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Bruno Brito

SEO - Guia Completo

SEO (Otimização para Motores de Busca) – O Guia Completo

SEO (Otimização para Motores de Busca) – O Guia Completo 1240 700 Bruno Brito

SEO (Search Engine Optimization, ou “Otimização para Motores de Busca” em 🇵🇹) é um dos temas mais entusiasmantes do Marketing Digital.

Se queres posicionar o teu site na 1ª página de resultados do Google, é importante teres conhecimento das várias técnicas de SEO que tens ao teu dispôr.

Por muito complexo que SEO seja, a premissa é até bastante simples: deves conhecer a fundo como funcionam os motores de busca, para depois perceber como podes virar o jogo a teu favor.

Os motores de busca sofrem vários ajustes nos seus algoritmos todos os anos – podes ver aqui como o Google funciona. Isso torna o SEO dinâmico e de certo modo imprevisível, e cria a necessidade de estarmos constantemente atentos aos sites de referência para acompanharmos todas as mudanças.

Assim sendo, neste guia vou abordar os factores que, ano após ano, garantem resultados – que pouco ou nada mudaram nos últimos anos, e que dificilmente perderão relevância no futuro próximo.

Estes são os principais pontos que deverás ter em conta:

  • Crawling (Rastreamento do site);
  • On-Page SEO (Optimização da página em termos de SEO);
  • Link Building (Obtenção de links para o nosso site);
  • Social Signals (Sinais sociais);
  • Page Performance (Velocidade da página);
  • Usabilidade (e bom senso).

Pronto para ficar conhecer todos estes termos? Vamos a isto! 👊

1. Crawling (Rastreamento do site)

Se já sabes como um motor de busca funciona, terás noção da importância do correcto rastreamento do teu site.

Se os motores de busca não souberem da existência do teu site (ou de algumas páginas), será impossível surgires como um resultado possível, certo?

OK, e como garanto que o meu site foi devidamente rastreado pelo Google e restantes motores de busca?

A tecnologia de Crawling está a um nível tão elevado que dificlmente o teu site passará despercebido – se criares links entre as várias páginas, recorrendo a um menu de navegação ou a uma barra lateral, por exemplo, todo o teu site deverá ser rastreado com sucesso.

Ainda assim, nada como garantir que está tudo OK. Como? Recorrendo à Google Search Console, uma ferramenta gratuita da Google.

Primeiro, deves adicionar o teu site, verificando que és de facto o dono do mesmo, através de um dos vários métodos que a Google oferece:

Métodos de Verificação Google Search Console

Depois, poderás ir até à barra lateral ver se surgiram erros de Crawling.

Google Search Console - Crawling

O Google também te informará se existem links desactualizados, que levam para uma página não encontrada (o célebre erro 404), dando-te a oportunidade de actualizares esses mesmos links nas páginas em questão e marcar o problema como “corrigido”.

Correcção de Erros na GSC

Como impeço o meu site de aparecer no Google e nos restantes motores de busca?

Os motores de busca são máquinas muito curiosas – sempre que surge um link que não conhecem, colocam-no na sua lista de tarefas para investigar. Isto, claro, se os deixares.

Podes prevenir esta acção, se assim o desejares, criando um pedido sob a forma de um ficheiro robots.txt e colocando-o na pasta principal do teu site (onde está, por exemplo, o index.html, ou o index.php, se se tratar de um site WordPress).

Podes impedir o rastreio de todo o site colocando este código no interior do ficheiro robots.txt:

User-agent: *
Disallow: /

O que geralmente procuras, no entanto, é restringir apenas o acesso a algumas pastas. Se for este o caso, deverás inserir algo deste género:

User-agent: *
Disallow: /imagens/
Disallow: /documentos/

Podes ler mais sobre este tópico aqui. E não te esqueças: alguns crawlers poderão não respeitar o teu pedido (especialmente os de cariz malicioso).

2. On-Page SEO (Optimização da página em termos de SEO)

Este aspecto tem uma vantagem e uma desvantagem face aos restantes: é o mais técnico dos 6, mas ao mesmo tempo, é aquele que melhor podes controlar – por outras palavras, triunfar neste campo só depende de ti!

Falar de On-Page SEO é, inevitavelmente, falar de código.

O HTML gerado deve garantir as melhores práticas. Um exemplo é o uso correcto dos elementos HTML destinados ao cabeçalho, conhecidos habitualmente como <h1> ou <h2> (até <h6> – o “h” vem de headings).

O título do teu artigo deve ser sempre o <h1> da página – e deve ter as palavras-chave mais relevantes. A tua página pode (e deve) ter também vários sub-títulos, recorrendo aos <h2> e <h3> sempre que necessário, para orientar o leitor e para que o próprio Google saiba quais os temas principais da tua página.

Hierarquia dos títulos em HTML

Mas não é só aqui que deve constar a palavra-chave. Deve também surgir no URL, no título da página (o famoso elemento <title>) e ao longo do artigo, sempre que considerares pertinente.

Utiliza estas palavras-chave de uma forma natural – não escrevas para máquinas, escreve para humanos – e certifica-te que utilizas variantes e sinónimos sempre que adequado (até porque o farias normalmente ao escrever um texto, certo?).

Não sabes que palavras-chave utilizar? Faltam-te ideias para sinónimos? A Keyword Tool pode ajudar. É a melhor alternativa gratuita que conheço ao KeyWord Planner, uma solução da Google só disponível para quem tem campanhas AdWords a decorrer.

Keyword Tool

Outra coisa que talvez devas saber, é que o Google privilegia conteúdos longos. Esta é uma espécie de “confirmação oficial”, e na realidade muitos testes confirmam que páginas com um maior número de palavras ficam na frente dos resultados devolvidos.

Os artigos longos são também uma boa solução para diminuir a bounce rate, conhecida na nossa língua como Taxa de Rejeição.

Provavelmente já fizeste um bounce antes – foste ao Google, pesquisaste por um termo, clicaste num resultado, e quase de imediato regressaste à página de resultados porque rapidamente te apercebeste que naquela página não estaria a tua resposta.

O Google orgulha-se da sua elevada taxa de satisfação, fruto de apresentar os resultados mais relevantes da Internet – se isto acontecesse muitas vezes, mudarias de motor de busca e o Google perderia o seu monopólio, certo?

Para se proteger, o Google está atento às páginas que protagonizam essas mesmas rejeições, e penalizará aquelas que consistentemente mancham a reputação do motor de busca.

Como podes ver, os bounces estão habitualmente associados a páginas que apresentam um conteúdo irrelevante face à pesquisa – mas nem sempre uma taxa de rejeição elevada é mau sinal, até porque o Google determina esta métrica através das interacções que um utilizador tem com a página… e, às vezes, não é mesmo suposto interagir.

Se o teu site for uma simples landing page, sem links e com um único Call to Action, é natural que o valor seja elevado, sem ser propriamente preocupante.

Ainda assim, podes recorrer a algumas técnicas para baixar a taxa de rejeição, especialmente no caso de quereres aumentar o número de pageviews por visita.

Podes, por exemplo:
– colocar vídeos para aumentar o tempo passado na página do site;
– colocar imagens para que o conteúdo seja mais fácil de digerir e de fazer scroll;
– colocar links para outras páginas do teu site que sejam relevantes, sempre que apropriado, para ganhar pageviews e aumentar o tempo passado no site.

Convém ainda olhares para o Google Analytics, outra ferramenta gratuita da Google, para verificares quais os links da tua página com maior taxa de rejeição – talvez percebas como os podes optimizar (melhorando o conteúdo e adicionando links internos, por exemplo), para garantir que o utilizador não abandona o teu site tão depressa.

3. Link Building (Obtenção de links para o nosso site)

Há quem diga que este é o aspecto mais importante do mundo da Otimização para Motores de Busca. E terei que concordar.

Na maior parte dos restantes factores, consegues controlar o que acontece no teu site. Mas aqui… aqui, dependes mesmo dos outros.

Neste artigo falei-te do PageRank. É um factor que pesa bastante na receita do Google, porque analisa a Internet “lá de cima” e vê como os sites estão ligados entre eles.

Um site com muitos links de outros vai beneficiar de uma melhor posição, porque o número de links é um valor representativo da importância que a página tem num determinado nicho – especialmente se os grandes sites também o recomendarem.

Podes criar um excelente conteúdo. Pode mesmo ser o melhor conteúdo sobre aquele tópico de toda a Internet. Mas se os outros sites não o divulgarem, se o Google não encontra esses links, que no fundo são votos/recomendações, então dificilmente surgirás na primeira página de resultados.

Um conselho inevitável que te posso dar é o de criares relações com outros players da indústria. Isso até poderá acontecer naturalmente, simplesmente por partilhares a mesma paixão que eles e já os conheceres através de fóruns, meetups ou conferências.

Não sendo esse o caso, um simples e-mail a frio ou uma mensagem no Facebook, Instagram ou Twitter poderão também servir para um primeiro contacto.

Mas se calhar, não sabes quais são os players – ou são tantos, que não sabes quais é que verdadeiramente importam. Existem ferramentas que te podem ajudar neste campo, e é isso que vamos ver agora.

MozBar

Houve uma altura em que o PageRank era um valor que todos podiam consultar, para qualquer site. Quanto maior o número de links externos recebidos, maior o valor apresentado.

Isso agora é passado, mas existe uma alternativa – a MozBar, que podes instalar como extensão gratuita para o Google Chrome.

A MozBar faz mais coisas, mas podes reparar que para cada site (ou pesquisa feita no Google) vais ter acesso a 2 números importantes:

  • Page Authority: a reputação daquela página em específico.
  • Domain Authority: A reputação do domínio (o valor deste campo será igual em qualquer página desse domínio).

A MozBar

São valores de 0 a 100, onde é mais fácil crescer de 20 para 30 do que de 70 para 80 – existem mais factores em jogo para a determinação do valor, mas a contagem de links é ponto assente. E sem dúvida que os sites com maior autoridade serão aqueles que melhor te poderão ajudar a subir, se criarem links para ti.

No SEO, é tudo relativo – podes ter uma nota de 30 e ainda assim aparecer em 1º lugar, porque os teus concorrentes têm notas inferiores. Ou podes nem aparecer nas primeiras páginas, porque os teus concorrentes têm sites com valores na casa dos 70.

Outro aspecto que deves ter em conta é que a Moz não é a Google – procura dar-te um indicador baseado em tudo o que sabem sobre o motor de busca (e sabem muito!), mas ainda assim, é apenas o algoritmo deles.

Apesar da importância deste valor, não é garantido que a melhor nota seja o 1º site a ser sugerido – afinal de contas, este é só um factor de ranking, entre muitos outros.

Como esta extensão também funciona na lista de resultados do Google, podes pesquisar por um termo relacionado com o teu site e ver o peso de cada concorrente teu.

Vôos Baratos na MozBar

Concorrente parece-me uma palavra feia neste contexto. 🤔 Vamos chamá-lo antes… possível parceiro. 👍

O que me leva para a próxima ferramenta…

Open Site Explorer

O Open Site Explorer é outra ferramenta fantástica da Moz.

A sua finalidade é muito simples: pesquisas por um site e ficas a saber que sites estão a apontar para lá – e qual a autoridade de cada um.

A título de exemplo, aqui ficam os sites que mais contribuem para o peso do NiT, ao linkarem para lá:

Open Site Explorer

Esta é uma excelente forma de encontrar oportunidades – ficas a conhecer outros sites relacionados com a indústria e que (aparentemente) não têm problemas em criar links para as páginas que merecem.

Podes ver que conteúdos tens que farão sentido divulgar e contactar esses mesmos sites – é natural que recebas muitos “nãos” pelo caminho, mas também ouvirás um “sim” aqui e ali.

Também podes recorrer a uma técnica um pouco mais competitiva (ou agressiva) – podes ver quais são os artigos da concorrência que beneficiam desses mesmos links, criar conteúdos ainda melhores e mostrá-los a quem possa ter interesse em partilhar (ou actualizar as suas referências).

Sim, este é um jogo de migalhas – mas cada migalha conta para subir no ranking.

Não subestimes as comunidades

Praticamente qualquer tópico tem uma comunidade, como por exemplo um fórum. Não subestimes o valor de participar activamente numa comunidade destas!

Não só ficarás a saber questões que a malta tem (que podem ser excelentes pontos de partida para artigos), como poderás ajudar muita gente, publicando o link para um artigo do teu site quando relevante, ou deixando simplesmente o teu site na página do teu perfil.

Se mostrares que és uma figura de autoridade no tópico, que dominas verdadeiramente o tema, não te admires se começares a ganhar mais links e visitas como prémio da tua participação frequente.

Não compres links

Como muita gente sabe que link building é importante, existem muitos sites que te dão a oportunidade de comprares links – ou te pedem um link, em troca de uma transferência de dinheiro.

Aqui entramos no campo do black hat SEO – jogadas de cariz duvidoso, que têm como objectivo beneficiarem-te, enganando o Google.

É tentador, mas a longo prazo o mais provável é que te traga problemas. O Google é muito inteligente, vai ficar cada vez mais e já muitos sites foram severamente penalizados por actualizações ao Google no passado.

Outro termo habitualmente associado a black hat é o das link farms – um grupo de sites que estabelecem links entre si, com o intuito de ludibriar o Google, como que a dizer “olha aqui Google, estes sites recomendam-se uns aos outros!” 👎

Criar links de forma natural dá muito mais trabalho, mas dificilmente te trará problemas no futuro. Afinal de contas, é natural que bons sites recomendem outros no meio dos seus conteúdos.

4. Social Signals (Sinais sociais)

A Google nunca o confirmou oficialmente, mas muitos especialistas crêem que, com o crescimento das redes sociais, páginas com muitas partilhas e gostos sejam beneficiadas – afinal de contas, é uma espécie de voto, da mesma forma que acontece no Link Building.

O melhor conselho que te posso dar será procurares ter uma presença social activa nas principais redes – os meus 10 Mandamentos de Social Media talvez te possam ajudar nesse sentido.

Ainda assim, há algum trabalho de SEO que podemos incluir neste campo. Aqui ficam algumas dicas:

  1. Podes ir ao BuzzSumo ganhar ideias para tópicos que mostram boa performance social, pois são temas que dão maiores garantias de serem partilhados pelas comunidades.
  2. Continuando com o exemplo do site NiT, podes ver aqui quais são os artigos mais partilhados:

    Buzzsumo em acção

  3. Podes ir ao SharedCount ver quantas partilhas/gostos teve um artigo teu (ou de qualquer outro site).
  4. SharedCount em acção

  5. Podes ver como fica o teu artigo quando partilhado indo ao Facebook Sharing Debugger.
  6. Facebook Debugger em acção

  7. Se não gostas da forma como o teu artigo fica quando partilhado, e quiseres alterar os campos ou a imagem de destaque, deves criar/alterar as respectivas meta tags – podes usar este gerador, ou, se usares o WordPress e o Yoast SEO, visitar a secção das redes sociais desse mesmo plugin.

Yoast SEO em acção

5. Page Performance (Velocidade da página)

A velocidade da página é um factor de ranking há já bastantes anos, e com o contínuo crescimento do uso de dispositivos móveis, é provável que este factor ganhe cada vez mais destaque.

Podes ver como o Google “vê” o teu site nesse departamento recorrendo ao PageSpeed Insights, outra ferramenta gratuita que a empresa oferece.

Google PageSpeed Insights em acção

Também podes pedir uma “segunda opinião” numa série de sites, sendo estes 2 os mais populares:

Todos estes sites te darão um relatório com um conjunto de melhorias que podes realizar – algumas bastante técnicas, outras nem por isso.

Aqui, o melhor será falares com um programador, especialmente se se tratar de um site que não é WordPress.

Podes ler este artigo mais detalhado sobre como aumentar a velocidade do teu site, mas aqui fica uma lista de algumas boas práticas:

6. Usabilidade (e bom senso)

O Google começou a penalizar no início deste ano os sites que ocultam a informação que o utilizador pretende com um pop-up ou interstitial.

Google Popup e Interstitial

Este é um excelente exemplo para demonstrar este ponto – se o utilizador pretende aceder àquela informação, porque é que lhe estamos a dificultar a vida?

É um factor complexo para uma máquina julgar, mas serve de lembrete para procurarmos criar sempre conteúdos de acesso fácil para o utilizador.

Outros 2 pontos relevantes para este tópico, também já confirmados oficialmente pela Google:

Sites responsive: garantir que o site é responsive, ou seja, que está preparado para dispositivos móveis, como telemóveis e tablets (podes fazer um teste aqui).

Segurança: garantir que o site tem HTTPS, especialmente se se tratar de uma loja ou de uma aplicação web que requer inserção de dados da parte do utilizador (se tiveres um site WordPress na DigitalOcean, podes ler este artigo para criar um certificado gratuitamente).

Queres ficar a saber ainda mais sobre SEO?

O mundo do Search Engine Optimization está em constante mudança. A melhor forma de andares a par é visitando com frequência os vários sites de referência que existem sobre este tópico.

Este são os que recomendo. Podes também ler este meu artigo sobre a melhor forma de ler na web, para os acompanhares com maior facilidade.

1: Google Search Blog

Não vais encontrar fonte mais oficial do que o blog da Google. Qualquer novidade significativa deverá ser anunciada aqui primeiro.

2: SearchEngineLand

Provavelmente o melhor site para acompanhares as notícias da indústria, com bons artigos de opinião e tutoriais sempre muito detalhados.

3: Moz

O Moz é muito mais do que as (excelentes) ferramentas que oferece para os profissionais de SEO. Tens aqui um blog fantástico, onde muitos especialistas da indústria contribuem com guias e desabafos.

4: QuickSprout e Neil Patel

Neil Patel é um nome incontornável no mundo do Marketing Digital, sendo particularmente forte no SEO. Originalmente, o blog dele era o QuickSprout, mas decidiu investir também noutro blog, com nome próprio, com artigos igualmente valiosos (e disponíveis em várias línguas).

O Neil faz imensos testes todas as semanas, e partilha sempre o que aprendeu com a comunidade. Tem também alguns mini-livros, um podcast, e vários vídeos. Indispensável.

5: ViperChill

Glen Allsopp é um nome menos popular que o anterior, mas é outro senhor que domina o mundo do SEO como poucos. Este blog foi descontinuado, mas continua a ter imenso valor nos arquivos – o Glen agora escreve para um novo site mais virado para case studies, de nome Detailed.com.

Como funciona o Google?

Como funciona o Google?

Como funciona o Google? 1240 700 Bruno Brito

No mundo dos motores de busca, o Google continua na confortável posição de líder indiscutível. Em Agosto de 2017, a invenção de Larry Page e Sergey Brin apresentou uma quota de mercado impressionante: 91% (para teres noção, o Bing, o seu “maior” rival, regista apenas 2.5%).

Em Portugal, este valor atinge ainda maior expressão: 96%.

Assim sendo, falar de motores de busca é basicamente sinónimo de falar do Google.

Se queremos mais visitas ao nosso site, garantir uma boa posição no Google será um óptimo ponto de partida. Mas, para tal, temos primeiro de perceber como é que este motor de busca funciona, certo?

Felizmente, o seu funcionamento não é um segredo de estado. A própria empresa explica as 3 fases aqui, mas neste artigo darei mais detalhes sobre cada uma delas.

Vamos a isto! 👊

Fase 1: Crawling (ou Rastreio)

Fase 1: Crawling

Porquê uma aranha na imagem? Porque o Google, como qualquer outro motor de busca, tem uma spider.

Esta spider (no caso do Google, chamada Googlebot) é um programa que tem uma função muito importante: descobrir novas páginas, e verificar se existem actualizações nas páginas já encontradas. Será ainda responsável por verificar se não surgiram links mortos, ou seja, links que já não vão dar a lado nenhum.

Este processo varia consoante o site em questão – o Google tem um algoritmo que determina a frequência com que vai realizar este trabalho, porque um site que publica dezenas de notícias por dia merece mais atenção do que um blog que só publica um par de artigos por ano.

O Google é muito curioso – sempre que colocares um novo link na tua página, ele adicionará essa página à sua lista de tarefas, para efectuar o crawling assim que possível.

No passado, criavam-se mapas do site (sitemaps) para garantir que todas as páginas eram devidamente encontradas. Hoje em dia, apesar de ainda ser uma prática frequente, o Google já é capaz de encontrar a maior parte das páginas de forma autónoma.

Poderás querer impedir que o Google conheça o teu site – ou, pelo menos, parte dele. Se for esse o caso, deves familiarizar-te com o robots.txt – um ficheiro que basicamente pede a estas spiders que ignorem determinada página/pasta/domínio.

Podes aprender a criar um ficheiro deste tipo consultando esta página ou esta. É importante teres em conta que as spiders podem ignorar o teu pedido, e que o ficheiro robots.txt pode ser acedido publicamente.

Plataformas como o WordPress facilitam este processo – neste CMS, quando estás a criar uma nova instalação, podes colocar um visto em “Discourage search engines from indexing this site” ou ir mais tarde a General Settings > Reading para activar essa opção, e o site passará a ser ignorado pelos motores de busca.

A conclusão até aqui? Se queres garantir uma boa posição no Google, primeiro tens que confirmar que o Google consegue chegar ao teu site (e a todas as suas páginas).

Podes confirmar se o crawling no teu site foi efectuado com sucesso visitando a Search Console, uma ferramenta grátis da Google. Se tiveres fornecido um mapa do site, o mesmo também surgirá aqui. Esta é uma excelente ferramenta para resolver este tipo de questões.

Google Search Console - Crawling

Assumindo que o Google identificou e rastreou o teu site correctamente, é tempo de actualizar o índice, que acontecerá na 2ª fase.

Fase 2: Indexing (ou Indexação)

Fase 2: Indexing

O Googlebot vai processar cada uma das páginas que rastreou, compilando um índice com todas as palavras que encontrou (e a respectiva localização de cada uma) na página.

Aqui, todo o código HTML é investigado – title tags (o título da página), alt tags (as descrições das imagens), heading tags (os títulos e sub-títulos dos artigos) são apenas alguns exemplos.

É importante apresentar código HTML correcto e válido – afinal de contas, o Google é um robô, e será através da análise do HTML que ele entenderá o conteúdo da página.

É igualmente importante pensares nas palavras-chave que achas que os teus visitantes vão utilizar, e garantir que os conteúdos as apresentam de forma natural. Nunca deixas de escrever para humanos.

O Google (ainda) não consegue inspeccionar tudo. Ele é incapaz de reconhecer alguns formatos de ficheiro ou páginas dinâmicas, mas está cada vez mais inteligente – com os avanços no machine learning, um dia é bem possível que seja capaz de entender vídeos na perfeição, e já está muito avançado no reconhecimento de imagens.

A conclusão aqui? Se queres que o Google entenda que o teu site é de “locais que servem bons pastéis de nata em Lisboa”, garante que o teu código HTML está optimizado para tal e que essas palavras (e variações) surgem naturalmente, e com alguma frequência, no conteúdo do teu site.

Fase 3: Ranking (como os resultados são apresentados)

Fase 3: Ranking

Aqui, entramos na fase mais importante – e aquela que destaca o Google dos restantes motores de busca.

Porque é que recorremos ao Google? Porque é um motor de busca que apresenta uma enorme taxa de satisfação – raramente não nos dá o que queremos, e raramente precisamos de visitar mais do que 1 ou 2 resultados para ficarmos com a nossa questão esclarecida.

Às vezes, “até parece que adivinha” – mesmo com palavras-chave algo vagas, ele lá nos apresenta o que realmente pretendíamos. E funciona de uma forma cada vez mais personalizada: os meus resultados poderão ser diferentes de outra pessoa que pesquise pelos mesmos termos, na mesma cidade.

Tal só é possível graças ao super-complexo algoritmo do Google, que entra em acção a cada pesquisa efectuada – devolvendo-nos os resultados que entende que são os mais relevantes para nós.

Na Internet, existem milhões e milhões de páginas – e mesmo que existam mais de 2 biliões de resultados para a palavra “iphone”, ele sabe o que nós queremos.

Ele é mesmo muito bom a ordenar os resultados por relevância. E é isso que nos faz voltar, vezes e vezes sem conta, a este motor de busca.

Talvez estejas a pensar que os resultados da primeira página pagaram para lá estar – e, se disserem “anúncio”, tratam-se de facto em investimentos Google AdWords, como este exemplo:

Exemplo Google AdWords

Podes encontrar 5 anúncios na página de resultados, mas também encontrarás sempre 10 resultados que estão lá… por mérito.

Estes são chamados resultados orgânicos – e é aqui que queres estar.

São estes que recebem grande parte dos cliques, porque as pessoas sabem que o Google coloca em primeiro os resultados que realmente trazem valor.

Mas como é que ele sabe o que apresentar primeiro? Como é que ele sabe que página merece mais?

Conjugando mais de 200 factores. São de todo o tipo, cada um com um peso diferente.

Eis alguns exemplos:

  • Presença da palavra-chave pesquisada no domínio ou no URL;
  • Presença da palavra-chave pesquisada na title e heading tag;
  • Repetição da palavra-chave pesquisada ao longo do conteúdo;
  • Velocidade de carregamento da página;
  • Número de Partilhas da página nas redes sociais;
  • Site com certificado SSL (HTTPS);
  • Site responsive (preparado para dispositivos móveis).

Este último factor, por exemplo, está a ganhar importância rapidamente: em Novembro de 2016, a Google anunciou que deu início a uma série de testes para passar a avaliar a relevância dos sites em mobile, ao invés de desktop.

Se tiveres curiosidade em conhecer os restantes factores, Brian Dean, do conhecido site de SEO Backlinko, lista-os todos (ou quase) neste artigo.

Na grande maioria das vezes, é aqui que um profissional de SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Motores de Busca) se foca mais. Conhecendo os factores, torna-se mais fácil entender como deve melhorar cada site que desenvolve.

O PageRank

Dos 200 factores, dificilmente algum será mais importante que o PageRank. Se já ouviste falar em práticas de link building, é muito provavelmente devido a este factor.

O PageRank mede a importância de uma página baseado no número de links que recebe de outras páginas. Aos olhos do Google, links recebidos simbolizam votos (especialmente se forem de vários domínios diferentes), pelo que uma página recomendada por vários sites estará, em teoria, em melhor posição para surgir mais acima numa pesquisa efectuada.

Naturalmente, nem todos os links valem o mesmo – uma aparição num site de referência na indústria pesará mais do que um blog de um fã pouco influente, porque o primeira apresenta maior autoridade (e o Google sabe-o).

Para o melhor ou para o pior, não podes conhecer a nota atribuída à tua página, pois o PageRank já não é de domínio público. No passado, quando ainda existia a Google Toolbar, podíamos consultar o PageRank de qualquer página.

O Google está também cada vez melhor a combater o spam, pelo que não vale a pena comprares links ou procederes a outro tipo de tácticas de carácter duvidoso – mesmo que não sejas logo “apanhado”, o mais provável é que sofras as consequências mais tarde e que o teu site seja penalizado.

Mais vale dedicares esse tempo (e dinheiro) a criar bons conteúdos e a garantir que outros sites influentes tomam conhecimento desses mesmos conteúdos.

A conclusão aqui? O Google tem um algoritmo incrivelmente complexo para apresentar os resultados mais relevantes para cada pesquisa realizada. Deves conhecer os factores e jogar com eles, mas sem recorrer a atalhos, ou batotas (que, na gíria, se denominam práticas de black hat).

Conclusão

É importante entender como funcionam os motores de busca para conhecer as regras do jogo – só assim conseguiremos trabalhar para melhorar o posicionamento do nosso site no Google.

Nos dias que correm, temos de garantir que o nosso site agrada às pessoas, tanto ao nível do conteúdo, como noutros campos, como a usabilidade, o design e até a performance – um motor de busca sofisticado avalia todo o tipo de factores.

Deves optimizar os teus sites para robôs, porque uma boa posição no Google será muito vantajosa para o teu site se procuras mais tráfego.

No entanto, não te esqueças de colocar sempre as pessoas primeiro – lê o que eu penso sobre o hacking no Marketing – porque a ideia é garantir que os robôs reconhecem o bom trabalho que andamos a fazer para as pessoas, e não correr atrás deles!

Queres saber mais? Então este meu Guia de SEO é para ti!

5 Apps Indispensáveis para Mac

5 Apps Indispensáveis para Mac – Vanilla, Sip, Usage, CheatSheet e Amphetamine

5 Apps Indispensáveis para Mac – Vanilla, Sip, Usage, CheatSheet e Amphetamine 1240 700 Bruno Brito

Este artigo, originalmente publicado em 2017, foi atualizado a 19 de maio de 2020.

No seguimento deste artigo, estou de volta aos screencasts com mais 5 apps merecedoras de atenção para a malta fã de OSX.

Sem mais demora, vamos conhecê-las!

Vanilla

O Vanilla é a melhor alternativa gratuita ao Bartender – uma popular app para OSX, cuja finalidade é ocultar as apps que não precisas na menubar.

Se estiveres num portátil e tiveres muitas apps instaladas, o mais provável será teres a tua menubar “inundada” de ícones – com o Vanilla, podes definir quais é que queres ter sempre disponíveis, e quais é que ficam recolhidas e à distância de um clique.

Uma app que regista, infelizmente, alguns bugs se utilizares vários monitores, mas que não deixa de ser bem mais em conta que a competição.

A versão Pro acrescenta pouco à versão gratuita – permite-te remover definitivamente os ícones que não queres que apareçam e que a app arranque com o OSX.

Atualização (19/05/2020): o Vanilla deixou de funcionar tão bem a partir do macOS Mojave. Podes experimentar o Dozer para uma experiência mais aproximada à do vídeo que publiquei.

Sip

  • Site Oficial
  • Preço: Grátis (versão Pro por $12.29) $10 por dispositivo

Se trabalhas muito com cores, o Sip poderá ser o teu novo melhor amigo. Uma aplicação que reside na menubar e que funciona basicamente como um color picker para qualquer cor que vejas no ecrã.

O Sip guarda todas as cores mais recentes que capturas (óptimo para construir paletas de cores) e converte-as rapidamente no formato que pretendas, como hexadecimal, RGB, CMYK ou HSL.

A versão Pro inclui ainda uma Color Dock, Snapshots, um Color Editor e suporte para a Touchbar. Eu uso esta aplicação e diariamente e nunca senti a necessidade do upgrade.

Atualização (19/05/2020): o Sip deixou de ter uma versão gratuita (apenas a podes experimentar durante 15 dias). Como alternativa, podes instalar o ColorSlurp..

Usage

Mais uma app que fica na menubar e cujo grande objectivo é medir o tempo passado em cada aplicação aberta no teu Mac, para entenderes se estás a ser produtivo e quais são as apps que mais utilizas.

A estatística do dia surge de imediato clicando no ícone da app, mas podes também consultar dias anteriores com facilidade, o total da semana ou até do mês. Uma boa opção para descobrires quais são as tuas apps preferidas!

Esta acaba por ser uma versão simplifcada do RescueTime, outra app que recomendo mas que dá demasiada informação sobre a tua actividade junto ao computador.

CheatSheet

Se acompanhas este blog, já sabes que sou um grande fã de atalhos de teclado.

Esta é uma app que já mencionei nesse artigo, mas que merece destaque por te ensinar os atalhos de teclado de qualquer aplicação que tenhas aberta. Basta premir o botão CMD durante alguns segundos, e rapidamente terás um menu com os atalhos disponíveis.

Amphetamine

Se queres deixar o teu Mac com o ecrã ligado sem estares a mexer no computador, esta é a melhor opção.

No passado utilizava o popular Caffeine, que faz exactamente o mesmo, mas o Amphetamine acrescenta muitas outras funcionalidades.

Podes definir atalhos de teclado, quanto tempo queres que o ecrã fique ligado, ou até condições, como correr apenas enquanto determinada app estiver aberta, ou só enquanto tiveres x% de bateria.

Os melhores Atalhos de Teclado para OSX

Os melhores Atalhos de Teclado para OSX

Os melhores Atalhos de Teclado para OSX 1240 700 Bruno Brito

Aqui fica a minha lista dos atalhos de teclado mais úteis que conheço para OSX.

À semelhança do que fiz recentemente com os meus comandos preferidos de terminal para OSX, tentarei actualizar este artigo sempre que encontrar novos truques que valem a pena divulgar.

Se gostas dos ganhos de produtividade que os atalhos de teclado te dão, não te esqueças de dar uma olhadela também neste artigo.

NOTA: a tecla OPTION equivale ao ALT.

Vamos a isto!

Gestão de Janelas

Comecemos com o básico dos básicos – aqueles atalhos indispensáveis para quem acabou de adquirir um Mac, e vem de Windows. Não te esqueças de consultar os atalhos universais que indico aqui, juntamente com estes 2:

  • CMD + H esconde a janela que está a ser utilizada (mas não a fecha);
  • CMD + Q encerra o programa que estás a usar.

Se quiseres fazer Force Quit numa aplicação que crashou, podes usar CMD + OPTION + ESC para aceder à lista de apps abertas.

Force Quit no OSX

Este é mais rebuscado: podes utilizar CMD + ` para trocar entre várias janelas abertas da mesma aplicação (muito útil para o Finder ou no browser).

Se quiseres maximizar uma janela sem ir para fullscreen, como acontece no Windows, podes premir o OPTION enquanto clicas no botão verde.

Se quiseres aprender um daqueles atalhos inúteis que pode impressionar os teus amigos, sabias que se premires SHIFT enquanto clicas no botão amarelo, minimizas a janela em “super slow motion”?

Com Texto

Utilizo o Sublime Text para tudo o que é texto (estes são os melhores atalhos para esse editor), mas estes são alguns atalhos que funcionarão em qualquer aplicação de texto:

  • CMD + ➡️ ou ⬅️ para ir rapidamente para o início ou fim da linha;
  • OPTION + ➡️ ou ⬅️ para ir rapidamente para o início ou fim da palavra;
  • CMD + BACKSPACE apagará a linha até à posição em que te encontras;
  • OPTION + BACKSPACE apagará a palavra até à posição em que te encontras;
  • SHIFT + CMD + OPTION + V colará o texto que tens no clipboard tirando-lhe toda a formatação, como cores ou tipo de letra;
  • CTRL + CMD + SPACE abre o painel para inserires Emojis.

Painel de Emojis do OSX

Capturas de Ecrã

O OSX é muito superior ao Windows no que toca a tirar screenshots sem precisares de software adicional. Certifica-te que memorizas estes atalhos!

  • CMD + SHIFT + 3 para capturar todo o ecrã;
  • CMD + SHIFT + 4 para capturar apenas uma área que defines;
  • CMD + SHIFT + 4 e depois SPACE se quiseres capturar uma das janelas que tens abertas.

Este último atalho inclui uma sombra bonita na aplicação, como aquela que vês nas imagens deste artigo, mas que podes tirar se premires OPTION enquanto clicas na janela.

Se não quiseres guardar num ficheiro, podes ainda carregar em CTRL juntamente com o atalho para a captura de ecrã, e a imagem ficará no clipboard em vez de ocupar espaço no teu disco.

No Browser

CMD + L para ir para a Barra de Endereços do browser;
CMD + Return para abrir o URL que acabaste de escrever numa nova tab;
CMD + SHIFT + T para restaurar a última tab que encerraste;
CMD + 1 (ou qualquer outro número) para “saltar” para a respectiva tab.

Extras

OPTION + CMD + SPACE abre uma janela do Finder.

CMD + OPTION + CTRL + 8 inverte as cores, assumindo que tens essa opção de acessibilidade activada. É uma espécie de “Dark Mode” que pode dar jeito para leres no browser à noite, por exemplo.

Para a activar, desde o Yosemite que é necessário ir até System Preferences > Keyboard > Shortcuts > Accessibility > Invert Colors.

Invert Colors como atalho de teclado

Por último, para além daqueles atalhos básicos de aumentar/reduzir o brilho ou o volume, há aqui um par de “truques” que vale a pena teres em conta:

OPTION + SHIFT enquanto primes o atalho respectivo permite-te alterar o brilho/volume/luz do teclado em menores quantidades.

Podes premir OPTION enquanto carregas numa tecla de som (Mute, Vol Up ou Vol Down) para aceder ao painel do Som das System Preferences.

Se fizeres o mesmo mas com uma tecla de brilho, irás para o painel de configuração dos Ecrãs.

E, por agora, é isto. Não te esqueças que podes aprender os atalhos de cada aplicação específica com a ajuda da app gratuita Cheatsheet.

Quais são os teus atalhos de teclado para OSX preferidos?

A lista dos melhores Comandos de Terminal para OSX

Os melhores Comandos de Terminal para OSX

Os melhores Comandos de Terminal para OSX 1240 700 Bruno Brito

Para utilizares o terminal, não tens que ser um daqueles nerds dos filmes de ficção científica ou do Michael Bay. E, se quiseres alterar algumas definições do OSX, esta será mesmo a melhor via.

Nos últimos dias, tenho compilado uma lista de comandos que utilizo com frequência, e tentarei actualizar este artigo à medida que encontrar mais.

Podes correr qualquer um destes comandos com a app Terminal que vem pré-instalada no OSX. Eu estou a utilizar o iTerm2 v3, que é grátis e traz alguns extras, mas funcionará exactamente da mesma forma.

Vamos a isto!

Actualizações do Sistema

Sempre que fazes uma actualização ao OSX pela App Store, tens de aguardar alguns minutos até que o sistema esteja pronto a ser novamente utilizado. No entanto, se utilizares estes comandos no terminal, podes continuar a trabalhar e só terás que fazer um restart – a actualização ocorre no background.

Começa por escrever softwareupdate -l para saberes as actualizações que estão disponíveis (está sincronizado com o que surgir na App Store).

Actualizações disponíveis via Terminal

Depois, sudo softwareupdate -i -a descarregará e instalará as actualizações encontradas.

É natural combinar vários comandos, recorrendo ao && – o 2º comando só corre se o 1º for completado com sucesso. Podes então solicitar, numa só linha, um restart automático após a instalação das actualizações, com sudo softwareupdate -ia && sudo reboot.

Se quiseres desligar a máquina em vez de um reboot, sudo poweroff em vez de sudo reboot.

Capturas de Ecrã

O OSX é fantástico para screenshots – raramente precisarás de software adicional. Ainda assim, existem algumas definições que poderás querer alterar:

  1. Queres alterar o endereço das imagens para ~/Desktop? defaults write com.apple.screencapture location ~/Desktop && \ killall SystemUIServer.

  2. As imagens são gravadas como PNG, mas podes alterar o formato – para BMP, GIF, JPG, JPEG, TIFF ou até PDF. Basta colocares a extensão correcta no final deste comando – defaults write com.apple.screencapture type -string "png".

  3. Queres tirar a sombra que surge nas screenshots que surgem quando usas a barra de espaços? defaults write com.apple.screencapture disable-shadow -bool true && \ killall SystemUIServer.

  4. Que tal gravar uma screenshot como JPG após 3 segundos, e abri-la no Preview? screencapture -T 3 -t jpg -P delayedpic.jpg.

Brincando com o Mac

O comando cal mostra o calendário do mês em que te encontras. Queres todos os meses do ano de 2018? cal 2018.

Calendário no Terminal

Podes pedir ao OSX que diga o que quiseres com o comando say. Podes alterar a voz do sistema indo às definições de Acessibilidade. Até podes gravar num ficheiro audio o que quiseres que ele diga, se tiveres o “guião” num ficheiro de texto – say -o audio.aiff -f FILENAME.txt!

Queres descarregar um ficheiro sem abrir o browser? Se souberes o endereço, basta acrescentares curl -O antes do URL.

Se a tua doca estiver a precisar de um restartkillall Dock.

Podes criar um pacote DMG de uma pasta com o comando hdiutil create -volname "Volume Name" -srcfolder /pasta/que/pretendas -ov diskimage.dmg.

Queres gerar uma palavra-passe segura de 20 caracteres e copiá-la para o clibpoard? O LastPass resolvia-te isso, mas este comando também: LC_ALL=C tr -dc "[:alpha:][:alnum:]" < /dev/urandom | head -c 20 | pbcopy.

Gestão de Energia

Queres saber há quanto tempo é que foi o teu último restart? Usa o uptime!

Uptime no Terminal

Queres que o Mac fique “acordado” durante 1 hora? Isso são 3600 segundos, portanto: caffeinate -u -t 3600.

Queres que o ecrã fique desligado após 15 minutos de inactividade? sudo pmset displaysleep 15.

Queres que o computador adormeça após 30 minutos de inactividade? sudo pmset sleep 30.

Velocidade da Repetição das Teclas

De origem, o OSX é algo lento no Key Repeat, e este nem sempre vem activado. Podes ligá-lo com defaults write -g ApplePressAndHoldEnabled -bool false e desligá-lo escrevendo true em vez de false.

O número deste comando vai impactar a velocidade do Key Repeatdefaults write -g KeyRepeat -int 2.

Para onde a seguir?

Se te sentes “em casa” quando estás no Terminal, talvez queiras investigar um pouco mais o que podes fazer por aqui.

Podes começar por este excelente curso gratuito do Wes Bos para aprender a navegar pelas directorias e manipular ficheiros.

Depois, instala o Homebrew, para poderes descarregar todo o tipo de apps mais tarde.

Aqui ficam algumas das minhas aplicações preferidas:

  1. Podes gravar vídeos do YouTube (ou só o audio) com facilidade recorrendo ao youtube-dl.

  2. Se trabalhas muito com WordPress, o WP-CLI vale muito a pena. O mesmo se pode dizer ao Google Font Installer, se quiseres instalar as fonts da Google na tua máquina.

  3. Se gostas de criar GIFs mas queres reduzir a dimensão do ficheiro final, experimenta o Gifify.

Existem centenas de apps disponíveis – esta lista talvez te ajude a encontrar algumas que sejam úteis para o teu caso.

Alguma que recomendes?

3 Razões para Experimentares o novo Opera

3 Razões para experimentares o novo Opera

3 Razões para experimentares o novo Opera 1240 700 Bruno Brito

David Heinemeier Hansson, o famoso programador responsável pela criação da framework Ruby on Rails, sugeriu recentemente que celebrássemos a Web experimentando… outro browser.

Se estás a ler isto, provavelmente estás a utilizar o Google Chrome – e o Chrome é, de facto, um excelente browser. No entanto, têm surgido alternativas interessantes – como o Brave para velocidade, o Blisk para programadores ou o Ghost para quem gere com frequência múltiplos logins, mas para mim, quem tem andado a surpreender é o “velhinho” Opera.

Opera Browser

Para desktop, o Opera está disponível para Windows, macOS e Linux; surgiu há 22 anos, mas nunca gozou do mesmo buzz do que por exemplo o Mozilla Firefox.

Ainda assim, a equipa continuou a trabalhar, e a verdade é que esta nova versão mereceu a minha atenção… e provavelmente merece a tua, também!

Porquê? Aqui ficam as minhas 3 razões.

#1: Messenger e WhatsApp integrado na barra lateral

Se és um dos milhões que utiliza diariamente uma das plataformas de messaging de Mark Zuckerberg, provavelmente darás valor a esta pequena funcionalidade: o Messenger e o WhatsApp ficam sempre ali ao lado, à distância de um clique ou de um atalho de teclado (SHIFT + CMD + M).

Opera com Messenger e WhatsApp na barra lateral

Esta conveniência veio tirar protagonismo ao Franz, a minha app de eleição para messaging até então.

De futuro, espero que o browser passe a permitir a adição de novas redes, como o Twitter ou o Slack.

#2: Ad Blocker instalado de origem

Sou grande fã do uBlock Origin no Chrome, mas não tenho sentido saudades dele desde que activei o ad blocker do Opera.

Opera Ad Blocker

Um bom ad blocker, para além de te ocultar a publicidade, também te deve poupar a bateria e carregar as páginas mais depressa , e este cumpre em todas essas frentes.

#3: Battery Saver

O Chrome era o meu browser de eleição quando estava “ligado à corrente”, mas para poupar a bateria do meu Mac, prefiro o Safari.

Aqui, o Opera acaba por ser um bom meio termo – como é baseado no Chromium, tem uma boa parte do que torna o Chrome interessante, mas é bem mais eficiente – especialmente, se ligares o Battery Saver.

Opera Battery Saver

Esta funcionalidade reduz a actividade nas tabs que não estás a utilizar, pausa plug-ins que não precisas e até animações – muito provavelmente só terás de desactivar este modo se tens por hábito jogar no browser.

Com este modo activado, a empresa promete mais 1 hora de navegação do que noutros browsers. Este teste foi feito em Windows, e acredito que esse valor ainda seja superior em macOS.

Outros pontos fortes

Se nenhum destes argumentos te convencer, provavelmente este browser não é para ti. Ainda assim, aqui ficam outras características que o diferenciam:

VPN integrada (gratuita)

A Opera adquiriu no passado a SurfEasy, uma empresa dedicada ao negócio das VPNs (Virtual Private Networks), e quem utilizar este browser pode optar por activar a VPN de forma gratuita.

Este é, na verdade, um dos principais argumentos do browser (em especial para o mercado norte-americano). Outras pessoas poderão gostar do anonimato que uma VPN traz, mas pessoalmente desconfio um pouco de VPNs gratuitas, pelo que a tenho desactivada.

Picture-in-Picture para a maior parte dos vídeos da Web

Se tens o hábito de ver muitos vídeos enquanto estás online, talvez dês uso ao PiP do Opera – não sendo o único browser a fazê-lo, a verdade é que é o meu favorito para esta função.

Este botãozinho verde faz toda a diferença!

Opera Picture-in-Picture

O leitor é totalmente flexível no redimensionamento, e é excelente para ver um vídeo enquanto estamos, por exemplo, no Messenger.

Opera Picture-in-Picture activado

Algo a ter em conta para os fãs do multi-tasking!

Leitor de Notícias integrado

Não é um leitor de notícias tão robusto quanto o Feedly, mas poderá ser uma boa solução se quiseres acompanhar os teus sites preferidos num só lugar, com acesso destacado na barra lateral.

Ah, e podes adicionar qualquer feed RSS! 😍

Opera News Reader

E são estes os argumentos. O Chrome continuará instalado, claro, mas cada vez o utilizo menos.

E tu, vais dar uma hipótese? Que browser recomendas?

Levoo - Imagem de Destaque

Levoo – a app para evitar as filas nos restaurantes

Levoo – a app para evitar as filas nos restaurantes 620 350 Bruno Brito

Quem trabalha em Lisboa na zona do Oriente, sabe como é doloroso sair do escritório para ir almoçar à 1 da tarde – o Vasco da Gama sempre cheio, sem espaço para sentar, e os restaurantes à volta com filas que chegam a sugar-nos 30 minutos da hora do almoço.

Este sempre foi o principal motivo pelo qual evitei o h3 do Oriente – a fila vai até à rua em dias de sol, tirando toda e qualquer vontade de comer um daqueles excelentes hambúrgueres.

Ainda assim, num dia de loucura optei por entrar e deparei-me com uma publicidade a uma nova aplicação para telemóveis: a app Levoo.

A premissa? “Evite as filas”.

Enquanto saboreava o meu h3 cheese médio-mal com arroz e batatas, procurei saber mais sobre esta marca – visitei o site oficial, vi o vídeo e rapidamente percebi que poderia estar aqui o fim dos meus problemas à hora de almoço! 🥳

Decidi experimentar a aplicação na minha visita seguinte ao h3. Fiz o pedido enquanto estava a sair do escritório, em direcção ao restaurante, e 6 minutos depois…já estava a comer!

Hoje, relato aqui a minha experiência.

1. Instalação da aplicação

Primeiro deves instalar a aplicação no teu iPhone ou Android, visitando a store em questão.

Quando a lançares, o excelente design da app salta de imediato à vista. Para além de ser uma aplicação apelativa esteticamente, verás que não existe “ruído” – é uma aplicação muito intuitiva e directa, que não te faz perder tempo a navegar pelos menus.

Antes de começares, sugiro que te registes, fazendo tap em “Entrar”. Podes dar teu e-mail ou autenticares-te com a tua conta Facebook ou Google, para ser mais rápido.

Levoo - Registo

Pronto! Já podes fazer o teu pedido num dos restaurantes com que a Levoo tem parceria.

2. A lista de restaurantes aderentes

Aqui, é boa ideia teres a localização do teu telefone activa – assim, ele vai logo apresentar-te os restaurantes mais próximos de ti. Também podes inserir o código postal, se preferires.

Actualmente, a lista de restaurantes compatíveis é a seguinte:

No Centro Comercial Amoreiras:

  • h3
  • Slow
  • Noori
  • Prego
  • Selfish
  • SushiCafé

No Saldanha:

  • h3
  • Noori
  • madpizza

No Parque das Nações:

  • h3

Restaurantes aderentes Levoo

Nos próximos meses, a lista ficará mais extensa, a julgar por este pequeno tease.

3. Faz o pedido

Escolhido o restaurante, está na hora de fazer a nossa encomenda.

O que me agradou particularmente é que a aplicação segue o flow do restaurante – se no h3 te perguntam se queres no pão ou no prato, e se é bem ou mal passado, aqui também podes fazer essas escolhas – é tão flexível quanto presencialmente no restaurante.

Levoo - Personalizar Pedido

Outro receio que tinha é que só existisse um “best of” de pratos – mas não, como podes ver nesta imagem gigante, está cá tudo!

A maior parte dos produtos também tem uma pequena descrição: basta fazeres tap se quiseres saber mais.

Levoo - H3 saber mais

Métodos de pagamento

Uma vez feito o pedido, está na hora de pagar – com PayPal ou cartão de crédito, como manda a lei. Também poderás inserir códigos promocionais, se for caso disso.

Aqui, é importante referir que não existem custos ou taxas adicionais face ao pagamento tradicional no restaurante – o que pagarias presencialmente é o que pagas online!

Levoo - Métodos de Pagamento

Assim, não ficas com papéis (a fatura vai em PDF para o histórico dos teus pedidos na app) nem perdes tempo na altura de levantar a tua refeição.

Levoo - Fatura

No futuro, a Levoo terá kiosks de pagamento junto aos restaurantes aderentes, para a malta que prefere pagar com cartão de débito.

4. Levanta o teu pedido

Feita a Compra, receberás 3 notificações:

  1. Quando o pedido foi recebido e a tua refeição começou a ser preparada;
  2. Quando o teu pedido estiver pronto a ser levantado;
  3. Quando já tiveres levantado o teu pedido.

Levoo - Notificações

Quando receberes a 2ª notificação, geralmente 2 ou 3 minutos depois de concluíres o teu pedido, podes dirigir-te até ao “ponto de recolha Levoo” (geralmente junto à caixa) e o tabuleiro será entregue de imediato.

A experiência é tal e qual a anunciada pela marca na sua comunicação: #semfilas ☺️

O que podemos esperar no futuro

A Levoo lançou a aplicação no 2º semestre de 2016 e é seguro afirmar que o futuro é promissor.

A aplicação está muito bem construída, sendo a meu ver uma questão de alargar a sua rede de restaurantes (e área geográfica) e introduzir os novos métodos de pagamentos para alcançar o sucesso mainstream.

Nesta entrevista a Anna Arany, uma das fundadoras, podes ficar a saber mais sobre os planos para este projecto, agora que se mudaram para o Second Home, no coração de Lisboa.

Nos planos está ainda prevista a implementação de um sistema de delivery, deixando de ser apenas uma app para consumo no local ou take-away.

O grande objectivo? Estar na mente de todas as pessoas que fazem transacções num centro comercial ou restaurante. E a julgar pelo arranque, sem dúvida que estão no bom caminho para tal!

Vais experimentar? Descarrega a app para iPhone ou Android!

Melhores atalhos de teclado Sublime Text

Os melhores atalhos de teclado para o Sublime Text

Os melhores atalhos de teclado para o Sublime Text 620 350 Bruno Brito

Apesar da concorrência feroz de editores de texto como o Atom ou o Visual Studio Code, o Sublime Text ainda é o meu grande companheiro quando é altura de programar ou de escrever artigos.

Os motivos principais? O facto de ser tão leve, e as extensões que já tenho instaladas.

O Sublime, à semelhança dos outros editores que referi, é gratuito (a licença permite que o “experimentes” durante tempo ilimitado) e tem uma grande comunidade, que desenvolve um enorme conjunto de extensões e temas que o tornam tremendamente competitivo (estes são os meus packages preferidos para programar e escrever).

Apesar de ser uma ferramenta mais popular entre programadores, a verdade é que qualquer um pode ser muito mais produtivo com a ajuda de um bom editor de texto – se rediges e-mails com frequência, se fazes trabalhos para a escola, se és blogger ou se estás a escrever um livro, este artigo também é para ti.

Sou um grande fã de atalhos de teclado para ganhos de produtividade, e aqui tenciono mostrar-te como o Sublime te pode ser útil, partilhando contigo alguns dos meus atalhos de teclado preferidos.

Os atalhos aqui mencionados são para Mac, mas praticamente todos funcionarão também em Windows (por norma, basta alterar o CMD por CTRL). O Sublime tem alguns atalhos que diferem consoante o sistema operativo, mas não é o caso na maioria dos que listo aqui.

Aqui não vou falar dos atalhos “universais”, como CMD + N ou CMD + S, mas sim atalhos exclusivos do programa. Ainda são bastantes, portanto não te esqueças de ler também este artigo, que te pode ajudar a decorar novos atalhos de teclado com maior facilidade.

Podes também instalar a aplicação gratuita Cheatsheet para teres acesso rápido aos atalhos de teclado de qualquer aplicação do teu Mac.

CheatSheet para Mac

Vamos a eles!

Atalhos para selecções rápidas de texto

1. Para seleccionar várias repetições da mesma palavra: CMD + D

Se há atalho para dominar, é este. Quando premires estas teclas pela primeira vez, seleccionará a palavra em que te encontras. Depois, a cada nova combinação de teclas, seleccionarás mais uma instância do mesmo texto – e como o Sublime suporta selecções múltiplas, poderás depois alterar rapidamente uma palavra/frase, ou escrever algo à frente ou atrás, afectando todas.

Uma espécie de “Find & Replace”, mas mais imediato e só para as instâncias que quiseres.

Queres saltar uma palavra pelo caminho? Não há problema: basta premires CMD + K para ignorar a última selecção que fizeste e passar para a próxima.

2. Para seleccionar várias linhas: ALT + clique

Para este atalho vais precisar da ajuda do rato – uma das grandes características do Sublime, como pudeste ver na dica anterior, é a selecção múltipla. Com este atalho, podes seleccionar uma série de linhas ao mesmo tempo (e nem tem que ser necessariamente ao início), afectando depois todas.

Podes também realizar selecções múltiplas onde bem entenderes, recorrendo ao CMD + clique.

Por fim, se quiseres poupar a viagem ao rato, podes seleccionar várias linhas normalmente com a tecla SHIFT em conjunto com ou , e depois premir SHIFT + CMD + L para colocar um cursor de seleção no final de cada uma dessas linhas.

3. Para seleccionar uma linha inteira: CMD + L

Podes escrever um texto com várias linhas, mas enquanto não fizeres um parágrafo, o Sublime vai encará-lo como só uma linha – seleccioná-la por inteiro é facílimo.

Se for para apagar a linha, podes recorrer directamente ao CTRL + SHIFT + K.

4. Para seleccionar todo o conteúdo na mesma linha de indentação: CMD + SHIFT + J

Se programas, estarás habituado a indentar o teu código – este é um óptimo atalho para rapidamente seleccionares tudo o que estiver ao mesmo nível de indentação.

5. Para seleccionar todo o conteúdo dentro de uma tag: CMD + SHIFT + A

Este é também dirigido aos programadores: se queres rapidamente seleccionar todo o código HTML dentro de uma div, por exemplo, basta premir esta combinação de teclas.

Manipulação rápida de texto

1. Para cortar/copiar linhas inteiras: CMD + X / C

Aqui, não estou a falar do copy/paste habitual. Se não seleccionares nada e premires este atalho, o Sublime vai cortar ou copiar todo o conteúdo da linha para o teu clipboard. Parece insignificante, mas faz toda a diferença!

2. Para duplicar uma selecção de texto: SHIFT+CMD + D

Se a tua ideia com a dica anterior é a de duplicar texto, então mais vale este atalho. Muito útil para duplicar pedaços de código HTML, por exemplo.

3. Para envolver uma selecção de texto numa tag: CTRL + SHIFT + W

Quando estamos a programar, é frequente repararmos que faltou colocar uma tag HTML antes e depois de determinado pedaço de código – algo que deixa de ser um problema com este atalho, apesar de não o considerar o mais prático para as mãos.

Esta combinação de teclas vai encapsular tudo num <p> por predefinição.

4. Para passar uma linha de texto para cima: CTRL + CMD +

Este é um dos meus favoritos – podes facilmentar passar uma linha para cima ou para baixo recorrendo a este atalho, juntamente com o seu amigo CTRL + CMD + .

5. Para converter todo o texto para upper case (letras maiúsculas): CMD + K, CMD + U

Esta combinação de teclas, em sucessão, rapidamente passa uma selecção de texto para letras maísculas.

Se queres alterar tudo para lower case (letras minúsculas), podes usar o CMD + K, CMD + L em sucessão. Tens ainda outras opções se fores ao menu, a Edit > Convert Case.

Outros atalhos úteis do Sublime

1. Para navegares rapidamente entre os ficheiros: CMD + P

Um dos atalhos que usarás com maior frequência se estiveres a editar vários ficheiros em simultâneo – o atalho contempla não só os ficheiros já abertos, mas todos os que existam na pasta onde estiveres a trabalhar, se a tiveres arrastado para o Sublime.

Se pretendes aceder a opções do Sublime ou mesmo de algum package, o CMD + SHIFT + P é amigo.

2. Para apresentares ou ocultares a barra lateral: CMD + K, CMD + B

A barra lateral é muito útil, mas com o atalho de cima não a vais utilizar tanto e o espaço extra pode vir a dar jeito – esta combinação de teclas, em sucessão, exibe ou recolhe a barra lateral.

3. Para dividir a janela do Sublime em várias colunas: CMD + ALT + 1 / 2 / 3 / 4 ou 5

Se tiveres um monitor grande, ou simplesmente precisares de comparar 2 ficheiros lado a lado, este atalho divide o Sublime em 2, 3 ou 4 colunas – premindo a tecla 5 ficas com uma grelha.

Conclusão

Como vês, um bom editor de texto como o Sublime, quando bem dominado, pode ser muito útil para qualquer pessoa que escreve regularmente. E se algum atalho te está a faltar, podes ainda editar as Key Bindings do programa e personalizá-lo ao teu gosto.

Esqueci-me de algum? Qual é o teu atalho de teclado preferido do Sublime?

Dicas e Apps para Escrever Melhor

Dicas e Aplicações para Escrever Melhor

Dicas e Aplicações para Escrever Melhor 1240 700 Bruno Brito

Se o teu trabalho exige que escrevas com frequência, certamente saberás como pode ser difícil transformar uma ideia em palavras. Escrever é realmente uma arte, especialmente se procurares ser sempre conciso nos teus pensamentos.

“I didn’t have time to write a short letter, so I wrote a long one instead.” – Mark Twain

Mas, como nem todos somos artistas, existem várias aplicações que te podem ajudar. Algumas, infelizmente, só te serão úteis se escreveres frequentemente em inglês – mas, ainda assim, é bom entender como funcionam, porque são técnicas que poderás depois aplicar em qualquer idioma.

E é precisamente por aí que pretendo começar – antes das apps que te ajudarão a escrever melhor, vamos a alguns conselhos práticos.

Algumas dicas para melhorar a escrita

Sempre que começo a escrever algo para a Web (quase sempre em Markdown), considero vários factores.

É importante ter em conta que as pessoas não lêem no portátil como lêem um livro do Harry Potter. Neste ambiente, enfrentas todo o tipo de concorrência das outras tabs e aplicações abertas, e um leitor com a atenção cada vez mais reduzida.

Outra questão pertinente é que a maior parte dos leitores scaneiam o conteúdo – mesmo que alguém goste do teu trabalho, o mais provável é que apenas leia cerca de 20–25% do teu artigo. Ouch!

O que me traz para a primeira dica, que é provavelmente a mais importante…

Facilita ao máximo a leitura

Sempre que possível, utiliza headings e sub-headings para dividir o teu conteúdo, com as tags <h1>, <h2> e <h3> (podes ir até às <h6>). Por norma só deves ter um <h1> por artigo, utilizando depois os respectivos descendentes para organizar o conteúdo.

Headings com o exemplo de Marketing Digital

Para além de uma boa prática de SEO, estarás a dar ao leitor uma ideia da secção em que se encontra, para se situar.

Outras ideias que deves ter em conta:

  • utiliza o itálico para criar um tom conversacional;
  • utiliza o negrito sempre que queiras destacar o que é importante;
  • utiliza listas (como esta) para facilitar a digestão de informação – idealmente, do ponto mais curto para o mais longo.

Pelo caminho, se conseguires acrescentar ainda algumas imagens e vídeos relevantes, melhor. E porque não emojis? 🤔

Outra coisa que gosto de fazer quando termino os meus artigos é fazer zoom out no editor de texto, para analisar a sua “forma” – confirma que os parágrafos não são muito extensos e que o texto respira, tendo em conta as dicas referidas acima.

Escreve música

Igualmente importante será alternares parágrafos longos com curtos, para criar algum ritmo.

A razão? Lê este excerto do livro 100 Ways to Improve your Writing de Gary Provost e vê lá se não concordas com o autor.

Gary Provost - Write Music

Escreve para crianças, não para licenciados

Ao início, procurava utilizar as palavras mais caras que conseguia – para mostrar que dominava a língua portuguesa, e porque pensava que existia uma relação entre palavreado caro e ser-se um bom escritor.

Não podia estar mais errado.

É possível que tenhas de usar termos altamente complexos se estiveres a falar de engenharia aeroespacial ou quiseres (propositadamente) filtrar (ou alienar) parte dos teus leitores.

Mas se queres falar sobre marketing, nutrição, desporto ou tecnologia, não faz qualquer sentido deixar pessoas de fora.

Em suma, quanto mais acessível for a tua linguagem, melhor.

Se uma criança de 10 anos perceber o teu texto, terás muito maior sucesso do que se restringires a tua peça aos licenciados de 25.

Existem testes de legibilidade que actuam precisamente sobre isto; avaliam o bloco de texto e, consoante a nota, determinam o grau de escolaridade recomendado para a leitura.

Talvez já tenhas ouvido falar no índice de Flesch da facilidade de leitura, ou no grau de escolaridade Flesch-Kincaid.

São 2 tipos de teste diferentes, mas acabam por ter em conta os mesmos parâmetros – o número de sílabas/palavras presente em cada frase.

Este tipo de testes é algo que praticamente todas as apps aqui referidas têm em conta.

Vamos então conhecer as apps!

Só te peço um favor:

NÃO VIVAS OBCECADO COM ESTAS MÉTRICAS!

Ao final do dia, é uma máquina que está a ler o teu texto! Podes e deves ter o seu feedback em consideração, mas não lhe dês a última palavra.

#1: Writefull (OSX, Windows e Linux)

Se só te pudesse recomendar uma aplicação da lista, o Writefull seria sem dúvida a eleita.

Esta é uma aplicação que dá bastante jeito ter à mão quando estás com dúvidas ou procuras sinónimos para alguma palavra.

O que se faz neste tipo de situações? Vai-se ao Google. Bom, esta app vai por ti.

O Writefull acede a 4 serviços Google para te dar resultados:

  • o famoso motor de busca;
  • o Google Books (apenas livros em Inglês);
  • o Google News (fontes de notícias, em 35 idiomas);
  • o Google Scholar (papéis académicos, em 9 línguas).

E o que podes então fazer com esta aplicação? Ora vejamos:

  • Verificar o número de ocorrências de um termo;
  • Comparar o número de resultados para 2 termos, utilizando vs (ex: variado vs diverso)
  • Encontrar palavras para completar a frase no contexto, utilizando _ (ex: dar a _ à palmatória)
  • Encontrar sinónimos no contexto, utilizando * antes e depois da palavra (ex: *beautiful*) – este modo só funciona no Google Books, logo só em inglês.

Esta é uma app gratuita e está disponível para os principais sistemas operativos – no vídeo abaixo ficarás com uma melhor ideia de como funciona.

#2: Cleartext (OSX)

Esta criação do programador Morten Just tem uma premissa muito simples: só te permite utilizar as 1000 palavras mais frequentes da língua inglesa.

O objectivo? Tornar o texto mais fácil de ler e acessível à grande maioria da população.

A aplicação (gratuita) é um simples editor de texto (que até pode ficar full-screen) que não te deixará avançar enquanto não alterares uma palavra que ele não reconhece por algo mais acessível.

Esta app não te dará jeito para textos muito técnicos (ou que não sejam em inglês), mas não deixa de ser um bom exercício para garantir que tentas ser o mais claro possível nas tuas afirmações.

Cleartext

#3: Grammarly (Browser, OSX e Windows)

Esta aplicação é das mais populares do género, mas provavelmente a que utilizo menos. A razão? Só tirarás todo o partido se pagares uma mensalidade de, no mínimo, $11 por mês (se escolheres o plano anual).

O Grammarly tem uma extensão para o Chrome e até versões específicas para o Microsoft Office, e é um corrector ortográfico muito inteligente, porque analisa o contexto da tua frase e percebe se usaste a expressão errada. Vai também avaliar a tua escolha de palavras, a densidade de palavras na frase e a pontuação utilizada.

Terás de te registar para a utilizar e cuidado porque eles são SUPER agressivos no e-mail, para te tentar persuadir a passar para o plano pago.

A aplicação tem ainda uma componente anti-plágio, comparando o texto com uma base de dados de mais de 8 biliões de páginas web.

É uma solução bastante completa para o género, mas só suporta a língua inglesa e o seu preço pode ser considerado proibitivo para muita gente – não deixa de ser uma boa opção se tudo o que precisas é de um bom corrector ortográfico de inglês na web.

#4: Hemingway Editor (Browser, OSX e Windows)

Esta é uma boa alternativa gratuita ao Grammarly, oferecendo um conjunto de sugestões bem pertinentes, como um alerta para o uso da voz passiva ou a indicação de que determinada frase é demasiado complexa para ler.

Hemingway App

Infelizmente, só poderás contar com esta aplicação para textos em inglês.

#5: Expresso (Browser)

O Expresso não é a melhor app para sugestões, mas fornece uma análise bastante detalhada a nível estatístico, como número de frases ou de sílabas e a percentagem de substantivos ou verbos.

Gosto particularmente da secção Metrics, que não só explica o que a aplicação tem em conta, como acaba por servir de guia para escrevermos melhor.

Expresso App

Conclusão

Como vês, aplicações não faltam. Têm, no entanto, funcionalidades bastante similares e estão, por agora, mais orientadas para o mercado de língua inglesa.

Se escreves noutros idiomas, fica-te pelo Writefull e faz um esforço por criares conteúdos fáceis de digerir. A malta agradece!

Como Conseguir Emprego em Marketing Digital

Como Conseguir Emprego em Marketing Digital

Como Conseguir Emprego em Marketing Digital 620 350 Bruno Brito

Uma das perguntas mais frequentes que recebo dos meus alunos de Marketing Digital, especialmente no 3º ano, é a inevitável questão sobre trabalho.

As notas na licenciatura foram boas, se calhar até já fizeram um ou outro estágio de verão, mas a pergunta persiste:

Como arranjo emprego em Marketing Digital?

Esta foi a principal motivação para escrever este artigo. Um texto mais virado para os recém-licenciados, é certo, mas que no fundo se pode aplicar a qualquer pessoa que procure um emprego em Marketing e, com o devido ajuste, qualquer pessoa que procure trabalho, ponto.

Naturalmente, não sou nenhum especialista em Recursos Humanos e no mundo dos empregos não há uma fórmula 100% eficaz, que agrade a todas as pessoas que estejam do outro lado.

Podes estabelecer 50 contactos com as dicas que refiro aqui e não obter nenhuma resposta, enquanto que outra pessoa pode enviar um e-mail de uma linha e obter feedback positivo.

Ainda assim, quero acreditar que estas palavras poderão ser úteis para ti e que a maior parte das pessoas responsáveis pelo recrutamento terão um pouco de bom senso e valorizarão quem merece! 😉

NOTA: os conselhos aqui mencionados são para encontrares um emprego por conta de outrem. Se procuras algo por conta própria/freelancer, sugiro que leias este artigo.

O principal Objectivo

O principal Objectivo

Antes de irmos mais longe, convém entender qual o objectivo quando entregas um CV ou envias um e-mail.

O objectivo final é conseguires um emprego para trabalhares nessa empresa e ganhares dinheiro ao fim do mês, é certo, mas não é expectável que aconteça numa primeira interacção.

Assim sendo, o verdadeiro objectivo será só um: seres contactado para uma reunião. Um pé na porta, no fundo. A partir daí, já há algum investimento e já tens alguma margem de manobra.

As empresas recebem centenas de respostas a qualquer candidatura que colocam, mas aqueles que convidam para uma reunião (ou entrevista, se preferires) geralmente contam-se pelos dedos de uma mão. Não há simplesmente tempo (e provavelmente vontade) para conhecer toda a gente!

Se chegares a esta shortlist estás no bom caminho para o sucesso – deixas de competir com 400, para competir com 5 ou 10.

Assim sendo, é aqui que terás de aplicar a maior parte do teu esforço, certo?

Vamos lá então começar pelo fundamental para maximizar as tuas hipóteses.

Como Como Conseguir Emprego - #1: O Básico

#1: Os Básicos

Aqui vou falar daquilo que é comum constar numa primeira abordagem. O curriculum vitae, a carta de apresentação, esse tipo de elementos.

Se queres mesmo um trabalho naquele sítio, provavelmente não te deves ficar por aqui… mas é o que a maior parte das empresas está à espera (muitos até o exigem) e terás que falar a língua deles.

Mas antes de falarmos nisso tudo, vamos virar-nos para a oferta de trabalho em si – assumindo que não estás a pensar numa candidatura espontânea, claro está.

A Oferta de Trabalho 📋

Andavas a fazer a tua ronda pelos sites de empregos do costume e encontraste algo que te interessou particularmente – ou um amigo enviou-te e disse “tem a tua cara”, e tinha razão.

A Oferta de Trabalho

É tempo de agir: mas antes de enviares aquele e-mail automático que já tens em rascunho com o CV anexado, perde algum tempo a ler a oferta devidamente e responde a estas questões:

  • cumpro todos os requisitos?
  • consigo entender como posso ser uma mais-valia para a empresa?
  • fiquei com alguma dúvida depois de ler a oferta?

Em Portugal há o triste hábito de se pedir “o mundo” a um recém-licenciado (experiência profissional prévia, x anos de conhecimento em y, carta e carro), quando muitas vezes não é necessário metade.

Se for um anúncio desses, terás de jogar com o teu bom senso e entender se cumpres o essencial para, pelo menos, tentares a tua sorte.

É verdade que verás com muito melhores olhos uma candidatura redigida com bom-senso, mas se não for o caso, é importante que sigas em frente na mesma, se te sentires à altura.

Vamos então tratar da resposta. Agora sim, podes abrir o Gmail.

O E-mail de Apresentação 📨

Na maior parte dos casos, esta vai ser a primeira mensagem tua que a empresa vai ler. Estás a sentir a pressão?

O Gmail tem uma funcionalidade engraçada que são as Canned Responses – textos que ficam gravados para poderes voltar a usar mais tarde.

São muito úteis para aquelas mensagens genéricas de serviço ao cliente, por exemplo, mas SER GENÉRICO NÃO É O QUE QUERES AQUI.

Sobressai!

Lembras-te dos requisitos da oferta de trabalho, que cuidadosamente leste no passo anterior? São pistas.

Quando estás com os teus amigos da bola, falas de futebol, certo? Então aqui vais falar o idioma deles, e enviar um e-mail a explicar porque é que é cumpres o ponto x, y e z.

Se cada oferta de trabalho é diferente, a tua candidatura também deverá ser diferente.

Adaptar o produto ao consumidor, não é isso? Vá, não sejas preguiçoso. Queres isto ou não?

Pontos extra se fizeres alguma research e utilizares o mesmo tom da empresa – se é um grupo jovem e informal, não tens de começar o e-mail com “Exmo. Senhor” – mas sê sensato e não te ofereças já para lhes pagares um copo no Bairro, pelo menos para já.

Desta forma, vais mostrar que leste a oferta, que sabes perfeitamente ao que te estás a candidatar e que consegues traduzir o teu know-how para os bullet-points que eles procuram – assim, fica a papinha toda feita.

Assumindo que o teu e-mail cumpriu o seu propósito, as pessoas responsáveis pelo recrutamento abrirão os anexos – o que nos leva para o passo seguinte.

BTW, podes sempre saber se o teu e-mail já foi aberto, recorrendo a uma app como o MailTrack.

A Carta de Apresentação 📝

Este passo é opcional, a não ser que na candidatura te peçam para redigir uma. Podes sempre inserir alguns destes tópicos no e-mail de apresentação e saltar este passo.

Aqui, novamente, o meu conselho passa por não utilizares a mesma carta para todos os empregos.

Ao redigir esta carta, considera os seguintes pontos:

  • Trabalho de Casa: investiga um pouco (vê as redes sociais, por exemplo) e analisa a cultura da empresa e tom utilizado;
  • Apresenta-te: explica o “porquê” de estares a concorrer e o que aprecias na empresa em questão;
  • Mostra o teu valor: explica de que forma serás útil à empresa (não procures ser humilde desnecessariamente, afinal de contas tens que te vender nesta fase)
  • Cria um Call to Action: fornece os teus contactos e tenta fechar uma reunião. É o teu objectivo, lembras-te?

Agora sim, vamos para o mítico CV.

O Currículo (ou Curriculum Vitae) 🙏

Este é, habitualmente, o elemento que se atribui mais importância, para o bem ou para o mal.

A minha opinião sobre um bom CV será diferente da tua e provavelmente, da pessoa que te vai contratar. O meu conselho será mostrares o teu currículo a várias pessoas, de diferentes idades e backgrounds, e encontrar algo que reúne algum consenso.

Outra questão vai para o design – pessoalmente, odeio o “formato Europeu” (ou Europass) e infelizmente é necessário para algumas ofertas. Mas enquanto profissionais de Marketing, sinto que nos devemos diferenciar em tudo – e, claro, o aspecto do CV é algo que a meu ver deve saltar à vista.

Se tens jeitinho com Photoshop/Illustrator, ou conheces alguém que tenha, elabora algo fácil de ler, com um tipo de letra agradável, e um esquema de cores à maneira.

Sim, eu sei que não és designer, mas se recebesses 100 CVs a preto e branco a dizerem essencialmente todos o mesmo e te aparecesse isto lá pelo meio, qual é que preferias ler primeiro?

CV Behance

Existem dezenas de templates gratuitos por aí e podes sempre ir ao Pinterest, ao Dribbble ou ao Behance buscar inspiração. Certifica-te é que não ficas com um PDF de 10 MB, porque algumas caixas de correio não vão gostar.

Relativamente ao conteúdo, o que deve constar provavelmente já sabes, mas só para estarmos alinhados:

  • Informação Pessoal: nome, e-mail, telefone, foto de perfil;
  • Sumário (e destaques na carreira): resumo de competências e experiência;
  • Formação: curso, estabelecimento, duração e competências adquiridas;
  • Experiência profissional: título do cargo, empresa, tempo, descrição;
  • Competências Especiais: TUDO o que possa ser uma mais-valia.

Se conseguires quantificar as experiências, melhor. Ou seja, algo deste género

No estágio de 3 meses no Banco Z, fiz mais de 400 telefonemas a clientes a apresentar novos produtos e encaminhei mais de 50 clientes por dia das filas da caixa para os canais diretos, onde ensinava a usar o Serviço X e o Serviço Y.

Organizei cerca de 30 processos de pedidos de crédito e propus uma metodologia que permitia poupar 20% de tempo na organização dos processos.

Números passam sempre melhor a mensagem e mostram que és orientado para resultados. Usa-os sempre que possível.

De seguida, já sabes o que vou dizer – não deves utilizar o mesmo currículo para todas as ofertas.

Se cada empresa procura competências e experiências diferentes, tu deves pensar no que já fizeste na tua vida e adaptar-te à candidatura.

Se já acumulaste bastantes experiências profissionais, não despejes todas. Pensa naquelas que realmente fazem sentido para a oferta – é melhor um CV curto e fácil de ler, do que algo épico com 4 páginas, onde 3 são irrelevantes.

Se não tens experiência profissional na área, não desanimes. Se pensares um pouco, certamente encontrarás algo que possa ter um paralelismo com o que procuram.

Transferable Skills

Pensa nas transferable skills – competências que poderás transferir de um emprego para outro, como a capacidade de liderança, resiliência, autonomia ou proactividade. São palavras algo cliché, é verdade, mas toda a tua experiência passada acumulou pontos nestes tópicos e deves aproveitá-la como tal.

Se calhar foste Delegado de Turma, Presidente da Associação de Estudantes ou estudaste piano durante 10 anos. Aprendeste algo relevante pelo caminho, portanto não sejas tímido e conta a tua história no CV!

O Telefonema de follow-up 📞

Enviaste o e-mail, verificaste que foi lido mas não recebeste feedback. No news are bad news, pensas tu.

É aqui que o telefonema de follow-up te pode dar jeito. Basta ligares para o número da sede, pedir para falar com a responsável dos Recursos Humanos (muitas vezes a Oferta de Trabalho até tem o nome da responsável) e perguntar, cordialmente, se teve oportunidade de ver a tua candidatura à posição x.

Vais ficar admirado com o número de vezes em que a resposta é algo deste género:

Ainda não começámos o processo, está atrasado porque a minha superior está de férias, mas já agora dê-me o seu nome para garantir que o recebi.

Ou seja, para além de ficares com a resposta e acalmares a tua curiosidade, ganhas um bilhete para passar para a frente da fila na Loja do Cidadão. Nada mau!

Por norma, é boa ideia pensares neste telefonema se durante 4–5 dias não tiveres novidades da empresa.

Como Como Conseguir Emprego - #2: A tua Marca Pessoal

#2: A tua Marca Pessoal

OK, até aqui falámos de coisas que se podem aplicar a praticamente qualquer indústria ou cargo de trabalho. É tempo de passarmos aos detalhes – afinal de contas, somos de Marketing Digital!

Mostra que Dominas 🗣

E aqui estou a falar de Marketing de Conteúdos, do qual como deves saber, sou grande fã.

Imagina que estás à procura de uma nutricionista. Recebes 2 respostas: ambas dizem que são profissionais da área há 5 anos, mas uma tem um blog.

Passas por lá e vês que a pessoa está atenta às notícias da indústria, que partilha os seus conhecimentos com os seus leitores e que gosta verdadeiramente do que faz. Qual é que te deixa mais confiante?

A outra profissional podia ser igualmente competente – mas esta mostrou-te que domina.

Se adoras SEO, Redes Sociais ou E-mail Marketing, prova-o! Sim, escrever dá trabalho – mas estás a contribuir para a comunidade, a aumentar a tua awareness e a mostrar que és uma boa aposta para qualquer empresa.

Os benefícios são claramente superiores aos custos.

Como criar um blog no DigitalOcean

Escrevi este guia sobre como podes criar um blog, mas podes começar por algo tão simples como escrever artigos no Medium, no LinkedIn Pulse ou até no Blogger.

Gere a tua reputação online 👀

Hoje em dia, uma boa parte de nós partilha a sua vida nas redes sociais e muita gente dos RH faz um pequeno background check para recolher mais informação sobre um candidato.

Talvez seja boa ideia pesquisares pelo teu nome no Google e ver o teu perfil nas várias redes sociais em modo incognito (ou navegação anónima) e confirmar que não aparece “aquela” noite que tiveste com os teus amigos, ou aquela publicação sobre política algo controversa.

Bruno Brito no Google

A partir do momento em que estás em candidaturas, recomendo fortemente que reflictas antes de “desabafar” no Facebook. Também será boa ideia reveres os teus últimos conteúdos.

Não tens de passar a ser uma pessoa super-aborrecida nas redes, nem mudar de identidade de um dia para o outro, apenas garantir que não tens algo demasiado polémico que comprometa a tua contratação – a não ser que essa polémica faça parte da tua estratégia.

Se quiseres utilizar as redes sociais para partilhares artigos que mostram que andas atento às novidades, podes sempre seguir os meus 10 Mandamentos de Social Media.

Não largues os teus hobbies 🎹

Mesmo que não tenham nada a ver com Marketing, será boa ideia continuares com os teus hobbies.

Posso-te dar o meu exemplo pessoal: sou praticante de Wrestling há imensos anos, e professor na academia do WrestlingPortugal há 9. É algo que adoro e que tenho muito orgulho em pertencer.

Para além de ter mostrado algumas das já referidas transferable skills, como a capacidade de liderar um grupo, a disciplina que esta prática confere e a persistência/resiliência depois de todos estes anos, é um tópico que é SEMPRE abordado nas entrevistas – e que sempre me favoreceu face aos restantes.

Para além disso, este hobby permite-me conhecer todos os anos pessoas interessantes, praticantes ou não, que de outra forma nunca se cruzariam comigo. E isso traz-me para o tópico seguinte.

O Networking 🍻

Existem dezenas de fóruns, grupos do Facebook, conferências de Marketing Digital como o ClickSummit (da qual já fiz parte) e meetups de Marketing Digital um pouco por todo o país (não acreditas? Procura aqui).

Meetup - Marketing

Não há melhor forma de melhorares as tuas competências do que falares com outras pessoas que partilham a mesma paixão que tu – ficarás a conhecer novas formas de fazeres as coisas e entrarás num círculo que te deixará mais atento às mudanças na indústria. E, se mostrares que tens conhecimentos, é normal que te convidem para integrar em projectos pelo caminho.

Como Conseguir Emprego - #3: A Milha Extra"

#3: A “Milha Extra”

Pensavas que já tinha acabado? Se leste este artigo até aqui, sinto que já estarás em boa posição para qualquer oferta de emprego que surja.

No entanto, ainda tenho mais umas palavras para ti.

Este último tópico é aquele que separa os bons dos muito bons. Aqueles que “até queriam o emprego” daqueles que não vão parar até conseguirem aquela cobiçada posição, naquela empresa específica.

Vou contar-te um segredo. Sabes, a malta do Marketing está mal habituada. Na nossa indústria, não é normal termos entrevistas técnicas (como os programadores), nem termos de apresentar portefólio, como por exemplo os designers.

Aparecemos na reunião, contamos a nossa história, dizemos que passámos 1 ano aqui e outros 2 ali e ficamos à espera que o telefone toque. E, muitas vezes, é suficiente.

Mas podes andar “a milha extra”. Ir mais longe do que é esperado. Porque se fores mais longe que os outros, tens melhores hipóteses, certo?

Eis uma história directamente do meu baú. Quando tinha 19 anos, fiz o meu primeiro CV, imprimi-o e coloquei-o dentro de uma garrafa de vidro de Coca-Cola. Tinha terminado o 1º ano de Publicidade e Marketing, e queria começar a trabalhar. Foi um bocado como esta imagem, mas muito menos épico.

Mensagem numa Garrafa

Na altura já adorava computadores e então dirigi-me a uma loja conhecida, para entregar essa garrafa pessoalmente. “Para darem ao chefe”, disse eu.

O telefone tocou nessa mesma tarde. O chefe quis-me conhecer, porque não estava habituado a este tipo de abordagens. Disse-me logo que provavelmente não iria ficar com o trabalho, porque queriam alguém com experiência de vendas e de caixa, mas queria pelo menos conhecer-me para me recomendar ao escritório do Marketing da empresa, para quando surgisse uma vaga. O tal pé na porta.

No mundo digital, há muitas maneiras de realizares este esforço adicional. Quanto melhor conseguires provar que trarás resultados (e dinheiro) à empresa, melhor.

Com esse raciocínio em mente, aqui ficam algumas sugestões. Se, para a marca em questão, queres…

  • Gerir a presença nas redes sociais, cria uma página de fãs desse tópico e mostra que sabes escrever, que gostas de gerir comentários e que consegues ter conteúdo infinito sobre esse tema.

  • Fazer e-mail marketing, cria uma conta no Mailchimp e elabora alguns exemplos de auto-responders, de comunicados a anunciar novos produtos, ou newsletters de content curation.

  • Gerir o blog, cria tu próprio um pequeno blog que fale sobre essa indústria e mostra que te interessas sobre essa indústria e tens algo a dar à comunidade.

  • Tratar de todo o SEO, faz um pequeno relatório em que analisas o site e mostras as várias oportunidades perdidas da empresa.

Percebes a ideia? O objectivo é ir mais longe que toda a concorrência. Se isto não fizer barulho no escritório, nada fará e, sinceramente, também não te merecem.

Considerações finais

Neste artigo tentei evitar aquilo que considero “o óbvio”. Pontos como estes:

  • Chegar a horas à reunião (e com boa aparência);
  • Utilizar o corrector ortográfico em todos os e-mails, cartas e CVs elaborados;
  • Cumprimentar toda a gente da sala, decorar os nomes e esperar que nos digam que nos podemos sentar.

Acima de tudo, lembra-te que vale a pena investir algumas horas na elaboração da tua candidatura, se é algo que realmente ambicionas – se fores só mais um, serás um candidato a mais!

Força nisso e boa sorte! 👊

Apreentando o Dropbox Paper

Dropbox Paper – a alternativa ao Evernote e ao Google Keep

Dropbox Paper – a alternativa ao Evernote e ao Google Keep 1240 700 Bruno Brito

A Dropbox, uma das minhas marcas preferidas do mundo online, lançou hoje uma nova aplicação que promete dar que falar nos próximos tempos.

O Dropbox Paper é, à primeira vista, uma app muito similar ao Google Keep ou ao Evernote, que nos permite tirar notas que ficam disponibilizadas na cloud, sendo assim possível acedê-las através de qualquer computador.

A ideia não é propriamente nova, mas com a polémica alteração de condições que a Evernote implementou para os seus utilizadores do plano gratuito, limitando a sua utilização a 2 computadores com a aplicação instalada, várias alternativas têm surgido – um bom exemplo é o Zoho Notebook, que até baseou toda a sua comunicação nesta questão.

Mas voltando ao Dropbox Paper; é super-recente e ainda está em fase beta, portanto deverás estar a pensar algo deste género:

Se já estou habituado a uma das outras apps, para quê mudar?

Bom, aqui ficam 5 boas razões. Para mim, foram motivos suficientes!

NOTA: Este artigo foi escrito precisamente no Paper, pelo que terás um pequeno momento Inception ao ver as fotos 😂

#1: O Design

Até ter entrado no Dropbox Paper pela primeira vez, confesso que achava a versão web do Evernote bonita – mas no design, a Dropbox sempre foi muito forte, e aqui esmerou-se particularmente: com um belo tipo de letra e muito espaço branco para não distrair, esta app parece ter sido feita para ficar aberta no browser todo o dia.

À esquerda podemos navegar entre os sub-capítulos do documento actual ou aceder aos restantes documentos.

Ao centro, podemos escrever livremente ou inserir alguns componentes (como imagens, tabelas ou ficheiros do Dropbox) recorrendo a este botão…

Dropbox Paper - Componentes

… ou editar, com um pop-up muito similar ao do Medium.

Dropbox Paper - Editar

No cabeçalho encontramos algumas acções mais específicas, tais como:

  • ver quantas palavras o documento tem actualmente;
  • visitar o histórico para consultar as alterações ao documento;
  • descarregar o ficheiro para o nosso computador, tanto em formato .docx como em Markdown.

Dropbox Paper - Word Count

Sim, em Markdown! Não o exporta de uma forma perfeita ainda, mas é já muito bom sinal.

O que me leva para o 2º ponto…

#2: Suporte para Markdown

A Dropbox não o refere na sua comunicação, mas o Dropbox Paper suporta alguns dos principais comandos de Markdown, linguagem que utilizo diariamente para escrever os meus artigos e documentação.

Nos meus testes, a app não reconheceu links ou imagens, mas aceitou headings, citações, negrito, itálico, e até código.

#3: Emojis com facilidade

Apesar de estar no início, o Dropbox Paper já contempla esta nova forma de comunicar. Basta inserires : para depois escolheres o emoji que desejares, como acontece por exemplo no Slack.

Dropbox Paper - Emojis

#4: Gestão de Multimédia

Algo que sempre me chateou no Google Keep e no Evernote foi a incapacidade de lidar com o conteúdo rico da Web, como vídeos YouTube ou músicas do Soundcloud – mas aqui, basta inserires o link que surgirão de imediato no documento, como deveria acontecer sempre.

Dropbox Paper - Conteúdo Rico

As imagens também vão mais longe; para além dos GIFs serem suportados, é possível visualizá-las numa galeria full-screen com um duplo clique numa foto.

Também podemos anexar ficheiros do Dropbox ou do seu rival Google Drive sem esforço, como já acontece com os seus concorrentes directos.

#5: Trabalho em Equipa

O Dropbox Paper foi feito com o mercado empresarial em vista e uma prova disso mesmo é a colaboração a la Google Docs, com o habitual botão de partilha e notas dos outros colaboradores.

Dropbox Paper - Comentar

Da mesma forma que suporta emojis, também é possível inserir stickers na caixa de comentários, mas provavelmente mais interessante será a forma como podemos mencionar outros utilizadores (com uma @ antes do nome ou endereço de e-mail) e indicar ficheiros (com um + antes do nome do ficheiro).

Também é possível integrar o Google Calendar com o Dropbox Paper para criar notas da reunião – a aplicação criará automaticamente um documento para a próxima reunião, dando acesso a todos os participantes. Bem pensado!

Conclusão

Num mercado cheio de boas alternativas e em que parecia já se ter visto tudo, eis que a Dropbox surge para agitar um pouco as coisas. Os concorrentes certamente não perderão tempo a criar funcionalidades similares, mas o Dropbox Paper já mostrou que entrou com o pé direito nesta “guerra”.

Estou rendido à versão web. Agora, toca a instalar a app mobile! 😎

E tu, vais experimentar?

Como aceder às Base de Dados criadas no ServerPilot

Como aceder às Bases de Dados criadas no ServerPilot

Como aceder às Bases de Dados criadas no ServerPilot 620 350 Bruno Brito

Se tens uma conta no DigitalOcean e utilizas o excelente ServerPilot para gerir vários blogs WordPress, certamente já te terás questionado se será possível aceder às respectivas Base de Dados.

Este acesso é importantíssimo, não só para fazer back-up do nosso conteúdo como para criar novas tabelas ou retirar qualquer informação necessária se subitamente perdermos o acesso ao back-office do WordPress.

A ferramenta de gestão de base de dados mais habitual para este tipo de casos costuma ser o phpMyAdmin, que não é de todo instalada quando associamos o ServerPilot ao nosso droplet DigitalOcean.

Para quem vem de outros serviços de alojamento, como era o meu caso, isto pode causar alguma surpresa por se tratar de uma ferramenta tão popular.

Assim sendo, entrei em contacto com eles via Twitter e eis que me foi apresentada, em alternativa, uma aplicação que desconhecia: Adminer.

No passado, o Adminer até já tinha sido chamado phpMinAdmin, por se tratar de uma versão minimalista do já mencionado phpMyAdmin.

Mas esse minimalismo não é sinónimo de inferioridade.

Com um só ficheiro PHP, o Adminer permite-nos fazer muito mais do que conseguimos com o phpMyAdmin, como podemos confirmar neste comparativo. E para além de MySQL, também podes aceder a bases de dados PostgreSQL, SQLite, MS SQL, Oracle, Firebird, SimpleDB, Elasticsearch ou MongoDB.

Como se não bastasse, o Adminer conta também com um bom leque de plugins para acrescentar funcionalidades.

Instalando o Adminer

A instalação é simples, bastando para tal acesso ao FTP do nosso droplet DigitalOcean.

Basta descarregarmos a versão mais recente do site oficial e fazer upload para dentro da pasta public da nossa app, alterando o nome do ficheiro de adminer-4.2.5.php para algo mais aleatório como adminer-A52GA3D6.php.

Download Adminer

Agora, para acederes ao painel de controlo basta acederes a http://oteusite.com/adminer-A52GA3D6.php e inserires os dados de login e password da tua app (podes consultar os mesmos no ServerPilot – não te esqueças de actualizar o wp-config.php da tua app se alterares a palavra-passe!).

O servidor deverá ser sempre localhost.

Adicionando um tema

Podes alterar o look do Adminer adicionando um ficheiro CSS à mesma pasta onde colocaste o ficheiro adminer-A52GA3D6.php. Existem bastantes à escolha na página oficial – eu gosto particularmente deste.

Adminer com theme

Adicionando uma nova bases de dados

Se quiseres adicionar uma base de dados (para instalares outra aplicação PHP no teu droplet, por exemplo) é importante teres em conta que isto deve ser feito no próprio ServerPilot e não no Adminer.

Basta fazeres login, ires até uma das tuas apps, clicares no botão “Create Database” e preencher os campos respectivos!

Adicionar base de dados no ServerPilot

Como vês, o Adminer é muito poderoso, tornando-se num óptimo companheiro para a combinação DigitalOcean + ServerPilot!

Toca a instalar apps e “fazer coisas”!

Se quiser entrar em contacto comigo, pode enviar-me um e-mail para [email protected] ou preencher o formulário abaixo.

NOTA: Todos os campos são de preenchimento obrigatório.