos mais populares, mas podes sempre consultar o manual para casos mais específicos.

Para mais comandos no terminal, passa os olhos por este artigo!

Como automatizar a instalação de aplicações em macOS

Como automatizar a instalação de aplicações em macOS

Como automatizar a instalação de aplicações em macOS 1240 700 Bruno Brito

Há muitos anos atrás, quando a minha plataforma de eleição ainda era Windows, era grande fã do Ninite – uma aplicação gratuita para Windows que permitia a escolha de vários programas populares, para que fossem depois instalados silenciosamente (leia-se, sem necessidade de estar à frente do monitor a clicar “Seguinte” vezes sem conta) num novo computador.

Essa aplicação era muito útil naquela altura em que tinha de formatar o disco, ou quando era necessário configurar o computador de um familiar, sem ficar “enfiado” num computador todo o tempo da visita.

Para macOS, tanto quanto sei, não existe propriamente uma alternativa ao Ninite, mas com a ajuda de algumas aplicações para a linha de comando, acabei por criar algo que deverá funcionar de igual forma.

Para este artigo, convém estares minimamente confortável em utilizar o terminal (ou linha de comando). Tens também algumas dicas para o terminal aqui.

O que criei foi simplesmente um script para a shell que, ao ser corrido, instala uma série de aplicações em série, sem fazer perguntas pelo meio. Felizmente, quase todas as aplicações que necessito diariamente permitem ser instaladas desta forma.

O que é necessário então para começarmos? No fundo, de 3 coisas:

#1: Homebrew

O Homebrew é a peça mais importante neste processo, e se já mexeste no terminal de macOS algumas vezes, até é possível que já o tenhas instalado.

Homebrew

O Homebrew é uma forma muito popular de instalação de aplicações open source para macOS, bastando escrever /usr/bin/ruby -e "$(curl -fsSL https://raw.githubusercontent.com/Homebrew/install/master/install)" para o instalar.

A partir daí, poderás instalar uma série de aplicações recorrendo ao comando brew install [app].

Desta forma, poderás de imediato instalar algumas ferramentas essenciais, como o node ou o yarn se programas em JavaScript, ou o ffmpeg e o youtube-dl para manipular vídeo (como menciono neste artigo).

#2: Homebrew Cask

O Homebrew Cask é uma extensão do Homebrew que permite que instales aplicações populares como o Google Chrome, Spotify ou Skype correndo apenas uma linha de comando, como brew cask install [app].

Podes fazer uma pesquisa pela aplicação que pretendes recorrendo ao comando brew search, mas também podes ver a lista das centenas de aplicações compatíveis visitando esta página.

Brew Cask

A aplicação será sempre instalada na sua última versão. O Homebrew Cask não se restringe a aplicações gratuitas ou open sourceapps de todo o tipo estão lá, incluindo várias que são pagas.

Este é um comando que utilizo frequentemente quando quero testar uma nova aplicação, em vez de visitar o site e descarregar o installer. Também podes facilmente desinstalar uma aplicação fazendo brew cask uninstall [app].

Por fim, de referir que podes ainda instalar Fonts (ou tipos de letra) com o homebrew-cask-fonts – como eu uso um par de fonts para programar, automatizo até isso, com um comando do género brew cask install [font].

Podes consultar a lista de fonts disponíveis, e respetivo nome, visitando esta página.

#3: Mac App Store command line interface

Neste momento já conseguimos automatizar uma boa parte da instalação das nossas aplicações para macOS, mas falta ainda uma peça importante do puzzle: as aplicações da App Store.

O mas-cli entra em ação para resolver esse problema; instalado com o Homebrew, permite-te listar todas as aplicações pertencentes à App Store que estão instaladas na tua máquina, bem como a instalação de outras.

Podes listar todas as aplicações que já tens instaladas escrevendo mas list. Repara que a aplicação é listada juntamente com um número, que é o ID da aplicação, e a versão que tens instalada.

mas list

A instalação de uma app não é tão direta quanto o Homebrew Cask, porque precisas de saber o ID da aplicação primeiro.

Se quiseres instalar por exemplo o Pixelmator, terás que primeiro escrever mas search pixelmator para encontrar o ID da app que desejas.

mas search pixelmator

Depois, mas install [ID] instalará a última versão da aplicação disponível na App Store.

O mas-cli também te permite atualizar aplicações que não estejam na última versão, correndo o comando mas upgrade.

Juntando as 3 peças…

Todos os comandos que te apresentei poderão ser corridos quando precisares de instalar uma aplicação, mas o propósito deste artigo é ensinar-te a automatizar uma instalação de aplicações “em massa”.

Como exemplo, podes pegar no meu script e alterá-lo para as aplicações que utilizes!

Como descarregar um stream para o Computador (em modo Geek! 🤓)

Como descarregar um stream para o Computador (em modo Geek! 🤓) 1240 700 Bruno Brito

Há alguns dias, ficou disponível um concerto raro de um artista que muito aprecio (Jan Blomqvist), num conhecido site televisivo internacional.

O concerto só ia estar disponível 7 dias e não existia um botão de download. Se quisesse ficar com ele no disco, tinha 2 soluções:

  1. gravar o ecrã e o áudio;
  2. encontrar uma forma de descarregar o ficheiro original do stream.

A primeira opção é válida, mas não só ficaria com o computador indisponível durante os 65 minutos do concerto, como não sabia a resolução nativa do vídeo para ficar com a gravação no formato ideal.

A segunda ideia era bastante mais geek e provavelmente mais morosa, mas produziria um ficheiro “perfeito”. O desafio era bem mais interessante, portanto foi este o caminho escolhido.

Ao todo foram 4 passos, que em princípio poderás replicar noutros sites quando quiseres descarregar um stream para o teu computador. Dependendo da forma como o site apresenta os streams, talvez também tenhas sorte!

Vou tentar ser o mais descritivo possível, mas convém estares minimamente confortável com o terminal e com o inspetor de um browser (como as DevTools do Google Chrome) para acompanhares este artigo.

Passo #1: Usar o painel Network das Chrome DevTools para encontrar os fragmentos do stream

Um stream raramente é um ficheiro único, com o vídeo completo; o conteúdo está habitualmente dividido num conjunto de fragmentos.

Isto é conveniente para quem está a assistir ao stream, porque não tem que esperar que o ficheiro completa seja descarregado se só quiser assistir a umas partes específicas do vídeo. Para quem aloja o vídeo, isto também significa que pode poupar um pouco na conta do hosting no final do mês.

As 2 partes ganham – mas no nosso caso, vamos precisar de encontrar todos esses fragmentos.

No Google Chrome, se abrires as Chrome Dev Tools (basta carregar no botão direito do rato e fazer “Inspect” algures na página que tem o vídeo que pretendes), terás uma tab de nome “Network”. Tudo o que naquela página está a ser descarregado pelo teu browser é apresentado ali.

Podes filtrar por tipos de ficheiro, como JS, CSS ou Imagens. Para streams, é boa ideia filtrar por “XHR”.

A aba Network nas Chrome DevTools
A aba Network nas Chrome DevTools

No caso deste concerto, podes ver que os ficheiros cumprem um padrão: segmentxx_1.av.ts, onde xx é o número do fragmento. Habitualmente, é assim que estão repartidos.

Avançando até ao final do vídeo no leitor, vejo que no caso do meu vídeo, o último segmento tem o número 392.

Temos então 392 fragmentos para descarregar. Para encontrares o URL, basta clicares num segmento com o botão direito do rato e escolher “Copy > Copy Link Address”.

Copy Link Address na aba Network das Chrome DevTools
Copy Link Address na aba Network das Chrome DevTools

Passo #2: Criar uma lista com todos os segmentos

O URL vai ser igual para os 392 fragmentos, mas o número do ficheiro vai mudar. Precisamos então de criar uma lista.

Há várias maneiras de chegar a este documento. No fundo, apenas precisamos de algo que repita o URL mas que acrescente +1 ao número do segmento.

Isto pode ser conseguido com Excel, com um editor de texto como o SublimeText com um plugin como o Text Pastry, ou por exemplo com JavaScript.

Para este caso, foi precisamente esta última opção que usei. Com um bom e velho loop, problema resolvido.

Assim sendo, nas DevTools podemos passar da aba “Network” para “Console” e colocar um código JS deste género:

// O número total de fragmentos fica nesta variável - no meu caso, 392
const length = 392;
// O URL que obtiveste com o "Copy Link Address" vai para esta variável, em forma de string - deves remover o nome do ficheiro, ou seja, o segmentxx_1.av.ts
const baseUrl = 'https://ositedoconcerto.com/pasta/outrapasta/'
// Criamos uma função com um loop para acrescentar o número ao segmento
function getURL() {
for (let index = 1; index < length; index++) {
const url = baseUrl + segment${index}_1_av.ts
console.log(url);
}
}
// Corremos a função, para que nos apresente a lista completa
getURL();

Passo #3: Descarregar todos os segmentos

Agora que temos a lista com o URL de todos os segmentos, podemos usar algum tipo de download manager para descarregar cada um, ou usar o terminal.

Sou grande fã do terminal para ações deste tipo e optei por recorrer ao wget para descarregar todos os ficheiros. Também poderás optar pelo curl (que podes utilizar em qualquer terminal), se preferires.

Para o caso do wget, basta editar a função que usámos no passo anterior, para o seguinte (a alteração é só dentro do console.log()):

// Criamos uma função com um loop para acrescentar o número ao segmento
function getURL() {
for (let index = 1; index < length; index++) {
const url = baseUrl + segment${index}_1_av.ts
console.log("wget " + url);
}
}

Voltamos a correr o código completo nas DevTools e abrimos o terminal para colar a nova lista obtida de ficheiros a descarregar, já com o comando wget inserido por nós para as 392 ocasiões.

Passo #4: Juntar todos os segmentos

Agora que temos o nosso computador com todos os segmentos descarregados, está na altura de os juntar todos num só vídeo.

Para isso, vamos voltar a usar o terminal, e o poderoso FFmpeg. Esta é uma solução incrível para manipular vídeo e até áudio, e é claramente mais rápida que um programa como o Adobe Premiere ou o Final Cut.

Com o concat do FFmpeg, é fácil juntar uma enorme quantidade de vídeos.

O comando mágico a utilizar é o seguinte: ffmpeg -f concat -i segmentlist.txt -c copy all.ts

Como podes ver, o concat recebe uma lista de ficheiros, vinda de um TXT que dei o nome de segmentlist.txt.

O ficheiro TXT terá que ter o seguinte aspecto:

file 'segment1_1_av.ts'
file 'segment2_1_av.ts'
file 'segment3_1_av.ts'
file 'segment4_1_av.ts'
file 'segment5_1_av.ts'

E assim sucessivamente. Novamente, podes utilizar várias soluções para gerar esta lista, da mesma forma que no passo #2.

Vamos voltar então a recorrer ao JavaScript e inserir o seguinte na consola:

const length = 392;

function getFileList() {
  for (let index = 1; index < length; index++) {
    const fileName = `segment${index}_1_av.ts`
    console.log(`file '${fileName}'`)
  }
}

getFileList();

Agora, copiamos o resultado para um ficheiro de nome segmentlist.txt.

Corremos finalmente o comando do FFmpeg com o concat e o nosso vídeo estará pronto com o nome all.ts, visto que, neste caso, a extensão dos fragmentos era TS.

Como Converter de HEIC para JPG

Como Converter de HEIC para JPG no Finder (macOS)

Como Converter de HEIC para JPG no Finder (macOS) 1240 700 Bruno Brito

Com a chegada do iOS 11, a Apple introduziu um novo formato para gravar fotografias tiradas com os iPhones. De nome HEIF (High Efficiency Image File), estes ficheiros são capazes de gravar imagens (tanto individuais como em sequência) com a extensão .HEIC.

Apesar do suporte para este formato ser cada vez maior, ainda preciso com frequência de converter de HEIC para JPG, o formato de fotografia mais popular.

Podes utilizar uma aplicação de imagens como o Photoshop, o Lightroom ou o Pixelmator para esta ação, mas é muito mais conveniente recorrer apenas ao Finder, uma aplicação nativa de macOS, especialmente se pretenderes converter diversos ficheiros em simultâneo (ou seja, em bulk).

Vamos então aprender como podes converter de HEIC para JPG com um simples par de cliques. Para tal, vamos recorrer à ajuda do Automator.

Tal como o Finder, o Automator também é uma aplicação nativa do macOS, que podes encontrar na pasta das Aplicações. Como o nome indica, o seu objetivo passa por automatizar tarefas repetitivas.

Neste pequeno guia, vamos criar a nossa 1ª ação para ficares a conhecer este magnífico programa!

Passo #1: uma vez aberto o Automator, deves clicar em “New Document” e escolher “Quick Action”.

Automator - Quick Action

Passo #2: altera a opção em “Workflow receives current” para “image files”.

Automator - Workflow receives current

Passo #3: em “Library”, à esquerda, escolhe “Photos” e clica na ação “Change Type of Images”.

O Automator vai-te então perguntar se queres manter uma cópia do ficheiro .HEIC original, ou apagá-lo, ficando apenas o ficheiro JPG.

Se quiseres ter a cópia original, clica em “Add”; caso contrário, opta por “Don’t Add”.

Automator - Add a Copy

Por fim, indica que o novo tipo de imagem pretendido é JPG.

Automator - Change Type

Passo #4: grava a tua ação, dando-lhe um nome reconhecível (como “HEIC to JPG”), com o habitual “File > Save”. E está feito! 😎

Vamos ao teste: no Finder, clica no lado direito (ou CTRL + clique) no ficheiro .HEIC que pretendes converter, e procura “Services” no final do menu de contexto. Deverás ter uma nova opção com o nome que lhe deste!

Finder - Services

Nota que as ações que surgem dependem do contexto – se não estiveres a clicar numa imagem, não verás esta opção.

Dica Extra: podes conferir todos os serviços que tens disponíveis indo a Keyboard > Shortcuts > Services e até definir um atalho de teclado para uma ação que realizes com imensa frequência.

Keyboard - Shortcuts - Services

Como vês, o Automator pode ser muito útil para tarefas como esta!

Google Chrome - 5 extensões obrigatórias

5 extensões obrigatórias para o Chrome

5 extensões obrigatórias para o Chrome 1240 700 Bruno Brito

Existem cada vez mais extensões disponíveis para artilhares o teu browser com alguns super-poderes adicionais. Já mencionei algumas essenciais para blogging, e hoje destaco aquelas que considero indispensáveis para um uso mais generalizado.

Estas são, de longe, as 5 extensões que mais utilizo diariamente, com a excepção de 2 que optei por omitir por serem sobejamente conhecidas (e já divulgadas noutros artigos) – o LastPass e o Pocket.

Tenho muitas outras instaladas, mas nem todas estão activadas todo o dia. Não te esqueças de utilizar o Extensity para facilmente activar/desactivar aquelas extensões de uso esporádico.

Por ser baseado no Chromium, todas são também compatíveis com o Opera, o meu browser mais utilizado – e algumas estão disponíveis para outros browsers, como o Firefox.

Vamos então conhecê-las!

#1: Video Speed Controller

Video Speed Controller

Se só pudesse ter uma extensão instalada no meu browser, esta seria provavelmente a eleita.

Quando estou no Youtube, é raro ver os vídeos à velocidade original – como são geralmente conversas ou tutoriais, o habitual é vê-los a 1.25x ou mesmo 1.5x.

Como seria bom poder acelerar todos os outros vídeos da mesma forma! Foi precisamente isso que me fez ir à caça desta extensão.

O Video Speed Controller permite-te acelerar qualquer vídeo HTML5 – que, felizmente, são a maioria dos vídeos presentes na Web hoje em dia. E, claro, também o podes utilizar em sites como o YouTube ou o DailyMotion.

Video Speed Controller em acção

A extensão inclui ainda atalhos de teclado e a possibilidade de recuares/avançares 10 segundos no vídeo (valor esse que podes alterar).

Também é possível indicar quais os sites em que não pretendes ter esta extensão disponível (adicionando-os à blacklist).

Se nunca experimentaste, recomendo vivamente que dês uma chance a ver vídeos a uma velocidade mais elevada – é bem mais produtivo!

#2: uBlock Origin

uBlock Origin

Um bom ad blocker é essencial nos dias de hoje, e ainda não encontrei nenhum melhor que o uBlock Origin – que, atenção, nada tem a ver com o site ublock.org.

O uBlock Origin foi concebido para bloquearmos tudo o que entendemos como desnecessário, melhorando a performance do browser (e do computador) pelo caminho. Por esse motivo, acaba por ser muito mais que um mero “ad blocker”.

uBlock Origin em acção

Para além de impedir a maior parte dos anúncios e te proteger de trackers e malware sem teres que te preocupar com configurações complicadas, também inclui um modo avançado para quem sabe o que está a fazer.

Aí, podes acrescentar regras adicionais, filtros personalizados, ou até definir uma firewall para cada site.

Esta extensão é open-source e também está disponível para os restantes browsers: Firefox, Microsoft Edge e Safari.

#3: Dark Reader

Dark Reader

Sou um enorme fã de temas dark no computador, e sempre que um site apresenta essa opção, activo-a de imediato.

O Dark Reader oferece essa possibilidade para o resto da web – alterando o fundo para preto e as letras para branco.

Wikipedia no Dark Reader

Na minha experiência, funciona perfeitamente na maior parte dos sites que visito diariamente.

Um interruptor ON/OFF seria suficiente para mim, mas esta extensão vai um pouco mais longe, permitindo-te ainda definir parâmetros como o brilho e o contraste do site – ou até deixá-lo a preto e branco!

Neste vídeo podes ficar com uma melhor ideia das funcionalidades. É óptimo até para questões de acessibilidade para alguns sites.

#4: HTTPS Everywhere

HTTPS Everywhere

Uma extensão que te transforma os pedidos de HTTP em pedidos HTTPS sempre que possível, aumentando a tua segurança na web de forma automática.

Nos dias de hoje, o HTTPS ainda não é o “default” e esta extensão visa corrigir isso mesmo: é um esforço do Tor Project e da Electronic Frontier Foundation.

É uma extensão bastante invisível, mas que vale a pena ter instalada, sendo já compatível com milhares de sites.

#5: Pushbullet

Pushbullet

Demorei algum tempo a instalar esta extensão no meu browser porque pensava que não precisava assim tanto de controlar o meu telemóvel Android a partir do computador. Como estava enganado!

O Pushbullet apresenta todas as notificações que recebas no telemóvel de imediato no teu browser, e oferece-te a possibilidade de enviar SMS, ficheiros de um lado para o outro e até podes integrá-lo com outros serviços, como o Zapier.

O plano gratuito é bastante generoso, oferecendo-te o envio de ficheiros de até 25 MB, 100 SMS por mês e 2 GB de espaço de alojamento.

Pessoalmente, nunca senti necessidade de passar para o plano pago, mas se fores um utilizador mais exigente, podes fazer upgrade para o plano “Pro” por $4.99/mês.

Funciona também no Firefox, tem uma app Windows e está também disponível para iPhone.


Estas são as minhas armas secretas. Quais são as tuas? Partilha as tuas dicas nos comentários!

5 Apps Indispensáveis para Mac

5 Apps Indispensáveis para Mac – Vanilla, Sip, Usage, CheatSheet e Amphetamine

5 Apps Indispensáveis para Mac – Vanilla, Sip, Usage, CheatSheet e Amphetamine 1240 700 Bruno Brito

Este artigo, originalmente publicado em 2017, foi atualizado a 19 de maio de 2020.

No seguimento deste artigo, estou de volta aos screencasts com mais 5 apps merecedoras de atenção para a malta fã de OSX.

Sem mais demora, vamos conhecê-las!

Vanilla

O Vanilla é a melhor alternativa gratuita ao Bartender – uma popular app para OSX, cuja finalidade é ocultar as apps que não precisas na menubar.

Se estiveres num portátil e tiveres muitas apps instaladas, o mais provável será teres a tua menubar “inundada” de ícones – com o Vanilla, podes definir quais é que queres ter sempre disponíveis, e quais é que ficam recolhidas e à distância de um clique.

Uma app que regista, infelizmente, alguns bugs se utilizares vários monitores, mas que não deixa de ser bem mais em conta que a competição.

A versão Pro acrescenta pouco à versão gratuita – permite-te remover definitivamente os ícones que não queres que apareçam e que a app arranque com o OSX.

Atualização (19/05/2020): o Vanilla deixou de funcionar tão bem a partir do macOS Mojave. Podes experimentar o Dozer para uma experiência mais aproximada à do vídeo que publiquei.

Sip

  • Site Oficial
  • Preço: Grátis (versão Pro por $12.29) $10 por dispositivo

Se trabalhas muito com cores, o Sip poderá ser o teu novo melhor amigo. Uma aplicação que reside na menubar e que funciona basicamente como um color picker para qualquer cor que vejas no ecrã.

O Sip guarda todas as cores mais recentes que capturas (óptimo para construir paletas de cores) e converte-as rapidamente no formato que pretendas, como hexadecimal, RGB, CMYK ou HSL.

A versão Pro inclui ainda uma Color Dock, Snapshots, um Color Editor e suporte para a Touchbar. Eu uso esta aplicação e diariamente e nunca senti a necessidade do upgrade.

Atualização (19/05/2020): o Sip deixou de ter uma versão gratuita (apenas a podes experimentar durante 15 dias). Como alternativa, podes instalar o ColorSlurp..

Usage

Mais uma app que fica na menubar e cujo grande objectivo é medir o tempo passado em cada aplicação aberta no teu Mac, para entenderes se estás a ser produtivo e quais são as apps que mais utilizas.

A estatística do dia surge de imediato clicando no ícone da app, mas podes também consultar dias anteriores com facilidade, o total da semana ou até do mês. Uma boa opção para descobrires quais são as tuas apps preferidas!

Esta acaba por ser uma versão simplifcada do RescueTime, outra app que recomendo mas que dá demasiada informação sobre a tua actividade junto ao computador.

CheatSheet

Se acompanhas este blog, já sabes que sou um grande fã de atalhos de teclado.

Esta é uma app que já mencionei nesse artigo, mas que merece destaque por te ensinar os atalhos de teclado de qualquer aplicação que tenhas aberta. Basta premir o botão CMD durante alguns segundos, e rapidamente terás um menu com os atalhos disponíveis.

Amphetamine

Se queres deixar o teu Mac com o ecrã ligado sem estares a mexer no computador, esta é a melhor opção.

No passado utilizava o popular Caffeine, que faz exactamente o mesmo, mas o Amphetamine acrescenta muitas outras funcionalidades.

Podes definir atalhos de teclado, quanto tempo queres que o ecrã fique ligado, ou até condições, como correr apenas enquanto determinada app estiver aberta, ou só enquanto tiveres x% de bateria.

Os melhores Atalhos de Teclado para OSX

Os melhores Atalhos de Teclado para OSX

Os melhores Atalhos de Teclado para OSX 1240 700 Bruno Brito

Aqui fica a minha lista dos atalhos de teclado mais úteis que conheço para OSX.

À semelhança do que fiz recentemente com os meus comandos preferidos de terminal para OSX, tentarei actualizar este artigo sempre que encontrar novos truques que valem a pena divulgar.

Se gostas dos ganhos de produtividade que os atalhos de teclado te dão, não te esqueças de dar uma olhadela também neste artigo.

NOTA: a tecla OPTION equivale ao ALT.

Vamos a isto!

Gestão de Janelas

Comecemos com o básico dos básicos – aqueles atalhos indispensáveis para quem acabou de adquirir um Mac, e vem de Windows. Não te esqueças de consultar os atalhos universais que indico aqui, juntamente com estes 2:

  • CMD + H esconde a janela que está a ser utilizada (mas não a fecha);
  • CMD + Q encerra o programa que estás a usar.

Se quiseres fazer Force Quit numa aplicação que crashou, podes usar CMD + OPTION + ESC para aceder à lista de apps abertas.

Force Quit no OSX

Este é mais rebuscado: podes utilizar CMD + ` para trocar entre várias janelas abertas da mesma aplicação (muito útil para o Finder ou no browser).

Se quiseres maximizar uma janela sem ir para fullscreen, como acontece no Windows, podes premir o OPTION enquanto clicas no botão verde.

Se quiseres aprender um daqueles atalhos inúteis que pode impressionar os teus amigos, sabias que se premires SHIFT enquanto clicas no botão amarelo, minimizas a janela em “super slow motion”?

Com Texto

Utilizo o Sublime Text para tudo o que é texto (estes são os melhores atalhos para esse editor), mas estes são alguns atalhos que funcionarão em qualquer aplicação de texto:

  • CMD + ➡️ ou ⬅️ para ir rapidamente para o início ou fim da linha;
  • OPTION + ➡️ ou ⬅️ para ir rapidamente para o início ou fim da palavra;
  • CMD + BACKSPACE apagará a linha até à posição em que te encontras;
  • OPTION + BACKSPACE apagará a palavra até à posição em que te encontras;
  • SHIFT + CMD + OPTION + V colará o texto que tens no clipboard tirando-lhe toda a formatação, como cores ou tipo de letra;
  • CTRL + CMD + SPACE abre o painel para inserires Emojis.

Painel de Emojis do OSX

Capturas de Ecrã

O OSX é muito superior ao Windows no que toca a tirar screenshots sem precisares de software adicional. Certifica-te que memorizas estes atalhos!

  • CMD + SHIFT + 3 para capturar todo o ecrã;
  • CMD + SHIFT + 4 para capturar apenas uma área que defines;
  • CMD + SHIFT + 4 e depois SPACE se quiseres capturar uma das janelas que tens abertas.

Este último atalho inclui uma sombra bonita na aplicação, como aquela que vês nas imagens deste artigo, mas que podes tirar se premires OPTION enquanto clicas na janela.

Se não quiseres guardar num ficheiro, podes ainda carregar em CTRL juntamente com o atalho para a captura de ecrã, e a imagem ficará no clipboard em vez de ocupar espaço no teu disco.

No Browser

CMD + L para ir para a Barra de Endereços do browser;
CMD + Return para abrir o URL que acabaste de escrever numa nova tab;
CMD + SHIFT + T para restaurar a última tab que encerraste;
CMD + 1 (ou qualquer outro número) para “saltar” para a respectiva tab.

Extras

OPTION + CMD + SPACE abre uma janela do Finder.

CMD + OPTION + CTRL + 8 inverte as cores, assumindo que tens essa opção de acessibilidade activada. É uma espécie de “Dark Mode” que pode dar jeito para leres no browser à noite, por exemplo.

Para a activar, desde o Yosemite que é necessário ir até System Preferences > Keyboard > Shortcuts > Accessibility > Invert Colors.

Invert Colors como atalho de teclado

Por último, para além daqueles atalhos básicos de aumentar/reduzir o brilho ou o volume, há aqui um par de “truques” que vale a pena teres em conta:

OPTION + SHIFT enquanto primes o atalho respectivo permite-te alterar o brilho/volume/luz do teclado em menores quantidades.

Podes premir OPTION enquanto carregas numa tecla de som (Mute, Vol Up ou Vol Down) para aceder ao painel do Som das System Preferences.

Se fizeres o mesmo mas com uma tecla de brilho, irás para o painel de configuração dos Ecrãs.

E, por agora, é isto. Não te esqueças que podes aprender os atalhos de cada aplicação específica com a ajuda da app gratuita Cheatsheet.

Quais são os teus atalhos de teclado para OSX preferidos?

A lista dos melhores Comandos de Terminal para OSX

Os melhores Comandos de Terminal para OSX

Os melhores Comandos de Terminal para OSX 1240 700 Bruno Brito

Para utilizares o terminal, não tens que ser um daqueles nerds dos filmes de ficção científica ou do Michael Bay. E, se quiseres alterar algumas definições do OSX, esta será mesmo a melhor via.

Nos últimos dias, tenho compilado uma lista de comandos que utilizo com frequência, e tentarei actualizar este artigo à medida que encontrar mais.

Podes correr qualquer um destes comandos com a app Terminal que vem pré-instalada no OSX. Eu estou a utilizar o iTerm2 v3, que é grátis e traz alguns extras, mas funcionará exactamente da mesma forma.

Vamos a isto!

Actualizações do Sistema

Sempre que fazes uma actualização ao OSX pela App Store, tens de aguardar alguns minutos até que o sistema esteja pronto a ser novamente utilizado. No entanto, se utilizares estes comandos no terminal, podes continuar a trabalhar e só terás que fazer um restart – a actualização ocorre no background.

Começa por escrever softwareupdate -l para saberes as actualizações que estão disponíveis (está sincronizado com o que surgir na App Store).

Actualizações disponíveis via Terminal

Depois, sudo softwareupdate -i -a descarregará e instalará as actualizações encontradas.

É natural combinar vários comandos, recorrendo ao && – o 2º comando só corre se o 1º for completado com sucesso. Podes então solicitar, numa só linha, um restart automático após a instalação das actualizações, com sudo softwareupdate -ia && sudo reboot.

Se quiseres desligar a máquina em vez de um reboot, sudo poweroff em vez de sudo reboot.

Capturas de Ecrã

O OSX é fantástico para screenshots – raramente precisarás de software adicional. Ainda assim, existem algumas definições que poderás querer alterar:

  1. Queres alterar o endereço das imagens para ~/Desktop? defaults write com.apple.screencapture location ~/Desktop && \ killall SystemUIServer.

  2. As imagens são gravadas como PNG, mas podes alterar o formato – para BMP, GIF, JPG, JPEG, TIFF ou até PDF. Basta colocares a extensão correcta no final deste comando – defaults write com.apple.screencapture type -string "png".

  3. Queres tirar a sombra que surge nas screenshots que surgem quando usas a barra de espaços? defaults write com.apple.screencapture disable-shadow -bool true && \ killall SystemUIServer.

  4. Que tal gravar uma screenshot como JPG após 3 segundos, e abri-la no Preview? screencapture -T 3 -t jpg -P delayedpic.jpg.

Brincando com o Mac

O comando cal mostra o calendário do mês em que te encontras. Queres todos os meses do ano de 2018? cal 2018.

Calendário no Terminal

Podes pedir ao OSX que diga o que quiseres com o comando say. Podes alterar a voz do sistema indo às definições de Acessibilidade. Até podes gravar num ficheiro audio o que quiseres que ele diga, se tiveres o “guião” num ficheiro de texto – say -o audio.aiff -f FILENAME.txt!

Queres descarregar um ficheiro sem abrir o browser? Se souberes o endereço, basta acrescentares curl -O antes do URL.

Se a tua doca estiver a precisar de um restartkillall Dock.

Podes criar um pacote DMG de uma pasta com o comando hdiutil create -volname "Volume Name" -srcfolder /pasta/que/pretendas -ov diskimage.dmg.

Queres gerar uma palavra-passe segura de 20 caracteres e copiá-la para o clibpoard? O LastPass resolvia-te isso, mas este comando também: LC_ALL=C tr -dc "[:alpha:][:alnum:]" < /dev/urandom | head -c 20 | pbcopy.

Gestão de Energia

Queres saber há quanto tempo é que foi o teu último restart? Usa o uptime!

Uptime no Terminal

Queres que o Mac fique “acordado” durante 1 hora? Isso são 3600 segundos, portanto: caffeinate -u -t 3600.

Queres que o ecrã fique desligado após 15 minutos de inactividade? sudo pmset displaysleep 15.

Queres que o computador adormeça após 30 minutos de inactividade? sudo pmset sleep 30.

Velocidade da Repetição das Teclas

De origem, o OSX é algo lento no Key Repeat, e este nem sempre vem activado. Podes ligá-lo com defaults write -g ApplePressAndHoldEnabled -bool false e desligá-lo escrevendo true em vez de false.

O número deste comando vai impactar a velocidade do Key Repeatdefaults write -g KeyRepeat -int 2.

Para onde a seguir?

Se te sentes “em casa” quando estás no Terminal, talvez queiras investigar um pouco mais o que podes fazer por aqui.

Podes começar por este excelente curso gratuito do Wes Bos para aprender a navegar pelas directorias e manipular ficheiros.

Depois, instala o Homebrew, para poderes descarregar todo o tipo de apps mais tarde.

Aqui ficam algumas das minhas aplicações preferidas:

  1. Podes gravar vídeos do YouTube (ou só o audio) com facilidade recorrendo ao youtube-dl.

  2. Se trabalhas muito com WordPress, o WP-CLI vale muito a pena. O mesmo se pode dizer ao Google Font Installer, se quiseres instalar as fonts da Google na tua máquina.

  3. Se gostas de criar GIFs mas queres reduzir a dimensão do ficheiro final, experimenta o Gifify.

Existem centenas de apps disponíveis – esta lista talvez te ajude a encontrar algumas que sejam úteis para o teu caso.

Alguma que recomendes?

Melhores atalhos de teclado Sublime Text

Os melhores atalhos de teclado para o Sublime Text

Os melhores atalhos de teclado para o Sublime Text 620 350 Bruno Brito

Apesar da concorrência feroz de editores de texto como o Atom ou o Visual Studio Code, o Sublime Text ainda é o meu grande companheiro quando é altura de programar ou de escrever artigos.

Os motivos principais? O facto de ser tão leve, e as extensões que já tenho instaladas.

O Sublime, à semelhança dos outros editores que referi, é gratuito (a licença permite que o “experimentes” durante tempo ilimitado) e tem uma grande comunidade, que desenvolve um enorme conjunto de extensões e temas que o tornam tremendamente competitivo (estes são os meus packages preferidos para programar e escrever).

Apesar de ser uma ferramenta mais popular entre programadores, a verdade é que qualquer um pode ser muito mais produtivo com a ajuda de um bom editor de texto – se rediges e-mails com frequência, se fazes trabalhos para a escola, se és blogger ou se estás a escrever um livro, este artigo também é para ti.

Sou um grande fã de atalhos de teclado para ganhos de produtividade, e aqui tenciono mostrar-te como o Sublime te pode ser útil, partilhando contigo alguns dos meus atalhos de teclado preferidos.

Os atalhos aqui mencionados são para Mac, mas praticamente todos funcionarão também em Windows (por norma, basta alterar o CMD por CTRL). O Sublime tem alguns atalhos que diferem consoante o sistema operativo, mas não é o caso na maioria dos que listo aqui.

Aqui não vou falar dos atalhos “universais”, como CMD + N ou CMD + S, mas sim atalhos exclusivos do programa. Ainda são bastantes, portanto não te esqueças de ler também este artigo, que te pode ajudar a decorar novos atalhos de teclado com maior facilidade.

Podes também instalar a aplicação gratuita Cheatsheet para teres acesso rápido aos atalhos de teclado de qualquer aplicação do teu Mac.

CheatSheet para Mac

Vamos a eles!

Atalhos para selecções rápidas de texto

1. Para seleccionar várias repetições da mesma palavra: CMD + D

Se há atalho para dominar, é este. Quando premires estas teclas pela primeira vez, seleccionará a palavra em que te encontras. Depois, a cada nova combinação de teclas, seleccionarás mais uma instância do mesmo texto – e como o Sublime suporta selecções múltiplas, poderás depois alterar rapidamente uma palavra/frase, ou escrever algo à frente ou atrás, afectando todas.

Uma espécie de “Find & Replace”, mas mais imediato e só para as instâncias que quiseres.

Queres saltar uma palavra pelo caminho? Não há problema: basta premires CMD + K para ignorar a última selecção que fizeste e passar para a próxima.

2. Para seleccionar várias linhas: ALT + clique

Para este atalho vais precisar da ajuda do rato – uma das grandes características do Sublime, como pudeste ver na dica anterior, é a selecção múltipla. Com este atalho, podes seleccionar uma série de linhas ao mesmo tempo (e nem tem que ser necessariamente ao início), afectando depois todas.

Podes também realizar selecções múltiplas onde bem entenderes, recorrendo ao CMD + clique.

Por fim, se quiseres poupar a viagem ao rato, podes seleccionar várias linhas normalmente com a tecla SHIFT em conjunto com ou , e depois premir SHIFT + CMD + L para colocar um cursor de seleção no final de cada uma dessas linhas.

3. Para seleccionar uma linha inteira: CMD + L

Podes escrever um texto com várias linhas, mas enquanto não fizeres um parágrafo, o Sublime vai encará-lo como só uma linha – seleccioná-la por inteiro é facílimo.

Se for para apagar a linha, podes recorrer directamente ao CTRL + SHIFT + K.

4. Para seleccionar todo o conteúdo na mesma linha de indentação: CMD + SHIFT + J

Se programas, estarás habituado a indentar o teu código – este é um óptimo atalho para rapidamente seleccionares tudo o que estiver ao mesmo nível de indentação.

5. Para seleccionar todo o conteúdo dentro de uma tag: CMD + SHIFT + A

Este é também dirigido aos programadores: se queres rapidamente seleccionar todo o código HTML dentro de uma div, por exemplo, basta premir esta combinação de teclas.

Manipulação rápida de texto

1. Para cortar/copiar linhas inteiras: CMD + X / C

Aqui, não estou a falar do copy/paste habitual. Se não seleccionares nada e premires este atalho, o Sublime vai cortar ou copiar todo o conteúdo da linha para o teu clipboard. Parece insignificante, mas faz toda a diferença!

2. Para duplicar uma selecção de texto: SHIFT+CMD + D

Se a tua ideia com a dica anterior é a de duplicar texto, então mais vale este atalho. Muito útil para duplicar pedaços de código HTML, por exemplo.

3. Para envolver uma selecção de texto numa tag: CTRL + SHIFT + W

Quando estamos a programar, é frequente repararmos que faltou colocar uma tag HTML antes e depois de determinado pedaço de código – algo que deixa de ser um problema com este atalho, apesar de não o considerar o mais prático para as mãos.

Esta combinação de teclas vai encapsular tudo num <p> por predefinição.

4. Para passar uma linha de texto para cima: CTRL + CMD +

Este é um dos meus favoritos – podes facilmentar passar uma linha para cima ou para baixo recorrendo a este atalho, juntamente com o seu amigo CTRL + CMD + .

5. Para converter todo o texto para upper case (letras maiúsculas): CMD + K, CMD + U

Esta combinação de teclas, em sucessão, rapidamente passa uma selecção de texto para letras maísculas.

Se queres alterar tudo para lower case (letras minúsculas), podes usar o CMD + K, CMD + L em sucessão. Tens ainda outras opções se fores ao menu, a Edit > Convert Case.

Outros atalhos úteis do Sublime

1. Para navegares rapidamente entre os ficheiros: CMD + P

Um dos atalhos que usarás com maior frequência se estiveres a editar vários ficheiros em simultâneo – o atalho contempla não só os ficheiros já abertos, mas todos os que existam na pasta onde estiveres a trabalhar, se a tiveres arrastado para o Sublime.

Se pretendes aceder a opções do Sublime ou mesmo de algum package, o CMD + SHIFT + P é amigo.

2. Para apresentares ou ocultares a barra lateral: CMD + K, CMD + B

A barra lateral é muito útil, mas com o atalho de cima não a vais utilizar tanto e o espaço extra pode vir a dar jeito – esta combinação de teclas, em sucessão, exibe ou recolhe a barra lateral.

3. Para dividir a janela do Sublime em várias colunas: CMD + ALT + 1 / 2 / 3 / 4 ou 5

Se tiveres um monitor grande, ou simplesmente precisares de comparar 2 ficheiros lado a lado, este atalho divide o Sublime em 2, 3 ou 4 colunas – premindo a tecla 5 ficas com uma grelha.

Conclusão

Como vês, um bom editor de texto como o Sublime, quando bem dominado, pode ser muito útil para qualquer pessoa que escreve regularmente. E se algum atalho te está a faltar, podes ainda editar as Key Bindings do programa e personalizá-lo ao teu gosto.

Esqueci-me de algum? Qual é o teu atalho de teclado preferido do Sublime?

    Se quiser entrar em contacto comigo, pode enviar-me um e-mail para [email protected] ou preencher o formulário abaixo.

    NOTA: Todos os campos são de preenchimento obrigatório.