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SEO - Guia Completo

SEO (Otimização para Motores de Busca) – O Guia Completo

SEO (Otimização para Motores de Busca) – O Guia Completo 1240 700 Bruno Brito

SEO (Search Engine Optimization, ou “Otimização para Motores de Busca” em ????????) é um dos temas mais entusiasmantes do Marketing Digital.

Se queres posicionar o teu site na 1ª página de resultados do Google, é importante teres conhecimento das várias técnicas de SEO que tens ao teu dispôr.

Por muito complexo que SEO seja, a premissa é até bastante simples: deves conhecer a fundo como funcionam os motores de busca, para depois perceber como podes virar o jogo a teu favor.

Os motores de busca sofrem vários ajustes nos seus algoritmos todos os anos – podes ver aqui como o Google funciona. Isso torna o SEO dinâmico e de certo modo imprevisível, e cria a necessidade de estarmos constantemente atentos aos sites de referência para acompanharmos todas as mudanças.

Assim sendo, neste guia vou abordar os factores que, ano após ano, garantem resultados – que pouco ou nada mudaram nos últimos anos, e que dificilmente perderão relevância no futuro próximo.

Estes são os principais pontos que deverás ter em conta:

  • Crawling (Rastreamento do site);
  • On-Page SEO (Optimização da página em termos de SEO);
  • Link Building (Obtenção de links para o nosso site);
  • Social Signals (Sinais sociais);
  • Page Performance (Velocidade da página);
  • Usabilidade (e bom senso).

Pronto para ficar conhecer todos estes termos? Vamos a isto! ????

1. Crawling (Rastreamento do site)

Se já sabes como um motor de busca funciona, terás noção da importância do correcto rastreamento do teu site.

Se os motores de busca não souberem da existência do teu site (ou de algumas páginas), será impossível surgires como um resultado possível, certo?

OK, e como garanto que o meu site foi devidamente rastreado pelo Google e restantes motores de busca?

A tecnologia de Crawling está a um nível tão elevado que dificlmente o teu site passará despercebido – se criares links entre as várias páginas, recorrendo a um menu de navegação ou a uma barra lateral, por exemplo, todo o teu site deverá ser rastreado com sucesso.

Ainda assim, nada como garantir que está tudo OK. Como? Recorrendo à Google Search Console, uma ferramenta gratuita da Google.

Primeiro, deves adicionar o teu site, verificando que és de facto o dono do mesmo, através de um dos vários métodos que a Google oferece:

Métodos de Verificação Google Search Console

Depois, poderás ir até à barra lateral ver se surgiram erros de Crawling.

Google Search Console - Crawling

O Google também te informará se existem links desactualizados, que levam para uma página não encontrada (o célebre erro 404), dando-te a oportunidade de actualizares esses mesmos links nas páginas em questão e marcar o problema como “corrigido”.

Correcção de Erros na GSC

Como impeço o meu site de aparecer no Google e nos restantes motores de busca?

Os motores de busca são máquinas muito curiosas – sempre que surge um link que não conhecem, colocam-no na sua lista de tarefas para investigar. Isto, claro, se os deixares.

Podes prevenir esta acção, se assim o desejares, criando um pedido sob a forma de um ficheiro robots.txt e colocando-o na pasta principal do teu site (onde está, por exemplo, o index.html, ou o index.php, se se tratar de um site WordPress).

Podes impedir o rastreio de todo o site colocando este código no interior do ficheiro robots.txt:

User-agent: *
Disallow: /

O que geralmente procuras, no entanto, é restringir apenas o acesso a algumas pastas. Se for este o caso, deverás inserir algo deste género:

User-agent: *
Disallow: /imagens/
Disallow: /documentos/

Podes ler mais sobre este tópico aqui. E não te esqueças: alguns crawlers poderão não respeitar o teu pedido (especialmente os de cariz malicioso).

2. On-Page SEO (Optimização da página em termos de SEO)

Este aspecto tem uma vantagem e uma desvantagem face aos restantes: é o mais técnico dos 6, mas ao mesmo tempo, é aquele que melhor podes controlar – por outras palavras, triunfar neste campo só depende de ti!

Falar de On-Page SEO é, inevitavelmente, falar de código.

O HTML gerado deve garantir as melhores práticas. Um exemplo é o uso correcto dos elementos HTML destinados ao cabeçalho, conhecidos habitualmente como <h1> ou <h2> (até <h6> – o “h” vem de headings).

O título do teu artigo deve ser sempre o <h1> da página – e deve ter as palavras-chave mais relevantes. A tua página pode (e deve) ter também vários sub-títulos, recorrendo aos <h2> e <h3> sempre que necessário, para orientar o leitor e para que o próprio Google saiba quais os temas principais da tua página.

Hierarquia dos títulos em HTML

Mas não é só aqui que deve constar a palavra-chave. Deve também surgir no URL, no título da página (o famoso elemento <title>) e ao longo do artigo, sempre que considerares pertinente.

Utiliza estas palavras-chave de uma forma natural – não escrevas para máquinas, escreve para humanos – e certifica-te que utilizas variantes e sinónimos sempre que adequado (até porque o farias normalmente ao escrever um texto, certo?).

Não sabes que palavras-chave utilizar? Faltam-te ideias para sinónimos? A Keyword Tool pode ajudar. É a melhor alternativa gratuita que conheço ao KeyWord Planner, uma solução da Google só disponível para quem tem campanhas AdWords a decorrer.

Keyword Tool

Outra coisa que talvez devas saber, é que o Google privilegia conteúdos longos. Esta é uma espécie de “confirmação oficial”, e na realidade muitos testes confirmam que páginas com um maior número de palavras ficam na frente dos resultados devolvidos.

Os artigos longos são também uma boa solução para diminuir a bounce rate, conhecida na nossa língua como Taxa de Rejeição.

Provavelmente já fizeste um bounce antes – foste ao Google, pesquisaste por um termo, clicaste num resultado, e quase de imediato regressaste à página de resultados porque rapidamente te apercebeste que naquela página não estaria a tua resposta.

O Google orgulha-se da sua elevada taxa de satisfação, fruto de apresentar os resultados mais relevantes da Internet – se isto acontecesse muitas vezes, mudarias de motor de busca e o Google perderia o seu monopólio, certo?

Para se proteger, o Google está atento às páginas que protagonizam essas mesmas rejeições, e penalizará aquelas que consistentemente mancham a reputação do motor de busca.

Como podes ver, os bounces estão habitualmente associados a páginas que apresentam um conteúdo irrelevante face à pesquisa – mas nem sempre uma taxa de rejeição elevada é mau sinal, até porque o Google determina esta métrica através das interacções que um utilizador tem com a página… e, às vezes, não é mesmo suposto interagir.

Se o teu site for uma simples landing page, sem links e com um único Call to Action, é natural que o valor seja elevado, sem ser propriamente preocupante.

Ainda assim, podes recorrer a algumas técnicas para baixar a taxa de rejeição, especialmente no caso de quereres aumentar o número de pageviews por visita.

Podes, por exemplo:
– colocar vídeos para aumentar o tempo passado na página do site;
– colocar imagens para que o conteúdo seja mais fácil de digerir e de fazer scroll;
– colocar links para outras páginas do teu site que sejam relevantes, sempre que apropriado, para ganhar pageviews e aumentar o tempo passado no site.

Convém ainda olhares para o Google Analytics, outra ferramenta gratuita da Google, para verificares quais os links da tua página com maior taxa de rejeição – talvez percebas como os podes optimizar (melhorando o conteúdo e adicionando links internos, por exemplo), para garantir que o utilizador não abandona o teu site tão depressa.

3. Link Building (Obtenção de links para o nosso site)

Há quem diga que este é o aspecto mais importante do mundo da Otimização para Motores de Busca. E terei que concordar.

Na maior parte dos restantes factores, consegues controlar o que acontece no teu site. Mas aqui… aqui, dependes mesmo dos outros.

Neste artigo falei-te do PageRank. É um factor que pesa bastante na receita do Google, porque analisa a Internet “lá de cima” e vê como os sites estão ligados entre eles.

Um site com muitos links de outros vai beneficiar de uma melhor posição, porque o número de links é um valor representativo da importância que a página tem num determinado nicho – especialmente se os grandes sites também o recomendarem.

Podes criar um excelente conteúdo. Pode mesmo ser o melhor conteúdo sobre aquele tópico de toda a Internet. Mas se os outros sites não o divulgarem, se o Google não encontra esses links, que no fundo são votos/recomendações, então dificilmente surgirás na primeira página de resultados.

Um conselho inevitável que te posso dar é o de criares relações com outros players da indústria. Isso até poderá acontecer naturalmente, simplesmente por partilhares a mesma paixão que eles e já os conheceres através de fóruns, meetups ou conferências.

Não sendo esse o caso, um simples e-mail a frio ou uma mensagem no Facebook, Instagram ou Twitter poderão também servir para um primeiro contacto.

Mas se calhar, não sabes quais são os players – ou são tantos, que não sabes quais é que verdadeiramente importam. Existem ferramentas que te podem ajudar neste campo, e é isso que vamos ver agora.

MozBar

Houve uma altura em que o PageRank era um valor que todos podiam consultar, para qualquer site. Quanto maior o número de links externos recebidos, maior o valor apresentado.

Isso agora é passado, mas existe uma alternativa – a MozBar, que podes instalar como extensão gratuita para o Google Chrome.

A MozBar faz mais coisas, mas podes reparar que para cada site (ou pesquisa feita no Google) vais ter acesso a 2 números importantes:

  • Page Authority: a reputação daquela página em específico.
  • Domain Authority: A reputação do domínio (o valor deste campo será igual em qualquer página desse domínio).

A MozBar

São valores de 0 a 100, onde é mais fácil crescer de 20 para 30 do que de 70 para 80 – existem mais factores em jogo para a determinação do valor, mas a contagem de links é ponto assente. E sem dúvida que os sites com maior autoridade serão aqueles que melhor te poderão ajudar a subir, se criarem links para ti.

No SEO, é tudo relativo – podes ter uma nota de 30 e ainda assim aparecer em 1º lugar, porque os teus concorrentes têm notas inferiores. Ou podes nem aparecer nas primeiras páginas, porque os teus concorrentes têm sites com valores na casa dos 70.

Outro aspecto que deves ter em conta é que a Moz não é a Google – procura dar-te um indicador baseado em tudo o que sabem sobre o motor de busca (e sabem muito!), mas ainda assim, é apenas o algoritmo deles.

Apesar da importância deste valor, não é garantido que a melhor nota seja o 1º site a ser sugerido – afinal de contas, este é só um factor de ranking, entre muitos outros.

Como esta extensão também funciona na lista de resultados do Google, podes pesquisar por um termo relacionado com o teu site e ver o peso de cada concorrente teu.

Vôos Baratos na MozBar

Concorrente parece-me uma palavra feia neste contexto. ???? Vamos chamá-lo antes… possível parceiro. ????

O que me leva para a próxima ferramenta…

Open Site Explorer

O Open Site Explorer é outra ferramenta fantástica da Moz.

A sua finalidade é muito simples: pesquisas por um site e ficas a saber que sites estão a apontar para lá – e qual a autoridade de cada um.

A título de exemplo, aqui ficam os sites que mais contribuem para o peso do NiT, ao linkarem para lá:

Open Site Explorer

Esta é uma excelente forma de encontrar oportunidades – ficas a conhecer outros sites relacionados com a indústria e que (aparentemente) não têm problemas em criar links para as páginas que merecem.

Podes ver que conteúdos tens que farão sentido divulgar e contactar esses mesmos sites – é natural que recebas muitos “nãos” pelo caminho, mas também ouvirás um “sim” aqui e ali.

Também podes recorrer a uma técnica um pouco mais competitiva (ou agressiva) – podes ver quais são os artigos da concorrência que beneficiam desses mesmos links, criar conteúdos ainda melhores e mostrá-los a quem possa ter interesse em partilhar (ou actualizar as suas referências).

Sim, este é um jogo de migalhas – mas cada migalha conta para subir no ranking.

Não subestimes as comunidades

Praticamente qualquer tópico tem uma comunidade, como por exemplo um fórum. Não subestimes o valor de participar activamente numa comunidade destas!

Não só ficarás a saber questões que a malta tem (que podem ser excelentes pontos de partida para artigos), como poderás ajudar muita gente, publicando o link para um artigo do teu site quando relevante, ou deixando simplesmente o teu site na página do teu perfil.

Se mostrares que és uma figura de autoridade no tópico, que dominas verdadeiramente o tema, não te admires se começares a ganhar mais links e visitas como prémio da tua participação frequente.

Não compres links

Como muita gente sabe que link building é importante, existem muitos sites que te dão a oportunidade de comprares links – ou te pedem um link, em troca de uma transferência de dinheiro.

Aqui entramos no campo do black hat SEO – jogadas de cariz duvidoso, que têm como objectivo beneficiarem-te, enganando o Google.

É tentador, mas a longo prazo o mais provável é que te traga problemas. O Google é muito inteligente, vai ficar cada vez mais e já muitos sites foram severamente penalizados por actualizações ao Google no passado.

Outro termo habitualmente associado a black hat é o das link farms – um grupo de sites que estabelecem links entre si, com o intuito de ludibriar o Google, como que a dizer “olha aqui Google, estes sites recomendam-se uns aos outros!” ????

Criar links de forma natural dá muito mais trabalho, mas dificilmente te trará problemas no futuro. Afinal de contas, é natural que bons sites recomendem outros no meio dos seus conteúdos.

4. Social Signals (Sinais sociais)

A Google nunca o confirmou oficialmente, mas muitos especialistas crêem que, com o crescimento das redes sociais, páginas com muitas partilhas e gostos sejam beneficiadas – afinal de contas, é uma espécie de voto, da mesma forma que acontece no Link Building.

O melhor conselho que te posso dar será procurares ter uma presença social activa nas principais redes – os meus 10 Mandamentos de Social Media talvez te possam ajudar nesse sentido.

Ainda assim, há algum trabalho de SEO que podemos incluir neste campo. Aqui ficam algumas dicas:

  1. Podes ir ao BuzzSumo ganhar ideias para tópicos que mostram boa performance social, pois são temas que dão maiores garantias de serem partilhados pelas comunidades.
  2. Continuando com o exemplo do site NiT, podes ver aqui quais são os artigos mais partilhados:

    Buzzsumo em acção

  3. Podes ir ao SharedCount ver quantas partilhas/gostos teve um artigo teu (ou de qualquer outro site).
  4. SharedCount em acção

  5. Podes ver como fica o teu artigo quando partilhado indo ao Facebook Sharing Debugger.
  6. Facebook Debugger em acção

  7. Se não gostas da forma como o teu artigo fica quando partilhado, e quiseres alterar os campos ou a imagem de destaque, deves criar/alterar as respectivas meta tags – podes usar este gerador, ou, se usares o WordPress e o Yoast SEO, visitar a secção das redes sociais desse mesmo plugin.

Yoast SEO em acção

5. Page Performance (Velocidade da página)

A velocidade da página é um factor de ranking há já bastantes anos, e com o contínuo crescimento do uso de dispositivos móveis, é provável que este factor ganhe cada vez mais destaque.

Podes ver como o Google “vê” o teu site nesse departamento recorrendo ao PageSpeed Insights, outra ferramenta gratuita que a empresa oferece.

Google PageSpeed Insights em acção

Também podes pedir uma “segunda opinião” numa série de sites, sendo estes 2 os mais populares:

Todos estes sites te darão um relatório com um conjunto de melhorias que podes realizar – algumas bastante técnicas, outras nem por isso.

Aqui, o melhor será falares com um programador, especialmente se se tratar de um site que não é WordPress.

Podes ler este artigo mais detalhado sobre como aumentar a velocidade do teu site, mas aqui fica uma lista de algumas boas práticas:

6. Usabilidade (e bom senso)

O Google começou a penalizar no início deste ano os sites que ocultam a informação que o utilizador pretende com um pop-up ou interstitial.

Google Popup e Interstitial

Este é um excelente exemplo para demonstrar este ponto – se o utilizador pretende aceder àquela informação, porque é que lhe estamos a dificultar a vida?

É um factor complexo para uma máquina julgar, mas serve de lembrete para procurarmos criar sempre conteúdos de acesso fácil para o utilizador.

Outros 2 pontos relevantes para este tópico, também já confirmados oficialmente pela Google:

Sites responsive: garantir que o site é responsive, ou seja, que está preparado para dispositivos móveis, como telemóveis e tablets (podes fazer um teste aqui).

Segurança: garantir que o site tem HTTPS, especialmente se se tratar de uma loja ou de uma aplicação web que requer inserção de dados da parte do utilizador (se tiveres um site WordPress na DigitalOcean, podes ler este artigo para criar um certificado gratuitamente).

Queres ficar a saber ainda mais sobre SEO?

O mundo do Search Engine Optimization está em constante mudança. A melhor forma de andares a par é visitando com frequência os vários sites de referência que existem sobre este tópico.

Este são os que recomendo. Podes também ler este meu artigo sobre a melhor forma de ler na web, para os acompanhares com maior facilidade.

1: Google Search Blog

Não vais encontrar fonte mais oficial do que o blog da Google. Qualquer novidade significativa deverá ser anunciada aqui primeiro.

2: SearchEngineLand

Provavelmente o melhor site para acompanhares as notícias da indústria, com bons artigos de opinião e tutoriais sempre muito detalhados.

3: Moz

O Moz é muito mais do que as (excelentes) ferramentas que oferece para os profissionais de SEO. Tens aqui um blog fantástico, onde muitos especialistas da indústria contribuem com guias e desabafos.

4: QuickSprout e Neil Patel

Neil Patel é um nome incontornável no mundo do Marketing Digital, sendo particularmente forte no SEO. Originalmente, o blog dele era o QuickSprout, mas decidiu investir também noutro blog, com nome próprio, com artigos igualmente valiosos (e disponíveis em várias línguas).

O Neil faz imensos testes todas as semanas, e partilha sempre o que aprendeu com a comunidade. Tem também alguns mini-livros, um podcast, e vários vídeos. Indispensável.

5: ViperChill

Glen Allsopp é um nome menos popular que o anterior, mas é outro senhor que domina o mundo do SEO como poucos. Este blog foi descontinuado, mas continua a ter imenso valor nos arquivos – o Glen agora escreve para um novo site mais virado para case studies, de nome Detailed.com.

Como funciona o Google?

Como funciona o Google?

Como funciona o Google? 1240 700 Bruno Brito

No mundo dos motores de busca, o Google continua na confortável posição de líder indiscutível. Em Agosto de 2017, a invenção de Larry Page e Sergey Brin apresentou uma quota de mercado impressionante: 91% (para teres noção, o Bing, o seu “maior” rival, regista apenas 2.5%).

Em Portugal, este valor atinge ainda maior expressão: 96%.

Assim sendo, falar de motores de busca é basicamente sinónimo de falar do Google.

Se queremos mais visitas ao nosso site, garantir uma boa posição no Google será um óptimo ponto de partida. Mas, para tal, temos primeiro de perceber como é que este motor de busca funciona, certo?

Felizmente, o seu funcionamento não é um segredo de estado. A própria empresa explica as 3 fases aqui, mas neste artigo darei mais detalhes sobre cada uma delas.

Vamos a isto! ????

Fase 1: Crawling (ou Rastreio)

Fase 1: Crawling

Porquê uma aranha na imagem? Porque o Google, como qualquer outro motor de busca, tem uma spider.

Esta spider (no caso do Google, chamada Googlebot) é um programa que tem uma função muito importante: descobrir novas páginas, e verificar se existem actualizações nas páginas já encontradas. Será ainda responsável por verificar se não surgiram links mortos, ou seja, links que já não vão dar a lado nenhum.

Este processo varia consoante o site em questão – o Google tem um algoritmo que determina a frequência com que vai realizar este trabalho, porque um site que publica dezenas de notícias por dia merece mais atenção do que um blog que só publica um par de artigos por ano.

O Google é muito curioso – sempre que colocares um novo link na tua página, ele adicionará essa página à sua lista de tarefas, para efectuar o crawling assim que possível.

No passado, criavam-se mapas do site (sitemaps) para garantir que todas as páginas eram devidamente encontradas. Hoje em dia, apesar de ainda ser uma prática frequente, o Google já é capaz de encontrar a maior parte das páginas de forma autónoma.

Poderás querer impedir que o Google conheça o teu site – ou, pelo menos, parte dele. Se for esse o caso, deves familiarizar-te com o robots.txt – um ficheiro que basicamente pede a estas spiders que ignorem determinada página/pasta/domínio.

Podes aprender a criar um ficheiro deste tipo consultando esta página ou esta. É importante teres em conta que as spiders podem ignorar o teu pedido, e que o ficheiro robots.txt pode ser acedido publicamente.

Plataformas como o WordPress facilitam este processo – neste CMS, quando estás a criar uma nova instalação, podes colocar um visto em “Discourage search engines from indexing this site” ou ir mais tarde a General Settings > Reading para activar essa opção, e o site passará a ser ignorado pelos motores de busca.

A conclusão até aqui? Se queres garantir uma boa posição no Google, primeiro tens que confirmar que o Google consegue chegar ao teu site (e a todas as suas páginas).

Podes confirmar se o crawling no teu site foi efectuado com sucesso visitando a Search Console, uma ferramenta grátis da Google. Se tiveres fornecido um mapa do site, o mesmo também surgirá aqui. Esta é uma excelente ferramenta para resolver este tipo de questões.

Google Search Console - Crawling

Assumindo que o Google identificou e rastreou o teu site correctamente, é tempo de actualizar o índice, que acontecerá na 2ª fase.

Fase 2: Indexing (ou Indexação)

Fase 2: Indexing

O Googlebot vai processar cada uma das páginas que rastreou, compilando um índice com todas as palavras que encontrou (e a respectiva localização de cada uma) na página.

Aqui, todo o código HTML é investigado – title tags (o título da página), alt tags (as descrições das imagens), heading tags (os títulos e sub-títulos dos artigos) são apenas alguns exemplos.

É importante apresentar código HTML correcto e válido – afinal de contas, o Google é um robô, e será através da análise do HTML que ele entenderá o conteúdo da página.

É igualmente importante pensares nas palavras-chave que achas que os teus visitantes vão utilizar, e garantir que os conteúdos as apresentam de forma natural. Nunca deixas de escrever para humanos.

O Google (ainda) não consegue inspeccionar tudo. Ele é incapaz de reconhecer alguns formatos de ficheiro ou páginas dinâmicas, mas está cada vez mais inteligente – com os avanços no machine learning, um dia é bem possível que seja capaz de entender vídeos na perfeição, e já está muito avançado no reconhecimento de imagens.

A conclusão aqui? Se queres que o Google entenda que o teu site é de “locais que servem bons pastéis de nata em Lisboa”, garante que o teu código HTML está optimizado para tal e que essas palavras (e variações) surgem naturalmente, e com alguma frequência, no conteúdo do teu site.

Fase 3: Ranking (como os resultados são apresentados)

Fase 3: Ranking

Aqui, entramos na fase mais importante – e aquela que destaca o Google dos restantes motores de busca.

Porque é que recorremos ao Google? Porque é um motor de busca que apresenta uma enorme taxa de satisfação – raramente não nos dá o que queremos, e raramente precisamos de visitar mais do que 1 ou 2 resultados para ficarmos com a nossa questão esclarecida.

Às vezes, “até parece que adivinha” – mesmo com palavras-chave algo vagas, ele lá nos apresenta o que realmente pretendíamos. E funciona de uma forma cada vez mais personalizada: os meus resultados poderão ser diferentes de outra pessoa que pesquise pelos mesmos termos, na mesma cidade.

Tal só é possível graças ao super-complexo algoritmo do Google, que entra em acção a cada pesquisa efectuada – devolvendo-nos os resultados que entende que são os mais relevantes para nós.

Na Internet, existem milhões e milhões de páginas – e mesmo que existam mais de 2 biliões de resultados para a palavra “iphone”, ele sabe o que nós queremos.

Ele é mesmo muito bom a ordenar os resultados por relevância. E é isso que nos faz voltar, vezes e vezes sem conta, a este motor de busca.

Talvez estejas a pensar que os resultados da primeira página pagaram para lá estar – e, se disserem “anúncio”, tratam-se de facto em investimentos Google AdWords, como este exemplo:

Exemplo Google AdWords

Podes encontrar 5 anúncios na página de resultados, mas também encontrarás sempre 10 resultados que estão lá… por mérito.

Estes são chamados resultados orgânicos – e é aqui que queres estar.

São estes que recebem grande parte dos cliques, porque as pessoas sabem que o Google coloca em primeiro os resultados que realmente trazem valor.

Mas como é que ele sabe o que apresentar primeiro? Como é que ele sabe que página merece mais?

Conjugando mais de 200 factores. São de todo o tipo, cada um com um peso diferente.

Eis alguns exemplos:

  • Presença da palavra-chave pesquisada no domínio ou no URL;
  • Presença da palavra-chave pesquisada na title e heading tag;
  • Repetição da palavra-chave pesquisada ao longo do conteúdo;
  • Velocidade de carregamento da página;
  • Número de Partilhas da página nas redes sociais;
  • Site com certificado SSL (HTTPS);
  • Site responsive (preparado para dispositivos móveis).

Este último factor, por exemplo, está a ganhar importância rapidamente: em Novembro de 2016, a Google anunciou que deu início a uma série de testes para passar a avaliar a relevância dos sites em mobile, ao invés de desktop.

Se tiveres curiosidade em conhecer os restantes factores, Brian Dean, do conhecido site de SEO Backlinko, lista-os todos (ou quase) neste artigo.

Na grande maioria das vezes, é aqui que um profissional de SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Motores de Busca) se foca mais. Conhecendo os factores, torna-se mais fácil entender como deve melhorar cada site que desenvolve.

O PageRank

Dos 200 factores, dificilmente algum será mais importante que o PageRank. Se já ouviste falar em práticas de link building, é muito provavelmente devido a este factor.

O PageRank mede a importância de uma página baseado no número de links que recebe de outras páginas. Aos olhos do Google, links recebidos simbolizam votos (especialmente se forem de vários domínios diferentes), pelo que uma página recomendada por vários sites estará, em teoria, em melhor posição para surgir mais acima numa pesquisa efectuada.

Naturalmente, nem todos os links valem o mesmo – uma aparição num site de referência na indústria pesará mais do que um blog de um fã pouco influente, porque o primeira apresenta maior autoridade (e o Google sabe-o).

Para o melhor ou para o pior, não podes conhecer a nota atribuída à tua página, pois o PageRank já não é de domínio público. No passado, quando ainda existia a Google Toolbar, podíamos consultar o PageRank de qualquer página.

O Google está também cada vez melhor a combater o spam, pelo que não vale a pena comprares links ou procederes a outro tipo de tácticas de carácter duvidoso – mesmo que não sejas logo “apanhado”, o mais provável é que sofras as consequências mais tarde e que o teu site seja penalizado.

Mais vale dedicares esse tempo (e dinheiro) a criar bons conteúdos e a garantir que outros sites influentes tomam conhecimento desses mesmos conteúdos.

A conclusão aqui? O Google tem um algoritmo incrivelmente complexo para apresentar os resultados mais relevantes para cada pesquisa realizada. Deves conhecer os factores e jogar com eles, mas sem recorrer a atalhos, ou batotas (que, na gíria, se denominam práticas de black hat).

Conclusão

É importante entender como funcionam os motores de busca para conhecer as regras do jogo – só assim conseguiremos trabalhar para melhorar o posicionamento do nosso site no Google.

Nos dias que correm, temos de garantir que o nosso site agrada às pessoas, tanto ao nível do conteúdo, como noutros campos, como a usabilidade, o design e até a performance – um motor de busca sofisticado avalia todo o tipo de factores.

Deves optimizar os teus sites para robôs, porque uma boa posição no Google será muito vantajosa para o teu site se procuras mais tráfego.

No entanto, não te esqueças de colocar sempre as pessoas primeiro – lê o que eu penso sobre o hacking no Marketing – porque a ideia é garantir que os robôs reconhecem o bom trabalho que andamos a fazer para as pessoas, e não correr atrás deles!

Queres saber mais? Então este meu Guia de SEO é para ti!

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