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Como automatizar a instalação de aplicações em macOS

Como automatizar a instalação de aplicações em macOS

Como automatizar a instalação de aplicações em macOS 1240 700 Bruno Brito

Há muitos anos atrás, quando a minha plataforma de eleição ainda era Windows, era grande fã do Ninite – uma aplicação gratuita para Windows que permitia a escolha de vários programas populares, para que fossem depois instalados silenciosamente (leia-se, sem necessidade de estar à frente do monitor a clicar “Seguinte” vezes sem conta) num novo computador.

Essa aplicação era muito útil naquela altura em que tinha de formatar o disco, ou quando era necessário configurar o computador de um familiar, sem ficar “enfiado” num computador todo o tempo da visita.

Para macOS, tanto quanto sei, não existe propriamente uma alternativa ao Ninite, mas com a ajuda de algumas aplicações para a linha de comando, acabei por criar algo que deverá funcionar de igual forma.

Para este artigo, convém estares minimamente confortável em utilizar o terminal (ou linha de comando). Tens também algumas dicas para o terminal aqui.

O que criei foi simplesmente um script para a shell que, ao ser corrido, instala uma série de aplicações em série, sem fazer perguntas pelo meio. Felizmente, quase todas as aplicações que necessito diariamente permitem ser instaladas desta forma.

O que é necessário então para começarmos? No fundo, de 3 coisas:

#1: Homebrew

O Homebrew é a peça mais importante neste processo, e se já mexeste no terminal de macOS algumas vezes, até é possível que já o tenhas instalado.

Homebrew

O Homebrew é uma forma muito popular de instalação de aplicações open source para macOS, bastando escrever /usr/bin/ruby -e "$(curl -fsSL https://raw.githubusercontent.com/Homebrew/install/master/install)" para o instalar.

A partir daí, poderás instalar uma série de aplicações recorrendo ao comando brew install [app].

Desta forma, poderás de imediato instalar algumas ferramentas essenciais, como o node ou o yarn se programas em JavaScript, ou o ffmpeg e o youtube-dl para manipular vídeo (como menciono neste artigo).

#2: Homebrew Cask

O Homebrew Cask é uma extensão do Homebrew que permite que instales aplicações populares como o Google Chrome, Spotify ou Skype correndo apenas uma linha de comando, como brew cask install [app].

Podes fazer uma pesquisa pela aplicação que pretendes recorrendo ao comando brew search, mas também podes ver a lista das centenas de aplicações compatíveis visitando esta página.

Brew Cask

A aplicação será sempre instalada na sua última versão. O Homebrew Cask não se restringe a aplicações gratuitas ou open sourceapps de todo o tipo estão lá, incluindo várias que são pagas.

Este é um comando que utilizo frequentemente quando quero testar uma nova aplicação, em vez de visitar o site e descarregar o installer. Também podes facilmente desinstalar uma aplicação fazendo brew cask uninstall [app].

Por fim, de referir que podes ainda instalar Fonts (ou tipos de letra) com o homebrew-cask-fonts – como eu uso um par de fonts para programar, automatizo até isso, com um comando do género brew cask install [font].

Podes consultar a lista de fonts disponíveis, e respetivo nome, visitando esta página.

#3: Mac App Store command line interface

Neste momento já conseguimos automatizar uma boa parte da instalação das nossas aplicações para macOS, mas falta ainda uma peça importante do puzzle: as aplicações da App Store.

O mas-cli entra em ação para resolver esse problema; instalado com o Homebrew, permite-te listar todas as aplicações pertencentes à App Store que estão instaladas na tua máquina, bem como a instalação de outras.

Podes listar todas as aplicações que já tens instaladas escrevendo mas list. Repara que a aplicação é listada juntamente com um número, que é o ID da aplicação, e a versão que tens instalada.

mas list

A instalação de uma app não é tão direta quanto o Homebrew Cask, porque precisas de saber o ID da aplicação primeiro.

Se quiseres instalar por exemplo o Pixelmator, terás que primeiro escrever mas search pixelmator para encontrar o ID da app que desejas.

mas search pixelmator

Depois, mas install [ID] instalará a última versão da aplicação disponível na App Store.

O mas-cli também te permite atualizar aplicações que não estejam na última versão, correndo o comando mas upgrade.

Juntando as 3 peças…

Todos os comandos que te apresentei poderão ser corridos quando precisares de instalar uma aplicação, mas o propósito deste artigo é ensinar-te a automatizar uma instalação de aplicações “em massa”.

Como exemplo, podes pegar no meu script e alterá-lo para as aplicações que utilizes!

Como instalar o WordPress com o Docker

Como instalar o WordPress com o Docker

Como instalar o WordPress com o Docker 1240 700 Bruno Brito

Esta é a minha nova forma preferida de instalar o WordPress localmente para os meus projetos.

Existem várias alternativas, como o XAMPP ou o VVV (Varying Vagrant Vagrants), mas esta solução com o Docker parece-me a mais rápida.

Vamos diretos ao assunto. O que é necessário?

  • Algum espaço em disco (cerca de 10 GB);
  • Conhecimentos de como configurar o WordPress;
  • Alguma confiança em utilizar a linha de comandos.

Vamos a isto!

#1: Descarregar o Docker

Deves começar por descarregar o Docker Desktop, disponível tanto para Windows como para macOS.

Vais precisar de criar uma conta no Docker para tal (o registo é gratuito).

Em macOS, o download é cerca de 500 mb, e uma vez instalado, ocupa cerca de 2 GB.

Após a instalação, verifica que o Docker Desktop está a correr, conforme esta imagem:

Docker Desktop is running

#2: Criar o ficheiro docker-compose.yaml

Cria a pasta onde queres instalar o teu site WordPress, e de seguida, cria o ficheiro docker-compose.yaml – responsável por definir as dependências do container.

Para além do WordPress temos que instalar o MySQL para termos uma base de dados e o phpMyAdmin para a gerirmos facilmente.

Copia e cola o código que coloco em baixo no teu editor de texto preferido (eu recomendo o VS Code ou o SublimeText).

Tem atenção à indentação, que tem que ser respeitada.

#3: Configurar tudo com um só comando

É tempo de navegar até à pasta do projeto no terminal e correr o comando docker-compose up -d.

O Docker vai de seguida fazer a sua magia, instalando na pasta a última versão do WordPress e colocando o site imediatamente disponível na máquina local.

A primeira vez demora algum tempo, porque o Docker terá que descarregar e configurar o WordPress, MySQL e phpMyAdmin. Das próximas vezes já será um processo bem mais célere.

Docker Compose

#4: Visitar o site

E já está! O site está já disponível em http://localhost:8000/ com o habitual ecrã de configuração do WordPress.

Idioma do WordPress

Podes também aceder ao phpMyAdmin para gerires as bases de dados, indo a http://localhost:8080/ – todas estas portas foram definidas no docker-compose.yaml e podes claro definir outras, se preferires.

O login/password do phpMyAdmin será wordpress/wordpress e poderás também alterar esses parâmetros no docker-compose.yaml.

#5: E como desligo a máquina?

Quando já não precisares de ter este container activo, o melhor será correres o comando docker-compose down --volumes na pasta do projecto.

Não poderás ter vários sites WordPress a correr em simultâneo sem alterares as portas – portanto cerfica-te que ou as alteras no docker-compose.yaml, ou que desligas esse contentor antes de passar para outro.

A lista dos melhores Comandos de Terminal para OSX

Os melhores Comandos de Terminal para OSX

Os melhores Comandos de Terminal para OSX 1240 700 Bruno Brito

Para utilizares o terminal, não tens que ser um daqueles nerds dos filmes de ficção científica ou do Michael Bay. E, se quiseres alterar algumas definições do OSX, esta será mesmo a melhor via.

Nos últimos dias, tenho compilado uma lista de comandos que utilizo com frequência, e tentarei actualizar este artigo à medida que encontrar mais.

Podes correr qualquer um destes comandos com a app Terminal que vem pré-instalada no OSX. Eu estou a utilizar o iTerm2 v3, que é grátis e traz alguns extras, mas funcionará exactamente da mesma forma.

Vamos a isto!

Actualizações do Sistema

Sempre que fazes uma actualização ao OSX pela App Store, tens de aguardar alguns minutos até que o sistema esteja pronto a ser novamente utilizado. No entanto, se utilizares estes comandos no terminal, podes continuar a trabalhar e só terás que fazer um restart – a actualização ocorre no background.

Começa por escrever softwareupdate -l para saberes as actualizações que estão disponíveis (está sincronizado com o que surgir na App Store).

Actualizações disponíveis via Terminal

Depois, sudo softwareupdate -i -a descarregará e instalará as actualizações encontradas.

É natural combinar vários comandos, recorrendo ao && – o 2º comando só corre se o 1º for completado com sucesso. Podes então solicitar, numa só linha, um restart automático após a instalação das actualizações, com sudo softwareupdate -ia && sudo reboot.

Se quiseres desligar a máquina em vez de um reboot, sudo poweroff em vez de sudo reboot.

Capturas de Ecrã

O OSX é fantástico para screenshots – raramente precisarás de software adicional. Ainda assim, existem algumas definições que poderás querer alterar:

  1. Queres alterar o endereço das imagens para ~/Desktop? defaults write com.apple.screencapture location ~/Desktop && \ killall SystemUIServer.

  2. As imagens são gravadas como PNG, mas podes alterar o formato – para BMP, GIF, JPG, JPEG, TIFF ou até PDF. Basta colocares a extensão correcta no final deste comando – defaults write com.apple.screencapture type -string "png".

  3. Queres tirar a sombra que surge nas screenshots que surgem quando usas a barra de espaços? defaults write com.apple.screencapture disable-shadow -bool true && \ killall SystemUIServer.

  4. Que tal gravar uma screenshot como JPG após 3 segundos, e abri-la no Preview? screencapture -T 3 -t jpg -P delayedpic.jpg.

Brincando com o Mac

O comando cal mostra o calendário do mês em que te encontras. Queres todos os meses do ano de 2018? cal 2018.

Calendário no Terminal

Podes pedir ao OSX que diga o que quiseres com o comando say. Podes alterar a voz do sistema indo às definições de Acessibilidade. Até podes gravar num ficheiro audio o que quiseres que ele diga, se tiveres o “guião” num ficheiro de texto – say -o audio.aiff -f FILENAME.txt!

Queres descarregar um ficheiro sem abrir o browser? Se souberes o endereço, basta acrescentares curl -O antes do URL.

Se a tua doca estiver a precisar de um restartkillall Dock.

Podes criar um pacote DMG de uma pasta com o comando hdiutil create -volname "Volume Name" -srcfolder /pasta/que/pretendas -ov diskimage.dmg.

Queres gerar uma palavra-passe segura de 20 caracteres e copiá-la para o clibpoard? O LastPass resolvia-te isso, mas este comando também: LC_ALL=C tr -dc "[:alpha:][:alnum:]" < /dev/urandom | head -c 20 | pbcopy.

Gestão de Energia

Queres saber há quanto tempo é que foi o teu último restart? Usa o uptime!

Uptime no Terminal

Queres que o Mac fique “acordado” durante 1 hora? Isso são 3600 segundos, portanto: caffeinate -u -t 3600.

Queres que o ecrã fique desligado após 15 minutos de inactividade? sudo pmset displaysleep 15.

Queres que o computador adormeça após 30 minutos de inactividade? sudo pmset sleep 30.

Velocidade da Repetição das Teclas

De origem, o OSX é algo lento no Key Repeat, e este nem sempre vem activado. Podes ligá-lo com defaults write -g ApplePressAndHoldEnabled -bool false e desligá-lo escrevendo true em vez de false.

O número deste comando vai impactar a velocidade do Key Repeatdefaults write -g KeyRepeat -int 2.

Para onde a seguir?

Se te sentes “em casa” quando estás no Terminal, talvez queiras investigar um pouco mais o que podes fazer por aqui.

Podes começar por este excelente curso gratuito do Wes Bos para aprender a navegar pelas directorias e manipular ficheiros.

Depois, instala o Homebrew, para poderes descarregar todo o tipo de apps mais tarde.

Aqui ficam algumas das minhas aplicações preferidas:

  1. Podes gravar vídeos do YouTube (ou só o audio) com facilidade recorrendo ao youtube-dl.

  2. Se trabalhas muito com WordPress, o WP-CLI vale muito a pena. O mesmo se pode dizer ao Google Font Installer, se quiseres instalar as fonts da Google na tua máquina.

  3. Se gostas de criar GIFs mas queres reduzir a dimensão do ficheiro final, experimenta o Gifify.

Existem centenas de apps disponíveis – esta lista talvez te ajude a encontrar algumas que sejam úteis para o teu caso.

Alguma que recomendes?

Se quiser entrar em contacto comigo, pode enviar-me um e-mail para [email protected] ou preencher o formulário abaixo.

NOTA: Todos os campos são de preenchimento obrigatório.