Publicado Por :

Bruno Brito

Gaming na Cloud

Gaming na Cloud com Paperspace e Parsec

Gaming na Cloud com Paperspace e Parsec 1240 700 Bruno Brito

Hoje em dia, é possível jogarmos os melhores jogos para PC sem um computador topo de gama. Isto significa que não precisas de gastar 500 euros num processador ou numa placa gráfica para experimentares os últimos lançamentos.

Como? Simples.

Algures no mundo, um super-computador trata do “trabalho pesado”. Tu só precisas de aceder remotamente para jogar o jogo, como se streaming se tratasse. As limitações passam a depender da máquina que alugas, e não do teu computador – na verdade, até com um Raspberry Pi podes jogar.

Existem já vários serviços a explorar este mercado, e haverão cada vez mais, porque muitos acreditam que o futuro do gaming passa por aqui.

Esta semana, decidi experimentar um serviço deste género para jogar um jogo para Windows. Falar de gaming na cloud, neste momento, é falar do GeForce Now, da Nvidia, ou do serviço Paperspace, que te permite alugar um computador a preços bastante convidativos (se não jogares muitas horas por semana, claro).

O GeForce Now ainda está em beta por convite, pelo que optei pelo Paperspace. Vamos conhecê-lo.

Apresentando o Paperspace

O Paperspace não serve apenas para jogar – podes alugar uma máquina para qualquer tipo de trabalho intensivo, como por exemplo edição de vídeo, ou simplesmente para ter um computador para aceder a partir de qualquer parte do mundo.

Se por algum motivo precisares de um acesso à internet super-rápido, também vais gostar de saber que estes computadores registaram resultados acima dos 350 MB/s nos meus testes de velocidade!

Speedtest na Paperspace

Após a criação de 1 conta, serás convidado a criar uma máquina, que poderá ter como sistema operativo o Windows 10 ou Linux, existindo também alguns templates como o Parsec, que foi a opção que segui para a minha máquina.

Paperspace - Choose Template

Deves também escolher a região mais próxima de ti – isto vai garantir um acesso mais rápido à máquina, que para gaming é crucial. No caso de Portugal, à data de escrita deste artigo, Amesterdão será a cidade recomendada.

Paperspace - Choose Region

O preço vai variar consoante as especificações do computador que desejes: o plano mais barato (Air) está atualmente nos $0.07 por hora, enquanto que o computador mais poderoso, o P6000, ultrapassa 1 dólar por hora.

Alguns planos terão o ícone do cadeado, mas podes facilmente desbloqueá-los preenchendo o formulário, indicando as razões pelas quais queres usar o computador (eu referi simplesmente que queria jogar jogos para Windows no meu Macbook Pro e tive o pedido aprovado em 3 horas).

Paperspace - Machine

Este é o custo variável, mas existe também um custo fixo: o do armazenamento.

50 GB de armazenamento são $5/mês, mas convém teres em conta que o Windows 10 ocupa quase 30 GB, pelo que se optares pelo plano mais barato, ficarás com pouco espaço para instalares jogos.

Por essa razão, 100–250 GB de armazenamento será uma escolha mais prudente, a $7-$10 por mês, respetivamente.

Feitas as contas, quanto custa realmente este serviço? Se jogares 5 horas por semana, prepara-te para pagar cerca de 20 ou 30 dólares por mês. Só tu saberás se vale a pena, mas se jogares poucas horas por semana, sem dúvida que compensa face à compra de um computador de topo.

Se quiseres experimentar o Paperspace, podes utilizar o código 3BNWE27 para teres 10 dólares de crédito, que já deverá dar para um computador com 100 GB de armazenamento e cerca de 6 horas de aluguer.

Alugada a máquina, a mesma ficará pronta a usar passados alguns minutos. Podes controlá-la remotamente diretamente no browser, ou através da aplicação oficial da Paperspace, disponível para macOS, PC ou Linux.

Desktop no Paperspace

No entanto, em vez da aplicação oficial, recomendo que utilizes a aplicação da Parsec – a outra peça do puzzle.

Apresentando o Parsec

A Parsec oferece uma aplicação para Windows, macOS, Linux, Android e até Raspberry Pi – é verdade, podes jogar os melhores jogos até num mini-computador.

Na minha experiência, esta aplicação apresenta melhores latências, até porque foi totalmente desenvolvida a pensar em jogos, e acrescenta um par de funcionalidades extra úteis – até a podes instalar num computador teu, se pretenderes que outros amigos se liguem à tua máquina para jogar jogos antigos que não têm um modo online, por exemplo.

Se criaste a máquina no Paperspace com o Public Template da Parsec, então já terás a aplicação instalada quando a ligares, disponível no ambiente de trabalho.

Depois de te registares também no serviço da Parsec, só precisarás de clicar em “Share”.

Paperspace com Parsec no host

A partir daí, deverás instalar a aplicação nos computadores ou outros dispositivos que queres utilizar para aceder à máquina remota.

Basta clicares em “Connect” e estás pronto para jogar!

Paperspace com Parsec no cliente

Analisando a experiência

Passado o processo de configuração, coloca-se a pergunta inevitável: como é realmente jogar?

Em termos de performance, poderás jogar os jogos mais recentes no máximo sem qualquer problema. Mas se esperas fluidez comparável a jogar em casa na tua consola ou no PC, provavelmente só se tiveres uma ótima ligação à internet.

Eu experimentei com internet de 100 MBps, por WiFi, e senti uma experiência similar à que tenho quando jogo com a aplicação da PS4 Remote Play – é jogável, especialmente se for um jogo em que o timing não é crucial (como um RPG ou RTS). Se a tua intenção é jogar Call of Duty ou FIFA de forma competitiva, não recomendo.

Poderás ver melhorias se utilizares um cabo de rede, mas infelizmente o meu Macbook Pro não tem entrada para tal, pelo que não pude testar esse cenário.

Cuidados a ter

Antes de fechar este artigo, 2 aspetos importantes que deves ter em conta:

1: No final de cada utilização da máquina, visita sempre a consola da Paperspace para fazer “Shutdown”.

Fechar a aplicação da Parsec não é suficiente, porque a máquina ficará na mesma ligada, pelo que serás cobrado pelas horas de utilização, mesmo se não a estiveres a usar!

Para resolver isto, também podes aceder às opções da tua máquina para definir um “Auto Shutdown” – assim, a máquina desligar-se-á automaticamente depois de um período em que ficou inativa ou sem ligações em aberto (1 hora, 1 dia, ou 1 semana).

2: Podes aceder à secção de “Utilization” no teu perfil para teres uma ideia de quantas horas já tiveste a máquina ligada e não apanhares uma surpresa desagradável no final do mês.

Em jeito de conclusão, saio satisfeito com a experiência, e certamente continuarei a utilizar este tipo de soluções para aquelas alturas em que preciso de um computador de elevado desempenho (seja para jogar ou para trabalhar). As velocidades de acesso continuarão a melhorar, pelo que o futuro é sem dúvida promissor.

E tu, já experimentaste este tipo de serviços? Que conclusões retiras?

Como instalar e correr o WordPress no PC (localmente)

Como instalar e correr o WordPress no PC (localmente)

Como instalar e correr o WordPress no PC (localmente) 1240 700 Bruno Brito

Qualquer programador (ou administrador de sites) já teve necessidade de instalar o WordPress no seu computador, seja para testar novas funcionalidades num site, seja para simplesmente experimentar um novo tema ou plugin.

Quando isto acontece, dizemos que precisamos de instalar o WordPress localmente.

Existem inúmeras formas de alcançar este objetivo: ao início, recorria sempre ao XAMPP, passando mais tarde para o MAMP; recentemente, partilhei contigo uma forma rápida de instalar o WordPress com o auxílio do Docker.

A solução que te vou apresentar hoje tem uma grande vantagem: exige menos conhecimentos técnicos que as alternativas que mencionei.

Esta é, facilmente, a forma mais simples e rápida que conheço de instalar o WordPress em qualquer máquina, e aquela que tenho recomendado a amigos e colegas nos últimos meses.

Vais apenas precisar de instalar um programa, o Local by Flywheel, que é grátis e está disponível para macOS, Windows e Linux.

Criando um site WordPress

Uma vez instalada a aplicação, basta clicares no botão “+” no canto inferior esquerdo para dar início ao processo de criação de um site WordPress.

No 1º ecrã, terás que dar um nome ao site. Opcionalmente, poderás também alterar o caminho e o nome da pasta onde o mesmo ficará armazenado.

Flywheel - Criar Site WordPress - ecrã 1

No 2º ecrã, o Local by Flywheel dá-te a oportunidade de alterar a versão do PHP e do MySQL, bem como optar entre Apache ou nginx.

Alterar estas configurações poderá fazer sentido se quiseres recriar o ambiente do teu serviço de alojamento. De outra forma, recomendo que avances com as opções pré-definidas.

Flywheel - Criar Site WordPress - ecrã 2

Por fim, no 3º e último ecrã, defines o utilizador, palavra-passe e e-mail a utilizar, tendo também a oportunidade de indicar se se trata de uma instalação Multisite ou não.

Flywheel - Criar Site WordPress - ecrã 3

Concluído este processo, podes clicar no botão “Start Site”, no canto superior direito, e de seguida em “Admin” ou “View Site” para o visualizar num browser. Fácil!

Também o podes partilhar na web, para mostrar a 1 colega ou a 1 amigo, clicando no botão “Live Link” – será criado de imediato um link com o serviço ngrok. Sem dúvida muito útil.

Acedendo à base de dados do site WordPress criado com o Sequel Pro

Nenhuma ferramenta estaria completa sem nos facultar o acesso à base de dados.

Se clicares na 2ª tab, de nome “Database”, verás que o Local by Flywheel te dá a escolher entre o Adminer (que menciono aqui) e o Sequel Pro para acederes à base de dados.

Flywheel-Database-tab

O Sequel Pro é uma aplicação gratuita e open source que está apenas disponível para macOS – se for o teu caso, recomendo vivamente que a instales.

Sequel Pro

Para além de ter um interface muito apelativo, permitindo acesso local ou remoto a qualquer base de dados MySQL, garante a realização de todo o tipo de alterações ou queries à BD.

Se estás habituado a trabalhar com bases de dados, recomendo que o experimentes – em poucos minutos perceberás tudo o que o programa te oferece, e a integração com o Local by Flywheel é bastante conveniente.

Como vês, são 2 aplicações bastante intuitivas e muito práticas. Esta é a minha nova forma preferida de instalar e gerir sites WordPress localmente.

De referir que o Local by Flywheel também oferece planos pagos, que poderão merecer a tua atenção se mais tarde quiseres sincronizar o teu site local com um site que está live, ou se trabalhas com mais colaboradores.

Como automatizar a instalação de aplicações em macOS

Como automatizar a instalação de aplicações em macOS

Como automatizar a instalação de aplicações em macOS 1240 700 Bruno Brito

Há muitos anos atrás, quando a minha plataforma de eleição ainda era Windows, era grande fã do Ninite – uma aplicação gratuita para Windows que permitia a escolha de vários programas populares, para que fossem depois instalados silenciosamente (leia-se, sem necessidade de estar à frente do monitor a clicar “Seguinte” vezes sem conta) num novo computador.

Essa aplicação era muito útil naquela altura em que tinha de formatar o disco, ou quando era necessário configurar o computador de um familiar, sem ficar “enfiado” num computador todo o tempo da visita.

Para macOS, tanto quanto sei, não existe propriamente uma alternativa ao Ninite, mas com a ajuda de algumas aplicações para a linha de comando, acabei por criar algo que deverá funcionar de igual forma.

Para este artigo, convém estares minimamente confortável em utilizar o terminal (ou linha de comando). Tens também algumas dicas para o terminal aqui.

O que criei foi simplesmente um script para a shell que, ao ser corrido, instala uma série de aplicações em série, sem fazer perguntas pelo meio. Felizmente, quase todas as aplicações que necessito diariamente permitem ser instaladas desta forma.

O que é necessário então para começarmos? No fundo, de 3 coisas:

#1: Homebrew

O Homebrew é a peça mais importante neste processo, e se já mexeste no terminal de macOS algumas vezes, até é possível que já o tenhas instalado.

Homebrew

O Homebrew é uma forma muito popular de instalação de aplicações open source para macOS, bastando escrever /usr/bin/ruby -e "$(curl -fsSL https://raw.githubusercontent.com/Homebrew/install/master/install)" para o instalar.

A partir daí, poderás instalar uma série de aplicações recorrendo ao comando brew install [app].

Desta forma, poderás de imediato instalar algumas ferramentas essenciais, como o node ou o yarn se programas em JavaScript, ou o ffmpeg e o youtube-dl para manipular vídeo (como menciono neste artigo).

#2: Homebrew Cask

O Homebrew Cask é uma extensão do Homebrew que permite que instales aplicações populares como o Google Chrome, Spotify ou Skype correndo apenas uma linha de comando, como brew cask install [app].

Podes fazer uma pesquisa pela aplicação que pretendes recorrendo ao comando brew search, mas também podes ver a lista das centenas de aplicações compatíveis visitando esta página.

Brew Cask

A aplicação será sempre instalada na sua última versão. O Homebrew Cask não se restringe a aplicações gratuitas ou open sourceapps de todo o tipo estão lá, incluindo várias que são pagas.

Este é um comando que utilizo frequentemente quando quero testar uma nova aplicação, em vez de visitar o site e descarregar o installer. Também podes facilmente desinstalar uma aplicação fazendo brew cask uninstall [app].

Por fim, de referir que podes ainda instalar Fonts (ou tipos de letra) com o homebrew-cask-fonts – como eu uso um par de fonts para programar, automatizo até isso, com um comando do género brew cask install [font].

Podes consultar a lista de fonts disponíveis, e respetivo nome, visitando esta página.

#3: Mac App Store command line interface

Neste momento já conseguimos automatizar uma boa parte da instalação das nossas aplicações para macOS, mas falta ainda uma peça importante do puzzle: as aplicações da App Store.

O mas-cli entra em ação para resolver esse problema; instalado com o Homebrew, permite-te listar todas as aplicações pertencentes à App Store que estão instaladas na tua máquina, bem como a instalação de outras.

Podes listar todas as aplicações que já tens instaladas escrevendo mas list. Repara que a aplicação é listada juntamente com um número, que é o ID da aplicação, e a versão que tens instalada.

mas list

A instalação de uma app não é tão direta quanto o Homebrew Cask, porque precisas de saber o ID da aplicação primeiro.

Se quiseres instalar por exemplo o Pixelmator, terás que primeiro escrever mas search pixelmator para encontrar o ID da app que desejas.

mas search pixelmator

Depois, mas install [ID] instalará a última versão da aplicação disponível na App Store.

O mas-cli também te permite atualizar aplicações que não estejam na última versão, correndo o comando mas upgrade.

Juntando as 3 peças…

Todos os comandos que te apresentei poderão ser corridos quando precisares de instalar uma aplicação, mas o propósito deste artigo é ensinar-te a automatizar uma instalação de aplicações “em massa”.

Como exemplo, podes pegar no meu script e alterá-lo para as aplicações que utilizes!

7 Aplicações Gratuitas para Vídeo

7 Aplicações Gratuitas para Vídeo (macOS e Windows)

7 Aplicações Gratuitas para Vídeo (macOS e Windows) 1240 700 Bruno Brito

Nos últimos dias tenho trabalhado bastante com vídeo, pelo que hoje decidi apresentar-te as minhas aplicações preferidas para visualizar, editar e converter vídeos.

Todas estas aplicações são gratuitas, tanto para macOS como para Windows. A maioria é open-source e deverá também ser compatível com Linux.

Vamos então conhecê-las…

#1: IINA

Um bom leitor de vídeo é essencial, e o IINA é o meu leitor de eleição – à semelhança do famoso VLC, consegue abrir qualquer formato de vídeo, sem qualquer esforço.

Tem todas as funcionalidades esperadas de um leitor de vídeo – desde a alteração de velocidade de reprodução, inserção de legendas, loops e playlists, modo PiP (picture in picture) ou equalizador, está cá tudo.

IINA player
IINA

Porquê o IINA e não o VLC? Na minha experiência, o IINA oferece maior fluidez na reprodução de vídeos pesados (o programa puxa menos pelo CPU e bateria) e o interface é do mais bonito que já vi num leitor de vídeo.

#2: DaVinci Resolve

Se queres algo mais avançado que uma ferramenta como o iMovie, mas o Adobe Premiere ou o Final Cut estão fora do teu orçamento, então a melhor solução será provavelmente o DaVinci Resolve.

Esta é uma aplicação utilizada por profissionais (especialmente popular para a correção de cores) e que traz todas as ferramentas essenciais no seu software de edição de vídeo: inserção de áudio e texto, transformação de vídeo, aplicação de transições e efeitos…

DaVince Resolve 16
DaVince Resolve 16

O programa está de momento na versão 16, ainda em beta. Podes descarregar a versão gratuita, tanto da beta como da versão 15, indo até ao fundo da página principal e preenchendo o formulário de registo. O download (para macOS) é de aproximadamente 2 GB.

Também existe uma versão paga, que inclui vários plug-ins e colaboração multi-utilizador, se mais tarde quiseres subir o teu nível de edição de vídeo.

#3: LosslessCut

Cortar vídeos é uma tarefa frequente, importante tanto para edição, como para simplesmente poupar algum espaço no computador.

O problema é que depois de definires o início e o fim do excerto que pretendes, a maior parte das aplicações voltam a correr o processo de codificação do vídeo (ou encoding, em inglês) – o que se traduz em minutos (ou até horas, consoante a duração do vídeo) à espera que o processamento termine.

Pelo caminho, também te pode alterar o formato original – resultando por vezes num ficheiro consideravelmente mais pesado que o do vídeo completo!

O LosslessCut salta o encoding, preservando também o formato (e definições) do ficheiro original.

O resultado? Um corte supersónico (menos de 1 segundo) e um ficheiro garantidamente mais pequeno.

A aplicação tem mais algumas funcionalidades, como a extração/remoção dos data streams (legendas, vídeo ou áudio) ou captura de imagens (em PNG ou JPG), mas só o utilizo mesmo para cortar vídeos – basta colocar o ponto de entrada e o ponto de saída e clicar no ícone da tesoura!

Lossless Cut
Lossless Cut

O excerto do vídeo surgirá quase de imediato na mesma pasta do vídeo original.

Em termos de suporte, os formatos mais populares não deverão oferecer qualquer problema, como MP4, MOV, WebM, MKV, OGG, WAV, MP3, AAC ou H264.

Para o instalares, vai até à secção Releases.

#4: HandBrake

Na hora de converter vídeos, o HandBrake será o teu melhor amigo. Suportando todo o tipo de codecs e definições, é praticamente garantido que conseguirás passar um vídeo para o formato com as especificações que desejas.

O HandBrake traz imensos presets que facilitarão a tua vida, especialmente se ficares intimidado com o conjunto de opções e só pretenderes um formato adequado para a Web ou para algum dispositivo específico.

HandBrake
HandBrake

Durante a conversão, como vais alterar as definições do vídeo atual, terás sempre que aguardar pelo processo de codificação de vídeo (encoding), pelo que mesmo que tenhas hardware de topo, a conversão levará sempre algum tempo.

A compressão dos vídeos também é muito útil para poupares espaço no teu disco, visto que se estiveres disposto a esperar, podes acabar com ficheiros que ocupam 10% do tamanho do ficheiro original, sem perda notória de qualidade.

#5: youtube-dl

Esta é a primeira de 3 aplicações que te apresento que terás de correr pela linha de comando (ou seja, o Terminal).

A linha de comando permite-te realizar muitas ações interessantes (estas são algumas das minhas preferidas), e se tiveres paciência para ler a documentação e tempo para experimentar, verás que te permite realizar ações com maior liberdade e, muitas vezes, mais rapidamente.

O youtube-dl é, de longe, a melhor ferramenta que podes utilizar para descarregar vídeos do YouTube.

Um comando simples como youtube-dl https://youtu.be/dQw4w9WgXcQ começará a descarregar o vídeo, na melhor qualidade possível, de imediato para o teu disco.

youtube-dl
youtube-dl

Podes optar por descarregar apenas o som de um vídeo, recorrendo a um comando como este (para obteres um MP3): youtube-dl --extract-audio --audio-format mp3 https://youtu.be/dQw4w9WgXcQ

Podes até descarregar uma série de vídeos do YouTube criando um ficheiro TXT com todos os URLs dos vídeos que pretendes obter. Este será o comando a escrever, assumindo que o teu documento de texto se chama videos.txt: youtube-dl -a videos.txt

O youtube-dl também te permite descarregar todos os vídeos de uma playlist ou formatos específicos – para saberes tudo o que permite, o melhor será mesmo consultar a documentação ou pesquisar pela ação pretendida.

#6: gifify

O gifify ainda é, para mim, a melhor forma de converter vídeos para GIFs, apesar de ser uma aplicação que já não está a receber atualizações do seu criador.

Os GIFs são um formato muito popular na Web, apesar de serem por norma ficheiros bastante pesados. Este programa cria GIFs com um tamanho inferior às alternativas, sendo um dos grandes motivos para o utilizar.

Este comando bastará para obteres um GIF com largura de 800px: gifify screencast.mkv -o screencast.gif --resize 800:-1

O programa também te permite acrescentar legendas no GIF criado, se o desejares.

Para juntares vários GIFs, acrescentar animações, rodá-los e muitas outras ações, dá uma olhadela no Gifsicle.

#7: FFmpeg

Este é um programa fantástico que uso frequentemente para converter vídeos noutros formatos, juntar vários vídeos num só, ou combinar o vídeo de 1 fonte com o áudio de outra.

Estes são os 5 comandos que mais utilizo:

  1. Podes converter um vídeo MP4 para AVI com o seguinte comando: ffmpeg -i video.mp4 video.avi

  2. Para extraíres o áudio de um vídeo MP4, basta o comando ffmpeg -i input.mp4 -vn output.mp3

  3. Para tirares o som de um vídeo, ficando só com as imagens: ffmpeg -i input.mp4 -an output.mp4

  4. Para juntares vários vídeos, podes recorrer à técnica que também menciono neste artigo. Basta criares um ficheiro TXT com todos os ficheiros listados desta forma:

    file 'movie1.mp4'
    file 'movie2.mp4'
    file 'movie3.mp4'

    E depois correr o comando concat, desta forma: ffmpeg -f concat -i videos.txt -c copy allvideos.mp4

  5. Para acrescentares um áudio (em formato WAV) diferente a um vídeo MP4, deves correr o seguinte comando: ffmpeg -i input.mp4 -i audio.wav -c:v copy -c:a aac -strict experimental -map 0:v:0 -map 1:a:0 output.mp4

São estas as minhas 7 principais armas na altura de manipular vídeos. E tu, o que costumas usar?

Como descarregar um stream para o Computador (em modo Geek! 🤓)

Como descarregar um stream para o Computador (em modo Geek! 🤓) 1240 700 Bruno Brito

Há alguns dias, ficou disponível um concerto raro de um artista que muito aprecio (Jan Blomqvist), num conhecido site televisivo internacional.

O concerto só ia estar disponível 7 dias e não existia um botão de download. Se quisesse ficar com ele no disco, tinha 2 soluções:

  1. gravar o ecrã e o áudio;
  2. encontrar uma forma de descarregar o ficheiro original do stream.

A primeira opção é válida, mas não só ficaria com o computador indisponível durante os 65 minutos do concerto, como não sabia a resolução nativa do vídeo para ficar com a gravação no formato ideal.

A segunda ideia era bastante mais geek e provavelmente mais morosa, mas produziria um ficheiro “perfeito”. O desafio era bem mais interessante, portanto foi este o caminho escolhido.

Ao todo foram 4 passos, que em princípio poderás replicar noutros sites quando quiseres descarregar um stream para o teu computador. Dependendo da forma como o site apresenta os streams, talvez também tenhas sorte!

Vou tentar ser o mais descritivo possível, mas convém estares minimamente confortável com o terminal e com o inspetor de um browser (como as DevTools do Google Chrome) para acompanhares este artigo.

Passo #1: Usar o painel Network das Chrome DevTools para encontrar os fragmentos do stream

Um stream raramente é um ficheiro único, com o vídeo completo; o conteúdo está habitualmente dividido num conjunto de fragmentos.

Isto é conveniente para quem está a assistir ao stream, porque não tem que esperar que o ficheiro completa seja descarregado se só quiser assistir a umas partes específicas do vídeo. Para quem aloja o vídeo, isto também significa que pode poupar um pouco na conta do hosting no final do mês.

As 2 partes ganham – mas no nosso caso, vamos precisar de encontrar todos esses fragmentos.

No Google Chrome, se abrires as Chrome Dev Tools (basta carregar no botão direito do rato e fazer “Inspect” algures na página que tem o vídeo que pretendes), terás uma tab de nome “Network”. Tudo o que naquela página está a ser descarregado pelo teu browser é apresentado ali.

Podes filtrar por tipos de ficheiro, como JS, CSS ou Imagens. Para streams, é boa ideia filtrar por “XHR”.

A aba Network nas Chrome DevTools
A aba Network nas Chrome DevTools

No caso deste concerto, podes ver que os ficheiros cumprem um padrão: segmentxx_1.av.ts, onde xx é o número do fragmento. Habitualmente, é assim que estão repartidos.

Avançando até ao final do vídeo no leitor, vejo que no caso do meu vídeo, o último segmento tem o número 392.

Temos então 392 fragmentos para descarregar. Para encontrares o URL, basta clicares num segmento com o botão direito do rato e escolher “Copy > Copy Link Address”.

Copy Link Address na aba Network das Chrome DevTools
Copy Link Address na aba Network das Chrome DevTools

Passo #2: Criar uma lista com todos os segmentos

O URL vai ser igual para os 392 fragmentos, mas o número do ficheiro vai mudar. Precisamos então de criar uma lista.

Há várias maneiras de chegar a este documento. No fundo, apenas precisamos de algo que repita o URL mas que acrescente +1 ao número do segmento.

Isto pode ser conseguido com Excel, com um editor de texto como o SublimeText com um plugin como o Text Pastry, ou por exemplo com JavaScript.

Para este caso, foi precisamente esta última opção que usei. Com um bom e velho loop, problema resolvido.

Assim sendo, nas DevTools podemos passar da aba “Network” para “Console” e colocar um código JS deste género:

// O número total de fragmentos fica nesta variável - no meu caso, 392
const length = 392;
// O URL que obtiveste com o "Copy Link Address" vai para esta variável, em forma de string - deves remover o nome do ficheiro, ou seja, o segmentxx_1.av.ts
const baseUrl = 'https://ositedoconcerto.com/pasta/outrapasta/'
// Criamos uma função com um loop para acrescentar o número ao segmento
function getURL() {
for (let index = 1; index < length; index++) {
const url = baseUrl + segment${index}_1_av.ts
console.log(url);
}
}
// Corremos a função, para que nos apresente a lista completa
getURL();

Passo #3: Descarregar todos os segmentos

Agora que temos a lista com o URL de todos os segmentos, podemos usar algum tipo de download manager para descarregar cada um, ou usar o terminal.

Sou grande fã do terminal para ações deste tipo e optei por recorrer ao wget para descarregar todos os ficheiros. Também poderás optar pelo curl (que podes utilizar em qualquer terminal), se preferires.

Para o caso do wget, basta editar a função que usámos no passo anterior, para o seguinte (a alteração é só dentro do console.log()):

// Criamos uma função com um loop para acrescentar o número ao segmento
function getURL() {
for (let index = 1; index < length; index++) {
const url = baseUrl + segment${index}_1_av.ts
console.log("wget " + url);
}
}

Voltamos a correr o código completo nas DevTools e abrimos o terminal para colar a nova lista obtida de ficheiros a descarregar, já com o comando wget inserido por nós para as 392 ocasiões.

Passo #4: Juntar todos os segmentos

Agora que temos o nosso computador com todos os segmentos descarregados, está na altura de os juntar todos num só vídeo.

Para isso, vamos voltar a usar o terminal, e o poderoso FFmpeg. Esta é uma solução incrível para manipular vídeo e até áudio, e é claramente mais rápida que um programa como o Adobe Premiere ou o Final Cut.

Com o concat do FFmpeg, é fácil juntar uma enorme quantidade de vídeos.

O comando mágico a utilizar é o seguinte: ffmpeg -f concat -i segmentlist.txt -c copy all.ts

Como podes ver, o concat recebe uma lista de ficheiros, vinda de um TXT que dei o nome de segmentlist.txt.

O ficheiro TXT terá que ter o seguinte aspecto:

file 'segment1_1_av.ts'
file 'segment2_1_av.ts'
file 'segment3_1_av.ts'
file 'segment4_1_av.ts'
file 'segment5_1_av.ts'

E assim sucessivamente. Novamente, podes utilizar várias soluções para gerar esta lista, da mesma forma que no passo #2.

Vamos voltar então a recorrer ao JavaScript e inserir o seguinte na consola:

const length = 392;

function getFileList() {
  for (let index = 1; index < length; index++) {
    const fileName = `segment${index}_1_av.ts`
    console.log(`file '${fileName}'`)
  }
}

getFileList();

Agora, copiamos o resultado para um ficheiro de nome segmentlist.txt.

Corremos finalmente o comando do FFmpeg com o concat e o nosso vídeo estará pronto com o nome all.ts, visto que, neste caso, a extensão dos fragmentos era TS.

Digital Marketing for Artists

Uma nova Apresentação: Digital Marketing for Artists

Uma nova Apresentação: Digital Marketing for Artists 1240 700 Bruno Brito

Este fim-de-semana fui até aos Açores para falar de Marketing Digital. Desta vez, a apresentação era para artistas e em inglês, pelo que adaptei o meu conteúdo em conformidade.

Nesta workshop, decidi focar a minha conversa de 90 minutos no seguinte:

  • A mentalidade a ter nas redes sociais;
  • A importância de apostar nas plataformas que controlamos;
  • Como criar conteúdos com regularidade e ter uma estratégia de Marketing.
Bruno Brito - Digital Marketing for Artists

Como o target era essencialmente pessoas do mundo da música, optei por exibir alguns bons exemplos de artistas que acompanho, todos da música electrónica – como deadmau5, Morgan Page, Gabriel & Dresden ou Laidback Luke.

Podes ver (e descarregar) a apresentação aqui.

Como Converter de HEIC para JPG

Como Converter de HEIC para JPG no Finder (macOS)

Como Converter de HEIC para JPG no Finder (macOS) 1240 700 Bruno Brito

Com a chegada do iOS 11, a Apple introduziu um novo formato para gravar fotografias tiradas com os iPhones. De nome HEIF (High Efficiency Image File), estes ficheiros são capazes de gravar imagens (tanto individuais como em sequência) com a extensão .HEIC.

Apesar do suporte para este formato ser cada vez maior, ainda preciso com frequência de converter de HEIC para JPG, o formato de fotografia mais popular.

Podes utilizar uma aplicação de imagens como o Photoshop, o Lightroom ou o Pixelmator para esta ação, mas é muito mais conveniente recorrer apenas ao Finder, uma aplicação nativa de macOS, especialmente se pretenderes converter diversos ficheiros em simultâneo (ou seja, em bulk).

Vamos então aprender como podes converter de HEIC para JPG com um simples par de cliques. Para tal, vamos recorrer à ajuda do Automator.

Tal como o Finder, o Automator também é uma aplicação nativa do macOS, que podes encontrar na pasta das Aplicações. Como o nome indica, o seu objetivo passa por automatizar tarefas repetitivas.

Neste pequeno guia, vamos criar a nossa 1ª ação para ficares a conhecer este magnífico programa!

Passo #1: uma vez aberto o Automator, deves clicar em “New Document” e escolher “Quick Action”.

Automator - Quick Action

Passo #2: altera a opção em “Workflow receives current” para “image files”.

Automator - Workflow receives current

Passo #3: em “Library”, à esquerda, escolhe “Photos” e clica na ação “Change Type of Images”.

O Automator vai-te então perguntar se queres manter uma cópia do ficheiro .HEIC original, ou apagá-lo, ficando apenas o ficheiro JPG.

Se quiseres ter a cópia original, clica em “Add”; caso contrário, opta por “Don’t Add”.

Automator - Add a Copy

Por fim, indica que o novo tipo de imagem pretendido é JPG.

Automator - Change Type

Passo #4: grava a tua ação, dando-lhe um nome reconhecível (como “HEIC to JPG”), com o habitual “File > Save”. E está feito! 😎

Vamos ao teste: no Finder, clica no lado direito (ou CTRL + clique) no ficheiro .HEIC que pretendes converter, e procura “Services” no final do menu de contexto. Deverás ter uma nova opção com o nome que lhe deste!

Finder - Services

Nota que as ações que surgem dependem do contexto – se não estiveres a clicar numa imagem, não verás esta opção.

Dica Extra: podes conferir todos os serviços que tens disponíveis indo a Keyboard > Shortcuts > Services e até definir um atalho de teclado para uma ação que realizes com imensa frequência.

Keyboard - Shortcuts - Services

Como vês, o Automator pode ser muito útil para tarefas como esta!

Como instalar o WordPress com o Docker

Como instalar o WordPress com o Docker

Como instalar o WordPress com o Docker 1240 700 Bruno Brito

Esta é a minha nova forma preferida de instalar o WordPress localmente para os meus projetos.

Existem várias alternativas, como o XAMPP ou o VVV (Varying Vagrant Vagrants), mas esta solução com o Docker parece-me a mais rápida.

Vamos diretos ao assunto. O que é necessário?

  • Algum espaço em disco (cerca de 10 GB);
  • Conhecimentos de como configurar o WordPress;
  • Alguma confiança em utilizar a linha de comandos.

Vamos a isto!

#1: Descarregar o Docker

Deves começar por descarregar o Docker Desktop, disponível tanto para Windows como para macOS.

Vais precisar de criar uma conta no Docker para tal (o registo é gratuito).

Em macOS, o download é cerca de 500 mb, e uma vez instalado, ocupa cerca de 2 GB.

Após a instalação, verifica que o Docker Desktop está a correr, conforme esta imagem:

Docker Desktop is running

#2: Criar o ficheiro docker-compose.yaml

Cria a pasta onde queres instalar o teu site WordPress, e de seguida, cria o ficheiro docker-compose.yaml – responsável por definir as dependências do container.

Para além do WordPress temos que instalar o MySQL para termos uma base de dados e o phpMyAdmin para a gerirmos facilmente.

Copia e cola o código que coloco em baixo no teu editor de texto preferido (eu recomendo o VS Code ou o SublimeText).

Tem atenção à indentação, que tem que ser respeitada.

#3: Configurar tudo com um só comando

É tempo de navegar até à pasta do projeto no terminal e correr o comando docker-compose up -d.

O Docker vai de seguida fazer a sua magia, instalando na pasta a última versão do WordPress e colocando o site imediatamente disponível na máquina local.

A primeira vez demora algum tempo, porque o Docker terá que descarregar e configurar o WordPress, MySQL e phpMyAdmin. Das próximas vezes já será um processo bem mais célere.

Docker Compose

#4: Visitar o site

E já está! O site está já disponível em http://localhost:8000/ com o habitual ecrã de configuração do WordPress.

Idioma do WordPress

Podes também aceder ao phpMyAdmin para gerires as bases de dados, indo a http://localhost:8080/ – todas estas portas foram definidas no docker-compose.yaml e podes claro definir outras, se preferires.

O login/password do phpMyAdmin será wordpress/wordpress e poderás também alterar esses parâmetros no docker-compose.yaml.

#5: E como desligo a máquina?

Quando já não precisares de ter este container activo, o melhor será correres o comando docker-compose down --volumes na pasta do projecto.

Não poderás ter vários sites WordPress a correr em simultâneo sem alterares as portas – portanto cerfica-te que ou as alteras no docker-compose.yaml, ou que desligas esse contentor antes de passar para outro.

PES myClub Guide

PES myClub – a criação de um guia definitivo

PES myClub – a criação de um guia definitivo 1240 700 Bruno Brito

Nos últimos dias de 2018 decidi criar um guia para o simulador de futebol Pro Evolution Soccer, da Konami (disponível para PS4/XBOX/PC).

O que me motivou? A ausência de informação sobre o jogo, em particular sobre o myClub, um dos modos mais populares do PES 2019.

Apesar da sua popularidade, o myClub é particularmente complexo, e quando comecei senti algumas dificuldades em entender tudo o que podia fazer – o que me surpreendeu, considerando que já jogo PES há quase 2 décadas.

Assim sendo, fui procurar respostas online, mas a informação não abundava. Estava aqui uma oportunidade: compilar toda a informação disponível sobre o myClub para o PES 2019 e criar o guia definitivo do jogo.

E assim nasceu o PES myClub Guide.

Para chegar a mais gente, decidi escrevê-lo em inglês. Neste momento, o guia conta com mais de 8.000 palavras – o que significa que leva mais de 40 minutos a ser lido!

Muito do conteúdo surgiu de dúvidas minhas, mas foi também muito importante visitar os principais fóruns (como o Reddit) para entender as dúvidas mais frequentes e garantir que o guia se tornava acessível a qualquer “novato” no jogo.

Aqui, aprendi que é bastante importante facilitar a chegada de jogadores que vêm do jogo concorrente (o FIFA, mais concretamente jogadores do modo Ultimate Team) e que os leilões no PES são a componente que gera maior confusão.

Optei também por criar uma secção de dicas rápidas para jogadores que já estão familiarizados com o myClub, mas que ainda assim podem ter passado ao lado de alguns pontos.

Por motivos de SEO, optei por tornar este guia single-page, com um índice detalhado e sem qualquer imagem – para que o site carregue o mais rapidamente possível.

A performance foi na verdade uma das principais preocupações: o JavaScript foi mínimo, até porque o desafio principal estava relacionado com o design; como tornar um bloco gigante de texto convidativo ao leitor, e fácil de ler nos vários dispositivos?

Era esse o principal problema, mas fiquei satisfeito com a solução encontrada.

pesmyclubguide.com screenshot

E agora, o que se segue? A divulgação do site nas principais comunidades, para recolha de feedback e optimizações do conteúdo.

Tenho ainda 2 curiosidades que gostava de ver respondidas:

  • será que o conteúdo é demasiado longo para os leitores? Seria preferível um vídeo? Obviamente não estou à espera que cada leitor leia todo o guia, mas qual será o tempo no site que o Google Analytics me dará?
  • será que o guia sem imagens funcionará, ou terei que aumentar o peso da página?

A longo prazo não tenho qualquer ambição para este projecto, mas com os meus conhecimentos de Marketing Digital tentarei fazer o possível para que este guia chegue a todos os fãs do jogo – recorrendo sobretudo a técnicas de link building.

Mas, por agora, estou simplesmente feliz por já existir um guia para o viciante myClub do PES 2019! 🙂

Como comprimir imagens WordPress

Como comprimir imagens WordPress (no Ubuntu)

Como comprimir imagens WordPress (no Ubuntu) 1240 700 Bruno Brito

Sou grande fã de performance no geral, e no passado já partilhei contigo algumas dicas para aumentares a velocidade do teu site e optimizares imagens.

Recentemente visitei o PageSpeed Insights da Google para verificar se podia realizar mais optimizações a este blog WordPress. E, ao que parece, havia bastantes imagens que podiam estar mais leves.

Eu optimizo sempre as minhas imagens com o excelente ImageOptim para Mac, mas é importante ter em conta que sempre que carregas uma imagem para o WordPress, várias miniaturas de cada imagem são geradas – que são exibidas nas páginas de arquivo, por exemplo.

E essas imagens não são comprimidas – algumas miniaturas chegam até a pesar mais do que a imagem original!

Foi graças ao PageSpeed que me apercebi disso. Mas como resolver?

Plugins WordPress para comprimir imagens

Existem diversos plugins WordPress que prometem a compressão de todas as imagens do teu site, mas a maior parte tem um limite de compressões que podes realizar por mês (a não ser que pagues).

Outro problema é que alguns destes plugins são também bastante lentos – a compressão de imagens não é um processo particularmente rápido, especialmente se se tratarem de PNGs.

Se tiveres poucas imagens, ou não tiveres problemas em esperar, podes experimentar um destes plugins. O reSmush.it pareceu-me o melhor, permitindo a compressão de todas as imagens desde que sejam inferiores a 5 MB, mas deixo-te mais alternativas.

Como o meu blog está alojado no DigitalOcean (o meu serviço de alojamento favorito), decidi investigar que comandos se podem correr através do terminal.

Existe uma solução similar ao ImageOptim para Linux, o Trimage, mas que requer um interface gráfico – e eu só tenho acesso ao terminal.

Todos estes programas de compressão de imagens recorrem habitualmente ao OptiPNG e ao jpegoptim – que são open source. Como conheço alguns comandos de terminal, parti à descoberta!

Instalando o OptiPNG e o jpegoptim no Ubuntu

O primeiro passo será instalar ambos – se é que não estão já instalados na tua máquina.

Primeiro, actualizamos os repositórios: sudo apt-get update

Depois, instalamos os 2 programas:

sudo apt-get install jpegoptim optipng

Comprimindo imagens com o OptiPNG e o jpegoptim no Ubuntu

Ambos os programas têm vários parâmetros que podes precisar para definir a compressão.

Podes ver o que cada um pode fazer com o comando jpegoptim -h ou optipng -h respectivamente.

Opções do jpegoptim

No meu caso, queria aplicar esta compressão a todas as imagens da pasta em que me encontro e de forma recursiva – ou seja, se existissem sub-pastas, as imagens que lá constassem deveriam ser também elas comprimidas.

O WordPress facilita-nos a vida neste aspecto, porque todas as imagens vão estar em wp-content/uploads/, ficando depois em pastas de anos e dentro delas, os respectivos meses.

Para o OptiPNG, podes correr este comando para comprimir todos os ficheiros PNG: find -name '*.png' -print0 | xargs -0 optipng -o7

O OptiPNG tem vários níveis de compressão – podes ir de 1 a 7. A maior redução será se colocares 7, tendo o problema de demorar mais a comprimir cada imagem.

Para o jpegoptim, queres comprimir tanto JPEGs como JPGs, pelo que este deve ser o comando a utilizar: find -name '*.jp*g' | xargs jpegoptim -f --strip-all

Com a ajuda do &&, podes combinar estes 2 comandos numa só linha – quando um processo terminar, o outro começa de imediato:

find -name '*.png' -print0 | xargs -0 optipng -o7 && find -name '*.jp*g' | xargs jpegoptim -f --strip-all

Agora é deixar o processo a correr e passar para outra coisa. É bem possível que fiques admirado com o espaço em disco que recuperaste quando a tarefa estiver concluída!

7 extensões Google Chrome para Programadores

7 extensões do Chrome úteis para Programadores

7 extensões do Chrome úteis para Programadores 1240 700 Bruno Brito

Na semana passada partilhei contigo as minhas extensões preferidas de uso geral para o Chrome, e noutro artigo apresentei 7 aplicações que utilizo diariamente enquanto programo.

Hoje, faz sentido combinar os 2 tópicos: extensões para o Google Chrome que te podem ajudar em várias tarefas de programação!

Neste momento, confesso que ando muito impressionado com o Firefox Quantum: Developer Edition, mas ainda recorro ao Chrome com bastante frequência devido a extensões como aquelas que te vou apresentar de seguida.

Cada extensão torna o browser mais pesado, e ocupa um pouco mais de espaço na barra superior. Como tal, recomendo que as instales mas que as mantenhas desactivadas.

Activa-as apenas quando precisares, recorrendo a outra extensão que também já mencionei no passado – Extensity. Facilita imenso este processo de “ON/OFF”.

E se, como eu, também gostares de usar o browser Opera, não te esqueças que todas estas extensões são também compatíveis com ele.

Vamos então conhecê-las!

#1: One App

One App Webpage

Esta extensão não tem propriamente a ver com código, mas tenho-a sempre activa porque é a minha página pré-definida sempre que abro uma nova tab.

Se programas, provavelmente também visitas sites como o Hacker News, Product Hunt, Designer News ou Github, certo?

O objectivo desta extensão é trazer-te todos os tópicos quentes desses e de outros sites – um verdadeiro “All in One”. Curiosamente, todos eles já faziam parte da minha rotina, pelo que a instalei de imediato. É muito mais fácil estar em cima dos acontecimentos assim.

Podes espreitar o site sem instalar seja o que for, bastando para isso clicar aqui. Como não existe uma app móvel, no telefone e tablet tenho simplesmente esta página definida como a homepage.

#2: CSS Peeper

CSS Peeper

Esta extensão não te vai substituir as visitas às Developer Tools, mas é útil para rapidamente veres a paleta de cores de um site, ou descarregar as várias imagens que lá estão (incluindo SVGs).

Para o download de materiais dá bastante jeito, porque até te cria um ficheiro ZIP com tudo, se quiseres.

#3: FontFace Ninja

FontFace Ninja

No passado utilizava o WhatFont, mas esta extensão é muito mais completa.

Não só detecta todos os tipos de letra utilizados na página em que te encontras, como te oferece um botão para download de qualquer uma, assumindo que são gratuitas. Também as podes gravar como favoritas, se tiveres conta no FontFace Dojo.

Se passares o rato por qualquer texto da página também podes ver o tipo de letra utilizado naquele caso específico, o tamanho e line-height, e ainda a cor. Se clicares nesse mesmo texto, surge uma caixa que te permite escrever o que quiseres e alterar essas propriedades, para conferires o resultado final.

#4: Window Resizer

Window Resizer Google Chrome

É frequente ter de testar um site em várias resoluções, e apesar das Developer Tools serem essenciais para testes em mobile, para testes no desktop prefiro recorrer a esta extensão.

Podes gravar uma combinação de resoluções que queiras utilizar com frequência, ou simplesmente redimensionar o browser, que a extensão indicará o tamanho da janela e do viewport.

Também suporta atalhos de teclado, para o caso de quereres rapidamente alternar entre várias resoluções.

#5: Vimium

O Vim é popular entre programadores, e um dos motivos do seu sucesso é o facto de permitir praticamente tudo sem termos de utilizar o rato. Esta extensão é inspirada nisso mesmo, mas para navegar pela Web.

Podes recorrer a imensos comandos para manteres os dedos no teclado. Eu, habitualmente, só utilizo o J e K para fazer scroll e a possibilidade de navegar para qualquer outra página carregando numa só tecla.

Para esta última funcionalidade, só tens de carregar na tecla F: surge uma etiqueta amarela ao lado de cada link disponível, com o atalho que podes utilizar, como podes ver nesta imagem.

Vimium links

Esta é a lista de atalhos de teclado completa:

Vimium lista de comandos

#6: JSONView

Se já abriste ficheiros JSON no browser, sabes que o output não é bonito. Esta extensão resolve isso, tornando tudo bem legível, com a ajuda de cores e com a possibilidade de minimizares os objectos que não interessarem.

JSON View

Existem várias extensões disponíveis para isto, mas esta é provavelmente a mais popular.

#7: WhatRuns

Para “cuscar” a tecnologia utilizada por cada site, recorro a esta extensão, que é muito similar à Wappalyzer. O WhatRuns identifica milhares de tecnologias, parecendo trazer resultados mais fiáveis que a alternativa.

WhatRuns

Conhece um pouco de tudo: seja uma framework como Bootstrap ou Foundation, um CMS como WordPress ou Joomla, ferramentas para apresentar publicidade, métodos de pagamento, tipos de letra… se for suficientemente popular, o mais provável será detectar sem problemas.


Estas são as minhas “armas secretas” para o Google Chrome. Uma excelente companhia para um editor de texto bem artilhado, seja ele o SublimeText (estas são as minhas dicas) ou o VS Code (idem).

Tens outras extensões que utilizes e que recomendes?

Domínio e Alojamento - O que são

Domínio e Alojamento – o que são e quais as diferenças

Domínio e Alojamento – o que são e quais as diferenças 1240 700 Bruno Brito

Se quiseres criar um site, “Domínio” e “Alojamento” são 2 palavras que rapidamente encontrarás. 2 conceitos recorrentes no mundo dos sites, mas que nem sempre são claros para quem está agora a começar.

Se quiseres criar um site, provavelmente começas por ir ao Google e procuras por algo como “criar site”. Em princípio, encontrarás vários serviços que prometem tratar de tudo, como o WordPress.com ou o Wix, com dezenas de templates apelativos para utilizares, um interface intuitivo e a promessa de que podes começar sem encargos – aliás, verás que a palavra GRÁTIS está presente um pouco por todo o lado nesses sites.

Wix e a palavra GRÁTIS

No entanto, se pedires um site a um programador como eu, ou a uma agência Web, verás que tanto o Domínio como o Alojamento têm custos associados. Eu, por exemplo, nem os incluo nos meus orçamentos, porque prefiro que seja o cliente a gerir essa questão (ajudo-o, obviamente, a encontrar um bom fornecedor, quando ainda não o tem).

Então em que é que ficamos? Tenho que pagar para ter um site, ou não?

O objectivo deste artigo é precisamente explicar-te as principais diferenças entre um domínio e um serviço de alojamento (ou hosting), para além de te esclarecer sobre o quão “gratuitas” algumas soluções realmente são.

Vamos a isto!

O Domínio

Normalmente, um domínio vai andar à volta dos 13–15 euros anuais. É um custo recorrente que terás de suportar todos os anos para manter o teu site online.

Às vezes encontras promoções em que o 1º ano é mais barato, mas nos anos seguintes, o valor é praticamente sempre o mesmo. Se decidires renovar por vários anos, o desconto também é muito pouco significativo.

Este valor pressupõe que o domínio está disponível, claro. Se quiseres um domínio que já tem dono, terás de o contactar e descobrir se está disposto a vendê-lo – e aí, podes ter de pagar centenas ou mesmo milhares de euros para ficar na tua posse.

OK, então e afinal a conversa do “Grátis”?

Podes ter um domínio gratuito no WordPress.com ou no Wix se não te importares que o teu site seja algo como http://oteublog.wordpress.com ou http://omeusite.wix.com. Ou seja, só podes definir o subdomínio – o texto imediatamente antes de .wix.com.

Por questões de credibilidade ou simplesmente por facilitar a memorização, a maior parte dos negócios prefere um domínio próprio – algo como http://www.aminhaloja.com. A questão é que para isso, já terás que pagar um extra nesses serviços – o chamado “Custom Domain”.

Este extra parece insignificante, mas a realidade é que ao fim de um ano, tens de pagar 48 euros ao WordPress.com ou 54 euros no caso do Wix para usares esse domínio personalizado na plataforma.

Custom Domain no preçário do WordPress.com e do Wix

Se comparares com os tais 13–15 euros que referi anteriormente, podes ver que a diferença ainda é significativa. Em boa verdade, o valor que esses serviços apresentam também inclui alojamento, mas já vamos ver melhor essa questão mais à frente.

Top-Level Domains e tipos de domínio

O domínio deste site é brunobrito.pt – o que é que o PT te indica? Que sou de Portugal. Este é o TLD (Top-Level Domain, ou Domínio de Topo), a última parte do domínio. Outros TLDs populares são o .COM, o .ORG ou o .NET.

Existem TLDs Genéricos e os TLDs de Código de País. Na maior parte dos casos, optares por um TLD ou outro não vai impactar o preço. Em alguns negócios fará sentido adquirires um .PT, um .FR ou um .DE, enquanto que noutras circunstâncias, será melhor usares (ou terás mesmo de usar) um .COM, .GOV ou .EDU.

A lista tem vindo a crescer nos últimos anos – à data da escrita deste artigo, já podes escolher entre mais de 1500 TLDs.

Estes são todos aqueles que começam com a letra “A”:

TLDs que começam com a letra A

Podes recorrer a este site para te sugerir alguns domínios criativos, baseados no nome que inserires. Ficas logo a saber se está disponível ou não.

Onde comprar domínios

A maior parte dos serviços que oferecem alojamento também te podem registar o domínio.

Se procuras um domínio .PT, existe um serviço que não posso mesmo recomendar: o DNS.PT. Basta consultares o preçário para veres que gastarás mais de 25 euros anuais, por nenhum motivo aparente. 👎

Uma rápida visita ao site da Iberweb, outra empresa portuguesa, já apresenta o valor que eu diria ser o standard: 11.90 euros + IVA (cerca de 14.60 euros).

Internacionalmente, o Name e o Namecheap são boas referências, mas podes adquirir domínios de qualquer tipo nestes sites – só tens que ter em conta algumas excepções, que estão mais relacionadas com a legislação em algumas regiões, como o Afeganistão ou a Catalunha.

É importante tirar mais uma questão do caminho:

Podes adquirir um domínio num fornecedor diferente do alojamento, da mesma forma que podes trocar de alojamento mais tarde, sem perder o domínio.

Para isso, convém adicionares uma nova palavra ao teu dicionário de Gestão de Domínios, que vem já a seguir…

Nameservers

Nem sempre se fala neste termo, até porque raramente é do interesse das empresas de alojamento divulgar esta palavra (é muito mais interessante fidelizar o cliente tanto no domínio como no alojamento). Mas a verdade é que todas as empresas disponibilizam os seus Nameservers.

O Nameserver é o responsável por “ligar” o domínio ao alojamento.

Se comprares tanto o Domínio como o Alojamento na mesma altura, no mesmo site, os Nameservers já vão estar devidamente configurados. Mas se tiveres fornecedores separados para cada um, é uma questão de procurares no site onde tens o alojamento pelos Nameservers que deves inserir.

Os Nameservers são habitualmente 2 a 4 entradas que vais ter de inserir no painel de gestão do Domínio, no site onde o registaste.

No caso da Iberweb são os seguintes:

dns1.ibername.com

dns2.ibername.com

No caso do DigitalOcean, outro serviço do qual sou fã, é muito similar:

ns1.digitalocean.com

ns2.digitalocean.com

ns3.digitalocean.com

Quando alterares estes Nameservers, vai acontecer uma coisa que é bastante chatinha: não vais saber se a alteração que fizeste foi efectuada com sucesso de imediato, porque essas alterações terão que propagar por todo o mundo – processo que leva entre 24 a 48 horas até ser realizado a 100%. Podes acompanhar o processo de propagação pelo mundo aqui.

Se ainda não arrancaste com o teu site, não é tão incomodativo. Mas se tiveres um site com bastante tráfego, que gera dinheiro, e uma caixa de e-mail associada ao domínio, por exemplo, certamente não verás com bons olhos esse downtime.

Downtime? Impede-o com o Cloudflare

Por este motivo, eu gosto de utilizar um serviço gratuito que fica no meio destes 2 mundos, chamado CloudFlare. Para além de oferecer uma camada extra de segurança ao teu site e outras vantagens, permite-te gerir a correspondência entre todos os teus domínios e todos os teus alojamentos.

Se apontares os teus Nameservers para o Cloudflare, podes depois indicar lá o teu novo serviço de alojamento, e a alteração é imediata – não esperas sequer 5 minutos, quanto mais 24 horas.

É muito fácil começar. Podes ficar com uma ideia vendo este vídeo.

O interface para gerir os domínios é também muito apelativo, e como tenho vários domínios e vários serviços de alojamento, acabo por preferir gerir tudo lá.

Pode parecer um passo adicional trabalhoso ao início, mas se um dia decidires alterar de serviço de alojamento, vais ficar grato por teres utilizado esta ferramenta.

O Alojamento

Na verdade, esta parte é facultativa. Podias pegar num computador antigo que já não uses, deixá-lo ligado todo o dia, e basicamente ser essa máquina a servir o teu site. E é o que acontece em muitas empresas, que têm aquelas salas gigantes onde está o servidor, que vês nos filmes de ficção científica.

No entanto, para um caso individual, raramente é um cenário prático. Se te faltar a luz em casa, o teu site ficará offline. Se muitas pessoas estiverem a aceder ao teu site, a tua ligação à Internet vai ser incapaz de aguentar o tráfego. E será que queres mesmo manter um computador ligado todo o ano, e configurá-lo?

É muito mais prático recorrer a um serviço de alojamento. Existem alojamentos baseados em Windows, em Linux, VPS (Virtual Private Servers), Alojamentos Dedicados… e é normal que tanta oferta te confunda.

Se estás a começar e queres um site muito simples, provavelmente até baseado em WordPress, um alojamento baseado em Linux e PHP é o que precisas. Ao contrário do que acontece habitualmente, aqui o Linux é uma escolha bem mais popular que o Windows.

Muito raramente vais precisar de um sistema Windows, a não ser que seja baseado em ASP/.NET.

Se o teu site for essencialmente para visitantes portugueses, talvez faça sentido adquirires um servidor que esteja em solo nacional – eu recorro à Iberweb nesses casos, e também já ouvi falar muito bem da PTServidor e da webHS.

No caso da Iberweb, o plano de alojamento mais barato custa menos de 15 euros por ano.

Iberweb - Preçário do Alojamento

Para sites internacionais, já usei vários serviços de alojamento – Bluehost, Media Temple ou GoDaddy, entre outros – e achei a experiência similar em todos eles.

Nenhum é particularmente intuitivo ou extra rápido, mas também estamos a falar de alguns dos serviços mais populares e baratos da Web inteira.

Como actualmente tenho muitos sites WordPress e gosto de ter algum controlo sobre o computador/software alugado que estou a usar, optei por pagar um pouco mais (5 dólares por mês) e utilizar o DigitalOcean, um serviço que adoro (este blog está lá alojado).

Não é para iniciados, mas há excelentes guias por aí. Podes ver como instalar blogs WordPress neste alojamento seguindo este meu guia.

É uma VPS, o que significa que posso aceder ao terminal da máquina e mudar o sistema operativo, instalar software adicional e mexer nas definições que bem entender.

Se não precisares de um CMS como o WordPress, apenas de um sítio para fazeres upload de ficheiros HTML/CSS/JavaScript, tens o serviço S3, da Amazon.

Não é um serviço muito intuitivo, mas é para isso que este meu guia serve – até inclui as dicas para o integrares com o Cloudflare.

Por fim, podes optar por utilizar um 2º alojamento dedicado ao armazenamento de ficheiros grandes, como vídeos ou músicas. Aí, o serviço mais barato será o BackBlaze B2, uma óptima alternativa ao S3.

O que define um bom serviço de alojamento?

Qualquer preçário que consultes vai apresentar-te vários números. O número de GBs do disco rígido reservados para ti. O número de caixas de correio ou bases de dados que podes criar. Em alguns casos, até o número de visitas ou de GBs transferidos que tens direito, por mês.

É tentador comparar o preço apresentado e o número de GBs oferecido, mas olhar só para isso até é perigoso.

Nem sempre é melhor negócio pagar 3 euros por mês por um alojamento com 20 GB de espaço em disco, em vez de 5 euros por um serviço que oferece 10 GB. Há muitos outros factores em jogo, e a performance do teu site vai depender em grande parte da tua “vizinhança”.

Como se tratam de alojamentos partilhados, quantos mais clientes usarem o mesmo computador, mais lentos os sites serão. Muitas empresas procuram encaixar o maior número de clientes possível em cada sistema, com consequências sérias na performance.

Um site armazenado no mesmo computador que o teu poderá estar a ter um enorme sucesso momentâneo, e todos os outros ficarão mais lentos por esse motivo.

Alojamento Partilhado

Às vezes, mais vale um serviço que limite o tráfego recebido – são geralmente valores bastante razoáveis, assumindo que não vais ficar viral no Facebook de repente.

É também muito importante a qualidade de suporte que recebes. Respondem a tempo e horas? Estão dispostos a ajudar com questões mais técnicas?

É bastante frustrante ter um site em baixo várias horas e parecer que ninguém quer saber. Procura sempre serviços que tenham bom feedback online e consulta o perfil no Twitter ou no Facebook para entender como tratam os clientes.

Como é que o Wix e o WordPress.com oferecem isto “de borla”?

O modelo de negócio destas empresas baseia-se em oferecer um plano decente para quem está a começar e não se importa em não ter um domínio próprio ou exibir publicidade no meio do conteúdo que publica.

Ao mesmo tempo, na maior parte dos Termos e Condições destes sites, são estas as empresas que têm os direitos do conteúdo que publicas – podendo monetizá-lo como bem entenderem. A velha máxima de “Se o preço é 0, o produto és tu” aplica-se aqui.

É o problema de construires a tua casa em “terra alugada” – ficas dependente de terceiros, e não controlas eventuais alterações que a empresa decida tomar no futuro.

Na minha experiência, as empresas preferem evitar este tipo de tradeoff. Para uma empresa, não controlar onde surge a publicidade ou promover um domínio que termina em ...wix.com ou ...wordpress.com é muitas vezes pouco prático, até por mostrar falta de profissionalismo.

Muitos blogs começam aqui, acabam por crescer e optam por fazer mais tarde um upgrade para um plano pago, acabando por ficar a pagar mais que noutras soluções, por já estarem fortemente fidelizados (ou presos) ao produto. E aí, estes serviços vêem o seu investimento recuperado.

Como verificaste neste artigo, se somares o plano mais barato da Iberweb (15 euros) com o custo de renovação anual do domínio, podes ter um site com domínio próprio por cerca de 30 euros por ano. Nem o Wix nem o WordPress.com oferecem um plano pago tão baixo.

Conclusão

Não é assim tão dispendioso ter um site – bastam 30 ou 40 euros por ano. Ficaste também a saber que, no caso de serviços como o Wix, o grátis pode acabar por não ficar assim tão grátis, mas que não deixam de ser uma boa forma de começar neste mundo da web.

Importante ainda lembrar que podes ter o domínio adquirido num site, e o alojamento noutro. São coisas independentes, que depois ligas com a ajuda dos Nameservers.

E já sabes – se precisares de ajuda a desenvolver o teu site, fala comigo! 😎

Se quiser entrar em contacto comigo, pode enviar-me um e-mail para [email protected] ou preencher o formulário abaixo.

NOTA: Todos os campos são de preenchimento obrigatório.